Agro
Produtores mineiros dominam lista dos 40 finalistas do 35º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso
Excelência do café brasileiro é reconhecida em premiação da illycaffè
A illycaffè anunciou os 40 finalistas da 35ª edição do Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso, uma das mais tradicionais competições do setor. A seleção, feita entre mais de 400 amostras inscritas em todo o Brasil, reforça o compromisso da empresa em reconhecer produtores que aliam sustentabilidade e alta qualidade na produção de café.
Processo rigoroso garante imparcialidade na escolha dos finalistas
Os finalistas foram escolhidos após uma criteriosa avaliação conduzida pela Comissão Julgadora da Experimental Agrícola do Brasil Ltda/illycaffè, responsável pela compra dos cafés brasileiros que compõem o blend 100% arábica da marca.
De acordo com o Dr. Aldir Teixeira, CEO da Experimental Agrícola e presidente da Comissão Julgadora desde 1991, o processo é totalmente imparcial:
“Selecionar as melhores amostras é sempre um desafio, pois a qualidade dos cafés melhora a cada ano. As amostras são avaliadas sem identificação de origem ou produtor, garantindo foco absoluto na qualidade”, explicou.
Minas Gerais lidera presença entre os finalistas
Mais uma vez, Minas Gerais se destaca como o principal polo produtor entre os finalistas, com representantes das regiões do Cerrado Mineiro, Chapada, Matas de Minas e Sul de Minas. Além dos mineiros, três produtores de São Paulo e um do Centro-Oeste completam a lista, reforçando a diversidade e o potencial do café brasileiro.
Reconhecimento internacional do café brasileiro
O Brasil tem consolidado sua reputação no cenário global. O país já foi reconhecido duas vezes consecutivas como o produtor do melhor café do mundo no Prêmio Internacional de Café Ernesto Illy.
Em 2024, o destaque foi para a Fazenda Serra do Boné, em Araponga (Matas de Minas), dos irmãos Matheus e Nathan Lopes Sanglard, que conquistou o título de “Best of the Best” em julgamento internacional. Já na edição anterior, a Fazenda São Mateus Agropecuária, de Varjão de Minas (Cerrado Mineiro), levou o prêmio máximo.
Sustentabilidade e inovação no centro da produção
Segundo o Dr. Aldir Teixeira, o avanço dos produtores brasileiros é resultado de investimentos contínuos em práticas agrícolas regenerativas e sustentáveis, que elevam o padrão de qualidade e reforçam a responsabilidade socioambiental da cafeicultura nacional.
Premiação nacional e internacional prevista para 2026
Os vencedores serão conhecidos em maio de 2026, durante a cerimônia oficial do 35º Prêmio Ernesto Illy. Os três primeiros colocados nacionais receberão prêmios em dinheiro, diplomas e uma viagem internacional para participar do 11º Prêmio Internacional de Café Ernesto Illy.
Na ocasião, também serão anunciados os vencedores regionais e o Classificador do Ano, reconhecendo o trabalho técnico por trás das amostras de excelência.
Critérios técnicos de avaliação
Mais de 400 amostras foram submetidas a análises rigorosas que consideraram cor, aspecto, teor de umidade, peneiras, torração e qualidade da bebida. Além da degustação de espresso, foram realizadas análises químicas para garantir a conformidade com os limites internacionais de resíduos de agroquímicos, seguindo os padrões de qualidade da illycaffè.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Agro ajuda Brasil a fechar agosto com superávit de R$ 37,7 bilhões
O Brasil encerrou agosto com superávit comercial de R$ 37,7 bilhões, crescimento de 23,8% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado foi sustentado pelo aumento das exportações de soja, café, animais vivos, carne de frango e farelo de soja, além do avanço das vendas da indústria extrativa e de outros segmentos da indústria de transformação.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações brasileiras somaram R$ 169,1 bilhões em agosto, alta de 12,2% na comparação anual. As importações cresceram 9,2% e alcançaram R$ 131,4 bilhões.
A corrente de comércio, que corresponde à soma das exportações e importações, movimentou R$ 300,5 bilhões no mês, aumento de 10,9% em relação a agosto do ano passado.
A agropecuária respondeu diretamente por R$ 37,7 bilhões em exportações durante agosto, crescimento de 11,4%. Esse valor considera os produtos classificados pelo governo como pertencentes à atividade agropecuária e não inclui carnes, farelo de soja, açúcar, sucos e outros itens processados contabilizados dentro da indústria de transformação.
