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Agro

Menor oferta de grãos altera dinâmica logística no Maranhão

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Logística de grãos passa por ajustes no estado

O Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), referente a janeiro de 2026, aponta mudanças pontuais na logística de grãos do Maranhão. O cenário foi influenciado pela redução na oferta de soja e milho, consequência da priorização do plantio dessas culturas no estado.

O relatório indica o aumento do transporte de milho para o município de Balsas, no sul maranhense, devido à demanda da biorrefinaria instalada na região. Além disso, houve envio de menores volumes do grão para Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Fretes e combustíveis mantêm estabilidade

Mesmo com ajustes logísticos, os custos de frete apresentaram apenas pequenas variações. Segundo a Conab, os preços oscilaram de forma leve, com aumentos ou reduções pontuais.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que, em dezembro de 2025, o diesel S-10 foi comercializado a R$ 5,97 e o diesel comum a R$ 6,00, valores praticamente estáveis — com variações inferiores a 1% em relação ao mês anterior.

Exportações de soja recuam com entressafra

Conforme o Comex Stat, plataforma do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações de soja do Maranhão somaram 38,6 mil toneladas em dezembro de 2025, uma queda de 82% frente a novembro.

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A redução é atribuída à entressafra e à baixa nos estoques, embora o volume tenha sido 7% maior que em dezembro de 2024, reflexo da safra mais produtiva de 2024/25. Os embarques ocorreram pelo Porto do Itaqui, com destino à China e à Espanha.

Milho ganha espaço no mercado externo

No mesmo período, o Maranhão exportou 10,19 mil toneladas de milho, mais que o triplo do volume embarcado em novembro. O aumento foi impulsionado pela maior disponibilidade de estoques ao fim do ano, mas ainda representou uma queda de 88,7% na comparação com dezembro de 2024.

As exportações seguiram pelo Porto do Itaqui com destino ao Egito, reforçando a relevância do terminal para o escoamento dos grãos maranhenses.

Porto do Itaqui se consolida como hub logístico do Arco Norte

O Porto do Itaqui manteve forte desempenho em 2025, consolidando-se como um dos principais corredores logísticos do agronegócio brasileiro no Arco Norte. O terminal atende produtores do Maranhão, Piauí, Tocantins, Bahia e parte do Nordeste do Mato Grosso.

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Dados do Consórcio Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram) apontam que 202 navios atracaram no porto ao longo do ano, com 13,5 milhões de toneladas de grãos movimentadas — sendo 11,7 milhões de soja e 1,8 milhão de milho, destinados principalmente à Ásia e à Europa.

Expansão prevista para ampliar capacidade do terminal

Atualmente, o Tegram conta com quatro armazéns e capacidade estática de 500 mil toneladas, permitindo movimentar até 15 milhões de toneladas por ano.

Os planos de expansão preveem um aumento de 8,5 milhões de toneladas anuais, com a terceira fase de ampliação e a operação de um terceiro berço de atracação. A iniciativa visa atender à crescente demanda do agronegócio brasileiro e sustentar o crescimento da produção agrícola na região.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

China disponibiliza procedimentos para exportação de polpas e frutas congeladas brasileiras

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A Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC) disponibilizou o modelo de certificado sanitário aplicável às exportações brasileiras de polpas e frutas congeladas em seu sistema. Com isso, os estabelecimentos interessados já podem realizar o registro no sistema China Import Food Enterprise Registration (CIFER), etapa necessária para a habilitação das exportações ao mercado chinês.

O procedimento aplica-se às polpas e frutas congeladas produzidas a partir de espécies já reconhecidas como alimento pelas autoridades chinesas. Entre os produtos abrangidos estão açaí, manga, goiaba, abacaxi, maracujá e outras frutas admitidas para consumo humano na China. Frutas ainda não reconhecidas permanecem sujeitas aos procedimentos regulatórios específicos previstos na legislação chinesa para novos alimentos.

O registro no sistema CIFER deve ser realizado diretamente pelo estabelecimento exportador, responsável pelo envio da documentação exigida. Após a aprovação da GACC, será atribuído um número de registro ao estabelecimento, requisito para a exportação. As remessas deverão estar acompanhadas do certificado sanitário oficial acordado entre os dois países.

Orientações aos exportadores

Antes de iniciar o processo de registro, os estabelecimentos interessados devem consultar os procedimentos e requisitos estabelecidos pelas autoridades chinesas.

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Após a aprovação do registro pela GACC e a emissão do certificado oficial pela autoridade competente brasileira, as exportações poderão ser realizadas em conformidade com os procedimentos sanitários e aduaneiros aplicáveis.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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