Agro
Em Primavera do Leste (MT), ministro Fávaro destaca importância do Minha Casa, Minha Vida para desenvolvimento dos municípios
Representando o Governo Federal, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, realizou a entrega de 597 unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida, em Primavera do Leste (MT). As moradias marcam a conclusão da primeira fase do Residencial Jardim dos Ipês I, módulos 1 e 2.
Durante o evento, também foi realizado o lançamento do Residencial Jardim dos Ipês IV, módulos 1 e 2, que contará com 876 novas moradias para atender a população da região.
“Só neste bairro serão 4 mil residências, são mais 4 mil famílias atendidas com infraestrutura. É quase uma cidade dentro da cidade de Primavera do Leste”, ressaltou o ministro, lembrando que, com a subvenção do Governo Federal, as parcelas para a casa própria chegam a custar metade do valor do aluguel. “Então, a pessoa, a família, vem para uma casa nova, com qualidade, com infraestrutura, pagando metade do que pagaria de aluguel, só que agora na casa própria. Vai sobrar dinheiro para investir na qualidade de vida, na compra de uma roupa, no material escolar”, completou.
A diarista Andreia Rocha Benjamin, celebrou a conquista da casa própria e já tem planos para aplicar esse dinheiro extra com a diferença entre o valor do aluguel e da parcela: investir na residência nova. “A gente vai juntar dinheiro para fazer o muro. Nossa prioridade é murar por conta das crianças e depois comprar nossas coisas aos poucos”, disse.
Além disso, as obras do empreendimento impactaram a economia local com a geração de mais de 1,8 mil empregos diretos e indiretos. Com investimento superior a R$ 106 milhões, o empreendimento habitacional é resultado de uma parceria entre o Governo Federal, por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, na modalidade FGTS, do Ministério das Cidades, a Caixa Econômica Federal, o Governo de Mato Grosso a Prefeitura de Primavera do Leste e a construtora Pacaembú, e foi destinado a famílias com renda mensal a partir de R$ 1,8 mil.
O ministro Carlos Fávaro ainda destacou que a beleza do programa Minha Casa, Minha Vida vem desde o nome. “O nome já diz tudo, o sonho de felicidade de qualquer pessoa, de qualquer ser humano, independente da classe social, é uma casa, um lar para constituir sua família. O Minha Casa, Minha Vida veio ao Brasil para se tornar a maior de todas as políticas públicas. E agora, na retomada do governo federal, no governo do presidente Lula, o pé foi no acelerador”.
O EMPREENDIMENTO
A primeira etapa do Residencial Jardim dos Ipês I reúne unidades habitacionais edificadas em lotes a partir de 140 m², com construções não geminadas e projetadas para permitir futuras ampliações. As casas, com 44 m² de área construída, dispõem de dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço coberta, além de laje, piso cerâmico em todos os ambientes, quintal e vaga para veículo. As unidades apresentam padrão de acabamento qualificado e serão entregues com infraestrutura para instalação de ar-condicionado na sala e nos dormitórios.
O bairro será entregue pronto para morar, com infraestrutura completa, com ruas asfaltadas, passeio público, sistema de abastecimento de água, sistema de esgoto, sistema de drenagem pluvial, rede elétrica e de iluminação pública, acessibilidade aos lotes, paisagismo e sinalização viária.
MCMV EM MATO GROSSO
Em Mato Grosso, são cerca de 33 mil unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida contratadas e aproximadamente 25 mil já foram entregues.
O programa foi retomado por meio da Medida Provisória nº 1.162, de 14 de fevereiro de 2023, convertida na Lei nº 14.620, de 13 de julho de 2023, com a adoção de novas práticas e formas de atendimento destinadas a ampliar a oferta de moradias, por meio da produção de novas unidades ou da requalificação de imóveis para utilização como moradia, do financiamento para aquisição de unidades novas e usadas e do tratamento do estoque existente, por intermédio de linhas de atendimento voltadas à promoção da melhoria habitacional.
Informação à imprensa
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Agro
Ministro André de Paula firma memorando com a África do Sul para cooperação agropecuária
Nesta quinta-feira (30), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu o ministro da Agricultura da África do Sul, John Steenhuisen, acompanhado de delegação oficial. Na ocasião, foi assinado um Memorando de Entendimento entre o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil e o Departamento de Agricultura do Governo da República da África do Sul, com foco na ampliação da cooperação no setor agropecuário.
Durante o encontro, a delegação sul-africana também manifestou interesse em fortalecer a cooperação com o Brasil na área de defesa agropecuária, especialmente no desenvolvimento de um plano de ação para o enfrentamento da febre aftosa. O objetivo é aprofundar o intercâmbio técnico em prevenção, controle e erradicação da doença, bem como em temas relacionados à influenza aviária.
O ministro André de Paula ressaltou a importância estratégica da parceria entre os dois países. “Receber vocês aqui é uma oportunidade de seguir avançando nos entendimentos que temos entre os nossos países. A garantia da segurança alimentar no mundo é uma prioridade do governo brasileiro e representa um ponto de convergência importante com a África do Sul”, afirmou.
