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Agricultura de precisão impulsiona eficiência no uso da água com tecnologias adaptadas à irrigação

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Cenário climático reforça a importância do uso racional da água

O mais recente boletim agroclimatológico do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), divulgado em outubro, revela um cenário de contrastes para o campo brasileiro. Enquanto o Sul do país deve enfrentar excesso de umidade nos próximos meses, regiões como Centro-Oeste, Nordeste e parte do Sudeste seguem com déficits hídricos superiores a 100 milímetros.

As oscilações climáticas reforçam uma necessidade crescente entre os produtores: a eficiência no uso da água e dos insumos agrícolas, fatores determinantes para a sustentabilidade e competitividade no campo.

Tecnologias inteligentes otimizam sistemas de irrigação

Diante desse contexto, a agricultura de precisão e os sistemas de irrigação inteligentes ganham protagonismo. O uso de tecnologias desenvolvidas para atuar em diferentes métodos — como pivô central, gotejamento e fertirrigação — permite ajustar o manejo nutricional conforme as condições hídricas e o tipo de solo de cada região.

Especialistas destacam que o grande desafio atual é equilibrar desempenho agronômico e sustentabilidade, sobretudo em áreas sujeitas a períodos alternados de seca e saturação.

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Linha HB10: eficiência adaptada a diferentes sistemas de irrigação

Entre as soluções disponíveis no mercado, a linha HB10, da Hydroplan-EB, tem se destacado por reunir a mesma formulação em versões adaptadas ao tipo de equipamento utilizado na aplicação. Essa diferenciação garante melhor aproveitamento da água e maior eficiência agronômica em campo.

O HB10 Pivot, destinado à irrigação por pivô central e aspersão, atua na melhoria da distribuição da água, na redução do estresse abiótico e no aumento da eficiência da irrigação, estimulando o crescimento radicular e a absorção de nutrientes.

Já o HB10 Drip, voltado para sistemas de gotejamento e jato dirigido, oferece rápida absorção e menor perda por lixiviação, contribuindo para o equilíbrio hídrico das plantas e o uso racional da lâmina aplicada.

Sustentabilidade e produtividade lado a lado

Essas tecnologias têm impacto direto na sustentabilidade da produção agrícola, pois permitem que os produtores utilizem os recursos hídricos de forma direcionada e compatível com as condições locais.

De acordo com o INMET, o armazenamento hídrico do solo está abaixo de 30% em grande parte do Centro-Oeste e no norte de Minas Gerais, cenário que pode comprometer lavouras de soja e milho em fase inicial. Em situações como essa, o uso de soluções adaptadas a cada sistema de irrigação se torna essencial para garantir o desempenho das culturas e preservar o uso da água.

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Agricultura de precisão vai além da digitalização

Para o produtor rural, a nova lógica da irrigação é clara: não basta apenas irrigar, é preciso nutrir de forma inteligente. A agricultura de precisão, antes associada exclusivamente à digitalização e ao monitoramento via sensores e drones, agora também abrange a escolha de insumos compatíveis com cada sistema de manejo hídrico.

Essa evolução, embora silenciosa, representa um passo importante rumo à sustentabilidade e à rentabilidade das próximas safras, consolidando o papel estratégico da tecnologia na gestão eficiente da água no campo.

Boletim completo

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de urucum impulsiona pequenas propriedades

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A colheita do urucum avança nas principais regiões produtoras do país com preços entre R$ 12,50 e R$ 15 por quilo das sementes. No noroeste do Paraná, onde a produtividade pode chegar a 1,5 tonelada por hectare, a regularidade das chuvas favoreceu as lavouras depois de dois ciclos prejudicados pela seca.

Nas áreas de melhor desempenho, a combinação entre produtividade e preço representa uma receita bruta potencial de R$ 22,5 mil por hectare. O valor não desconta os gastos com implantação, adubação, manejo, mão de obra, colheita e beneficiamento das sementes.

O Brasil ocupa a liderança mundial na produção de urucum. Levantamento do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), elaborado com dados de 2020 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estimou uma colheita nacional de 13,6 mil toneladas, equivalente a aproximadamente 57% da produção global naquele ano.

São Paulo concentra o principal polo produtor do país, especialmente na Nova Alta Paulista. Municípios localizados entre Tupã e Panorama têm parte da economia agrícola ligada à cultura. Na região, a safra principal ocorre entre junho e agosto, com preços atuais entre R$ 12,50 e R$ 13 por quilo.

