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Agro

Conab avalia como chuvas estão afetando plantio da safra 2023/2024

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta quinta-feira (26.10) o Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA) referente ao período de 1º a 21 de outubro. O estudo traz como destaque as análises das condições agroclimáticas e das imagens de satélite dos cultivos de inverno e verão da safra 2023/2024.

Os altos volumes de chuva em parte da região Sudeste e na região Sul impactaram negativamente os cultivos de inverno, além da semeadura e desenvolvimento dos cultivos de verão. O grande volume de chuvas prejudicou a semeadura do arroz em Santa Catarina e afetou o desenvolvimento das lavouras.

No Centro-Oeste, as chuvas foram irregulares e mal distribuídas. A média diária de temperatura máxima próxima de 40 graus também contribuiu para a manutenção da umidade no solo baixa, sendo insuficiente para o estabelecimento dos cultivos de verão, afetando a emergência e o início do desenvolvimento de parte das lavouras, além da evolução da semeadura.

No monitoramento espectral dos cultivos de inverno, observa-se uma queda acentuada do IV, resultante da antecipação do ciclo e da ocorrência de altíssimos volumes de chuva, que reduziram a luminosidade e aumentaram a incidência de doenças fúngicas. Nas regiões onde principalmente a soja está sendo monitorada, há uma indicação de normalidade para o período.

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Publicado mensalmente, o BMA é resultado da colaboração entre a Conab, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam), além de agentes colaboradores que contribuem com dados pesquisados em campo.

O Boletim está disponível na íntegra no site da Conab.

Fonte: Pensar Agro

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Agro

Banana sob pivô central atinge 32 t/ha no Oeste baiano e supera médias estadual e nacional

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Produção de banana no Brasil e na Bahia evidencia diferença de produtividade

A bananicultura segue como uma das principais atividades da fruticultura brasileira. Segundo dados da Produção Agrícola Municipal (PAM/IBGE 2024), o Brasil produziu mais de 7 milhões de toneladas de banana em uma área colhida de 469 mil hectares, com produtividade média de 14,9 toneladas por hectare.

Na Bahia, a produção chegou a 839 mil toneladas, com rendimento médio de 11,9 t/ha, abaixo da média nacional.

Oeste baiano avança com irrigação por pivô central

No Oeste da Bahia, o uso de tecnologias de irrigação vem ampliando o potencial produtivo das lavouras. Em uma região marcada por clima desafiador e alta demanda evaporativa, sistemas de irrigação de precisão têm sido adotados como estratégia para garantir estabilidade e eficiência produtiva.

Nesse contexto, a Fazenda Canta Galo, da Frutsi Agro, localizada em Serra do Ramalho (BA), se destaca como referência no uso do pivô central na cultura da banana.

Produtividade de 32 t/ha destaca eficiência do sistema na Fazenda Canta Galo

Na propriedade, o cultivo de banana prata irrigada por pivô central alcança produtividade de até 32 toneladas por hectare. O desempenho supera as médias registradas na Bahia e no Brasil, evidenciando o impacto da tecnologia na cultura.

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O sistema adotado é um pivô central modelo Super Alto da Valley, utilizado para aprimorar o controle hídrico e dar mais estabilidade ao desenvolvimento da lavoura.

Manejo hídrico é fator determinante para a cultura da banana

A bananeira é uma cultura altamente exigente em água e sensível tanto ao déficit quanto ao excesso hídrico. Em regiões semiáridas, onde a irregularidade das chuvas é uma característica recorrente, a irrigação adequada é essencial para garantir produtividade e reduzir perdas.

Mais do que fornecer água, o manejo hídrico atua diretamente na manutenção do potencial produtivo e na saúde da lavoura.

Adaptação da cultura ao pivô central trouxe estabilidade produtiva

Na Fazenda Canta Galo, a banana passou a integrar o sistema produtivo em 2019, substituindo o cultivo de mamão.

Segundo o produtor rural Thiago Bresinski Lage, a adaptação da cultura ao pivô central foi positiva. Ele destaca que a banana, por ser uma planta tropical e de alta exigência hídrica, respondeu bem ao sistema.

O produtor ressalta ainda que o pivô central contribui para a formação de um microclima na área irrigada, reduzindo o estresse térmico e favorecendo maior estabilidade produtiva em uma região de elevada demanda evaporativa.

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Plataforma de manejo hídrico reforça precisão na irrigação

Além da estrutura de irrigação, o manejo da água na fazenda é apoiado pela plataforma Scheduling, que auxilia na definição do momento e da quantidade ideal de irrigação.

De acordo com o engenheiro-agrônomo e consultor da Valley, Aldo Narici, a banana exige precisão no manejo hídrico, já que tanto o excesso quanto a falta de água podem comprometer a produção e favorecer o surgimento de doenças de solo.

Ele destaca que o uso da ferramenta contribui para decisões baseadas no balanço hídrico e na necessidade real da cultura, aumentando a eficiência do sistema produtivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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