O ministro também reiterou o interesse na ampliação do comércio bilateral, mencionando oportunidades em produtos agropecuários. “Temos interesse em avançar na pauta comercial, com potencial para ampliação de fluxos em segmentos como proteínas animais e frutas cítricas, além de fortalecer a cooperação em saúde animal prevista no Memorando de Entendimento”, acrescentou.
O ministro sul-africano ressaltou que o Brasil não é somente uma potência agrícola, mas um importante parceiro comercial para a África do Sul. “Estou confiante de que as nossas discussões de hoje darão frutos. Estamos aqui para aprender com as experiências de vocês, mas também para buscar o seu apoio na nossa guerra contra a febre aftosa. A região do sul da África já observa a doença se espalhando pela região sul, o que traz profundas consequências econômicas para nós. Seguindo o modelo brasileiro no combate à doença, estamos avançando para adotar uma abordagem regional no combate à febre aftosa,” disse.
O ministro sul-africano ressaltou a relevância do Brasil como parceiro estratégico. “Estamos confiantes de que as discussões de hoje trarão resultados concretos. Viemos aprender com a experiência brasileira e buscar apoio no enfrentamento da febre aftosa, que tem avançado na região sul da África e traz impactos econômicos significativos. Estamos avançando para uma abordagem regional no combate à doença, inspirados no modelo brasileiro”, afirmou.
A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa que afeta bovinos, suínos, ovinos e caprinos, causando perdas produtivas significativas e restrições ao comércio internacional de produtos de origem animal.
Ainda segundo o ministro John Steenhuisen, a cooperação com o Brasil será fundamental para o fortalecimento das ações sanitárias. “Agradecemos a disposição demonstrada pelo Brasil em nos apoiar com um plano técnico, incluindo vacinação, suporte técnico, monitoramento pós-vacinação e geração de evidências em campo, elementos essenciais para manter uma resposta eficaz contra a doença”, disse.
O ministro André de Paula reiterou a disposição do Brasil em aprofundar a parceria na área sanitária. “Queremos manifestar a nossa solidariedade em relação à situação da febre aftosa e reiterar o nosso interesse em estabelecer parcerias que possam contribuir para o enfrentamento dessa questão”, afirmou.
O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart, destacou a experiência brasileira no enfrentamento da doença e a disposição em cooperar tecnicamente. “Podemos trabalhar juntos para compartilhar a nossa experiência. Em alguns casos, tivemos que estabelecer acordos bilaterais para realizar vacinação conjunta com outros países. Sabemos que não é algo simples, mas podemos começar esse trabalho desde já”, disse.
Ele também ressaltou que o Brasil alcançou recentemente reconhecimento internacional como país livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal, resultado de décadas de políticas sanitárias, coordenação federativa e investimento contínuo em vigilância agropecuária.
O diretor do Departamento de Negociações Não Tarifárias e de Sustentabilidade, Marcel Moreira, ressaltou o interesse em ampliar e qualificar as relações comerciais. “Considerando o tamanho dos nossos países e o nível de parceria que mantemos em fóruns internacionais, como BRICS e OMC, temos grande interesse em avançar nas relações comerciais. É fundamental que o acesso aos mercados reflita o status sanitário do Brasil, livre de febre aftosa. Também estamos avançando na regionalização para influenza aviária, que é outro ponto importante para o comércio”, afirmou.
Ele acrescentou que o Memorando de Entendimento assinado é importante para o fortalecimento da cooperação bilateral, permitindo avanços tanto nas questões sanitárias e fitossanitárias quanto na troca de tecnologias.
Durante a reunião, ambos os lados manifestaram interesse em aumentar o volume de comércio bilateral, ainda aquém do potencial dos dois países. Foram identificadas oportunidades em fertilizantes, insumos agrícolas, máquinas e equipamentos, além de genética animal e vegetal.
Os participantes discutiram a necessidade de aprimorar canais de diálogo em medidas sanitárias e fitossanitárias (SPS), com o objetivo de conferir maior agilidade à resolução de questões técnicas e facilitar o fluxo comercial. Nesse contexto, foi sugerida a criação de um Corredor de Biosseguridade Brasil–África do Sul, baseado nos conceitos de regionalização e compartimentalização, para minimizar disrupções no comércio em casos de doenças animais, especialmente a influenza aviária.
Participaram da reunião o assessor especial do ministro sul-africano, Mono Mashaba; o diretor-chefe de Saúde Animal, Botlhe Modisane; a veterinária oficial, Marietta Swanepoel; o diretor-assistente de Promoção do Comércio Internacional, Tebogo Machaka; o diretor-executivo da AgriSA, Johann Kotzé; o diretor-executivo da Red Meat Industry Services, Dewald Olivier; o diretor-executivo da African Farmers Association of South Africa, Bongani Msimang; o diretor-executivo interino da Onderstepoort Biological Products, Jacob Maduma; e a assessora especial do Mapa, Sibelle Andrade.
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