No Paraná, o cultivo comercial ganhou espaço a partir da década de 1980 e encontrou condições favoráveis nos municípios do noroeste. A combinação entre solo arenoso, elevada luminosidade e temperaturas adequadas permitiu o desenvolvimento da atividade, principalmente em pequenas propriedades.

A colheita paranaense começa em março nas áreas mais precoces, atinge o maior volume entre junho e julho e pode seguir até setembro. A estimativa consolidada da produção regional deverá ser conhecida em outubro, depois do encerramento dos trabalhos nas lavouras.

Levantamentos locais indicam produtividade entre 800 e 1.500 quilos de sementes por hectare, dependendo da variedade, da idade das plantas, dos tratos culturais e das condições climáticas. A melhora dos preços também estimulou a retomada dos investimentos em adubação e manutenção das áreas.

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A maior parte dos agricultores utiliza as variedades Piave tradicional e Piave anão. A primeira forma árvores de maior porte. A segunda apresenta plantas mais baixas, característica que facilita o acesso às cápsulas e reduz o esforço necessário durante a colheita.

Segundo especialistas, o porte das plantas é um fator importante principalmente nas propriedades que dependem de mão de obra familiar. A uniformidade da maturação e a disposição dos galhos também interferem na velocidade da colheita e no aproveitamento das sementes.

O urucum tem espaço em áreas nas quais a produção de soja ou milho em grande escala encontra limitações econômicas e operacionais. Em propriedades de até dez hectares, a cultura pode complementar a renda obtida com a pecuária leiteira e outras atividades.

A colheita é semimecanizada. As cápsulas são retiradas dos galhos e encaminhadas para equipamentos que fazem a separação das sementes. O processo ainda exige participação considerável de trabalhadores, o que torna o custo e a disponibilidade de mão de obra pontos importantes no planejamento.

Os frutos do urucuzeiro são cápsulas revestidas por espinhos maleáveis. Em seu interior ficam as sementes cobertas por um pigmento avermelhado utilizado na fabricação de colorau e de corantes naturais.

A bixina, principal pigmento extraído das sementes, abastece sobretudo a indústria de alimentos. A substância é empregada na coloração de queijos, embutidos, massas, molhos, bebidas, sorvetes, doces e outros produtos.

A matéria-prima também possui aplicações nas indústrias cosmética, química, têxtil e de vernizes. A procura por corantes de origem natural ajuda a sustentar o mercado, mas a remuneração depende da qualidade das sementes e do conteúdo de pigmento.

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O teor de bixina é um dos principais critérios avaliados pela indústria. Sementes com maior concentração proporcionam melhor rendimento no processamento, o que aumenta a importância da escolha da variedade e do manejo correto da lavoura.

Pesquisas conduzidas pelo Instituto Agronômico (IAC), ligado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), buscam desenvolver plantas que reúnam porte reduzido, maior produtividade, elevado teor de bixina e resistência às principais doenças.

Entre os problemas acompanhados está o oídio, doença identificada pela formação de uma camada esbranquiçada nas folhas. Quando não controlada, pode reduzir a capacidade de desenvolvimento das plantas e afetar o potencial produtivo.

Os estudos também avaliam espaçamento, arquitetura das plantas, adaptação regional e diversidade genética. O instituto mantém um banco de germoplasma com 378 genótipos, utilizados na seleção de materiais com características de interesse dos agricultores e da indústria.

Por ser uma cultura perene, o urucum exige planejamento de longo prazo. A implantação das mudas deve ser feita preferencialmente entre a primavera e o verão, quando o período chuvoso favorece o crescimento inicial.

Antes de iniciar o cultivo, o produtor precisa avaliar a existência de compradores, a distância até as unidades de beneficiamento e a disponibilidade de trabalhadores. Ao contrário das grandes commodities, o urucum possui um mercado mais restrito e depende de canais comerciais organizados.

A produtividade elevada e os preços próximos de R$ 15 por quilo melhoram as perspectivas desta safra. Para as pequenas propriedades, a cultura representa uma alternativa de diversificação, mas o resultado depende de assistência técnica, qualidade das sementes, eficiência na colheita e segurança na comercialização.

Fonte: Pensar Agro

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