Entre os produtos do campo, o valor das exportações de animais vivos avançou 174,3%. As vendas externas de café não torrado cresceram 24,1%, enquanto a soja, principal item da pauta agropecuária brasileira, registrou aumento de 14%.
A contribuição do agronegócio também apareceu entre os produtos industrializados. As exportações de carne de aves e miudezas aumentaram 40,5%, enquanto as vendas de farelo de soja e de outros produtos destinados à alimentação animal cresceram 36,6%.
O desempenho positivo compensou a retração observada em outras cadeias importantes. As exportações de milho não moído caíram 25,3% em agosto. Também houve redução de 34,7% no mel natural e de 35,7% nas vendas de sementes oleaginosas, grupo que inclui produtos como girassol, gergelim, canola e algodão.
Na indústria de transformação, o valor das exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada recuou 19,7% em agosto. Açúcares e melaços tiveram queda de 37%. A redução mensal da carne bovina ocorreu depois de um período de embarques elevados e não anulou o crescimento acumulado pelo setor ao longo do ano.
Entre janeiro e agosto, o Brasil exportou R$ 1,28 trilhão, aumento de 10,3% na comparação com os primeiros oito meses de 2025. As importações somaram R$ 997,3 bilhões, com crescimento de 6,1%.
Com isso, o superávit comercial acumulado em 2026 chegou a R$ 282,1 bilhões, avanço de 28,2%. A corrente de comércio alcançou R$ 2,28 trilhões no período, alta de 8,4%.
As exportações classificadas como agropecuárias totalizaram R$ 295 bilhões entre janeiro e agosto, crescimento de 9,5%. O resultado foi favorecido pelo aumento de 81,9% nas vendas de animais vivos, de 15,2% nos embarques de soja e de 15,1% nas exportações de algodão em bruto.
A indústria extrativa exportou R$ 316,9 bilhões nos oito primeiros meses, alta de 19,6%. A indústria de transformação respondeu por R$ 660 bilhões, crescimento de 6,6%.
Apesar da queda isolada de agosto, a carne bovina acumulou aumento de 22,3% nas exportações de janeiro a agosto. O desempenho mostra que o recuo mensal ocorreu sobre uma base de vendas externas ainda elevada no conjunto do ano.
Outros produtos do agronegócio apresentaram resultado menos favorável. As exportações acumuladas de trigo e centeio diminuíram 31,3%, enquanto as de milho recuaram 3,6%. O café não torrado acumulou queda de 13,7%, apesar da recuperação registrada em agosto.
Também houve redução de 35,8% nas vendas externas de sucos de frutas e vegetais e de 28,2% nos embarques de açúcares e melaços durante os oito primeiros meses.
Do lado das compras brasileiras, as importações da agropecuária chegaram a R$ 2,4 bilhões em agosto, crescimento de 7,4%. O aumento foi influenciado por pescado, trigo, centeio e produtos hortícolas.
O valor das importações de pescado avançou 64,8%, enquanto as compras de trigo e centeio cresceram 10,5%. Os produtos hortícolas frescos ou refrigerados registraram alta de 54%. Em sentido contrário, as importações de soja diminuíram 22,2%, e as de frutas e nozes não oleaginosas recuaram 9,3%.
A indústria de transformação concentrou a maior parcela das compras externas, com R$ 123 bilhões em agosto, crescimento de 13,4%. No acumulado do ano, as importações do segmento chegaram a aproximadamente R$ 930 bilhões.
Entre os insumos estratégicos para a produção rural, o valor importado de adubos e fertilizantes químicos caiu 35,9% em agosto. As compras de fertilizantes brutos apresentaram redução de 15,6%.
A queda não significa necessariamente redução equivalente no volume desembarcado, porque os dados também refletem mudanças nos preços internacionais. O movimento pode estar relacionado ainda à antecipação de compras, à formação de estoques, à volatilidade do mercado e ao ritmo de aquisição para a safra 2026/2027.
Os números de agosto reforçam o papel do agronegócio na geração de receitas externas e na sustentação do saldo comercial brasileiro. Ao mesmo tempo, a diferença de desempenho entre as cadeias mostra que o resultado depende tanto da produção nacional quanto dos preços internacionais, do câmbio e das condições de acesso aos principais mercados compradores.
Fonte: Pensar Agro
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