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Genética CV Nelore Mocho é destaque em pesquisa da USP sobre qualidade da carne bovina

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USP conduz estudo sobre qualidade da carne em raças zebuínas

A Universidade de São Paulo (USP), por meio do Laboratório de Pesquisa em Gado de Corte (LPGC) da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), no campus de Pirassununga (SP), está desenvolvendo um projeto experimental sobre qualidade da carne bovina.

Sob a coordenação dos professores Angélica Pereira Cravo e Fernando Baldi, do Grupo de Melhoramento Animal e Biotecnologia (GMAB), o estudo tem como foco principal as raças zebuínas, com destaque para a genética CV Nelore Mocho, reconhecida nacionalmente por seu desempenho produtivo e valor genético.

Rebanho experimental analisa desempenho e características da carcaça

O projeto conta com cerca de 100 vacas em rebanho experimental, avaliadas quanto a precocidade, rusticidade, maciez da carne e desempenho de carcaça.

De acordo com o professor Fernando Baldi, todos os touros utilizados no estudo pertencem à genética CV Nelore Mocho, que se destaca pela produção de animais mochos, dóceis e com alto potencial genético.

“Estamos trabalhando com touros da genética CV, priorizando animais com excelente avaliação para carcaça e maciez da carne”, explica Baldi.

Ao longo dos três anos de pesquisa, já foram utilizados nove reprodutores, sendo três diferentes a cada ciclo, o que permite comparar resultados entre diferentes linhagens e reforçar a consistência dos dados coletados.

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Genética CV Nelore Mocho impulsiona avanços na qualidade da carne

O objetivo central do projeto é demonstrar que é possível aprimorar a qualidade da carne bovina utilizando zebuínos bem avaliados geneticamente.

Baldi ressalta que a genética CV Nelore Mocho tem papel fundamental nesse processo de melhoramento:

“A genética CV tem sido essencial para comprovar que o Nelore pode aliar produtividade e qualidade de carne”, afirma o pesquisador.

Parcerias ampliam o alcance científico do projeto

A iniciativa também conta com a colaboração da CPEX Embriões, responsável pela produção de embriões destinados à reposição de fêmeas no rebanho experimental. O trabalho prioriza características como carcaça, maciez e padrão mocho.

Além disso, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Jaboticabal participa do estudo por meio da professora Aline Santana, do Departamento de Zootecnia, que conduz a avaliação do temperamento dos animais — uma característica cada vez mais valorizada na seleção genética moderna.

Pecuária de corte e pesquisa caminham juntas, afirma CV Nelore Mocho

Para Ricardo Viacava, diretor da CV Nelore Mocho, a parceria com a USP reforça o compromisso da marca com a ciência, a inovação e o avanço sustentável da pecuária brasileira.

“Acreditamos que a pecuária de corte só evolui quando caminha junto com a pesquisa, e ver nosso rebanho sendo utilizado em um estudo tão criterioso é motivo de orgulho”, afirma Viacava.

Ele acrescenta que a colaboração com instituições de ensino e pesquisa é essencial para gerar resultados que beneficiem toda a cadeia produtiva:

“Essa parceria é mais um passo na nossa missão de entregar valor real ao criador e à cadeia da carne como um todo.”

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de café do Espírito Santo crescem 97% em maio e acumulam mais de 2 milhões de sacas em 2026

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As exportações de café do Espírito Santo seguem em ritmo acelerado em 2026, consolidando o estado como um dos principais polos exportadores do Brasil. Em maio, os embarques somaram 549 mil sacas, alta de 97% em relação ao mesmo período de 2025, reforçando o forte desempenho do setor no acumulado do ano.

No período de janeiro a maio de 2026, o volume total exportado ultrapassou 2,03 milhões de sacas, o equivalente a cerca de 48% de todo o volume exportado no ano anterior, evidenciando uma expansão consistente da demanda internacional pelo café capixaba.

Conilon lidera crescimento e impulsiona resultado do estado

O desempenho foi puxado principalmente pelo café conilon, que respondeu pela maior parte do volume embarcado. Em maio, foram exportadas 444 mil sacas da variedade, mesmo com leve queda de 4% frente ao mês anterior, mas com alta expressiva na comparação anual.

O café arábica também teve avanço relevante, com 67 mil sacas embarcadas em maio, crescimento de 26% na comparação mensal. Já o café solúvel somou 48 mil sacas, com alta de 51%, mostrando recuperação no segmento industrializado.

Em termos de receita, as exportações do mês ultrapassaram US$ 128 milhões, com destaque para o conilon, que respondeu por US$ 94 milhões, seguido pelo arábica com US$ 23 milhões e pelo solúvel com US$ 11 milhões.

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Crescimento expressivo no acumulado de 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o Espírito Santo exportou mais de 2 milhões de sacas de café, um crescimento de 78% em relação ao mesmo período do ano passado.

O conilon liderou com 1,5 milhão de sacas (+122%), seguido pelo arábica com 287 mil sacas (+18%) e pelo solúvel com 166 mil sacas (-12%).

A receita total no período ultrapassou US$ 509 milhões, alta de 39% na comparação anual. O conilon respondeu por US$ 364 milhões (+65%), o arábica por US$ 107 milhões (+14%) e o solúvel por US$ 39 milhões (-28%).

Principais destinos do café capixaba

Em maio de 2026, os embarques tiveram como principais destinos mercados estratégicos da Ásia, Europa e Américas.

Entre os países compradores, destaque para:

  • Espanha: 13% das exportações totais
  • Estados Unidos: 13%
  • México: 12%
  • Alemanha: 10%
  • Colômbia: 7%
  • Turquia: 6%
  • Itália: 6%
  • Bélgica: 5,5%
  • Argentina: 5%
  • Indonésia: 3%

Esses mercados concentraram cerca de 80,5% de todo o café exportado pelo estado no mês.

Na segmentação por tipo de café, a Turquia liderou as importações de arábica, enquanto a Espanha foi o principal destino do conilon. Já o café solúvel teve como principal comprador os Estados Unidos.

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No acumulado do ano, a Colômbia lidera as importações totais, seguida por México, Reino Unido, Espanha e outros mercados relevantes da Europa e América Latina.

Panorama do mercado internacional e bolsas globais

No cenário financeiro mais recente, os mercados internacionais operam com movimentos mistos, refletindo a cautela dos investidores diante de dados econômicos globais e expectativas sobre juros nas principais economias.

As bolsas da Europa apresentam variações moderadas, com investidores acompanhando indicadores de inflação e crescimento. Nos Estados Unidos, os índices futuros sinalizam ajustes após sessões de volatilidade, com o mercado atento à política monetária do Federal Reserve.

No Brasil, o mercado financeiro também registra comportamento cauteloso, com investidores monitorando o câmbio e os desdobramentos do cenário externo, fatores que influenciam diretamente o fluxo de exportações agrícolas, incluindo o café.

Perspectiva para o setor

O forte crescimento das exportações de café do Espírito Santo reforça a competitividade do estado no mercado internacional, especialmente no segmento de conilon, que segue ganhando espaço em importantes destinos globais.

A tendência é de manutenção de um ambiente favorável para exportações ao longo de 2026, sustentado pela demanda externa firme e pela diversificação de mercados compradores, mesmo diante de um cenário global de maior volatilidade financeira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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