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Conselho Curador do FGTS propõe pacto pela formalização na construção civil e aprova novos tetos para habitação

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Na última Reunião Ordinária de 2025 do Conselho Curador do FGTS, realizada nesta quinta-feira (18), o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, sugeriu a criação de um grande pacto com o setor da construção civil visando à formalização do trabalho. A proposta surgiu após diagnósticos que apontam altos índices de informalidade no setor, que é um dos principais destinos dos recursos do Fundo para o financiamento da habitação popular.

Segundo o ministro, o MTE tem avançado em pactos de formalização com diversos setores econômicos. Ele destacou que as experiências bem-sucedidas nos segmentos de café e hortifrúti devem servir de base para o diálogo com a construção civil. “A informalidade é uma concorrência desleal. Infelizmente, vivemos num momento em que estão enaltecendo a informalidade e a pejotização. Precisamos debater esse assunto com os empregadores da construção civil para focar na formalização dos trabalhadores”, argumentou Luiz Marinho.

60 anos do FGTS

Durante o encontro, a Caixa apresentou o projeto de programação alusivo aos 60 anos do FGTS. A iniciativa visa fortalecer a percepção do Fundo como instrumento de proteção ao trabalhador e ressaltar as garantias do emprego formal. Com esse propósito, a estratégia inclui uma campanha direcionada ao público jovem, focada na conscientização sobre a importância da carteira de trabalho assinada.

O ministro reforçou a relevância da iniciativa como ferramenta para combater a “campanha de desvalorização do trabalho formal”. Para Marinho, a ideia de que o público jovem rejeita o emprego regular é um mito. “Dizer que o jovem não quer carteira assinada é uma lenda. Dados do Caged mostram que 80% das vagas preenchidas são ocupadas por jovens de até 24 anos, que buscam direitos garantidos. Toda vez que a economia se fortalece, aumenta a formalidade. E estamos indo bem na economia, mesmo com os juros ainda altos”, afirmou. Além do foco no emprego, a campanha apresentará os impactos dos investimentos do FGTS em habitação popular e infraestrutura no país.

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A proposta apresentada pela Caixa detalha um cronograma de atividades para todo o exercício de 2026. A programação inclui ações de engajamento e cultura, como seminários, a “Corrida do Trabalhador” em diversas cidades, o lançamento de um portal exclusivo, concursos internos e exposições interativas nas unidades da Caixa Cultural. Com abrangência nacional, a estratégia prevê ainda a realização de simpósios e painéis em estilo TED Talks nas 27 unidades da federação, promovendo o debate sobre o futuro do FGTS.

Porto Maravilha

O Conselho Curador manifestou parecer favorável ao Termo de Conciliação relativo ao reequilíbrio econômico-financeiro da desapropriação do terreno do antigo Gasômetro, no Porto Maravilha (RJ). O processo de negociação viabilizou a posse da área pelo Clube de Regatas do Flamengo para a construção de seu estádio. Embora o acordo tenha sido firmado em 2025, a minuta passou por ajustes técnicos em setembro deste ano, estabelecendo que o clube pagará um adicional de R$ 23,6 milhões, divididos em cinco parcelas anuais com a devida correção monetária.

Imóveis de Habitação

O Conselho aprovou, ainda, a revisão do teto para a venda de imóveis de habitação popular nas Faixas 1 e 2 do programa. Para a Faixa 1, em regiões metropolitanas com população superior a 750 mil habitantes, o limite foi ampliado de R$ 255 mil para R$ 270 mil. Nas capitais regionais, o valor subiu de R$ 250 mil para R$ 260 mil. Nos municípios com população entre 300 e 750 mil habitantes, o teto para financiamento em metrópoles e capitais foi reajustado de R$ 245 mil para R$ 255 mil.

Secretaria de Inspeção do Trabalho

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Na esfera operacional, o Conselho aprovou o aporte de R$ 65,2 milhões para a Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), voltados à fiscalização do FGTS no exercício de 2026. O montante será destinado à modernização dos processos de fiscalização, com foco estratégico em investimentos em Tecnologia da Informação. Além disso, os recursos custearão o ressarcimento à Caixa Econômica Federal pelos serviços de cobrança administrativa e de operacionalização dos parcelamentos de débitos do Fundo.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Parceria entre Ministério da Saúde e Caixa garante cerca de R$ 1 bilhão para instituições filantrópicas

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O Ministério da Saúde e a Caixa Econômica Federal firmaram, nesta quarta-feira (3/6), contratos que viabilizam a liberação de aproximadamente R$ 1 bilhão para oito instituições hospitalares filantrópicas do país. As unidades integram a rede complementar do Sistema Único de Saúde (SUS) e são referência na oferta de atendimentos especializados. Os recursos serão destinados por meio da linha de crédito “Caixa Hospitais FGTS”, que oferece condições facilitadas de financiamento, contribuindo para o equilíbrio financeiro dos hospitais e Santas Casas para a continuidade da assistência para pacientes da rede pública.

“Temos a expectativa de chegar, nos próximos dias, a R$ 2 bilhões em contratos de financiamento da Caixa para essas instituições. Essas instituições têm um papel importante para a população atendida pelo SUS. Para se ter uma ideia, em 2025, nós realizamos 14,9 milhões de cirurgias, 42% a mais do que foi feito em 2022. A maior parte dessas cirurgias foram feitas pelos hospitais filantrópicos e pelas Santas Casas”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Foto: Rafael Nascimento/MS
Foto: Rafael Nascimento/MS
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Os contratos assinados nesta quarta-feira contemplam:

  • Associação de Combate ao Câncer de Goiás (GO)
  • Santa Casa da Misericórdia de São Paulo (SP)
  • Santa Casa de Porto Alegre (RS)
  • Hospital José Silveira (BA)
  • Instituto de Câncer de Londrina (PR)
  • Associação Hospitalar Vila Nova (RS)
  • Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos (RJ)
  • Fundação Assistencial da Paraíba (PB)

Além das contemplações desta etapa, outras 115 instituições já receberam aval para apresentar propostas de financiamento à linha CAIXA Hospitais FGTS. São unidades hospitalares habilitadas pelo programa Agora Tem Especialistas na modalidade crédito financeiro.

Hospitais filantrópicos e Santas Casas no Brasil

No total, existem 1.959 instituições filantrópicas no país, sendo 324 Santas Casas. As unidades oferecem uma ampla variedade de especialidades e serviços, incluindo clínica médica, cirurgia geral, ortopedia, cardiologia, oncologia, pediatria, ginecologia e obstetrícia, além de leitos de terapia intensiva e atendimento de urgência e emergência. Com essa estrutura, as instituições contribuem diretamente para a redução do tempo de espera, ampliação do acesso a tratamentos especializados e o fortalecimento da assistência hospitalar em municípios de diferentes localidades.

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Toda essa rede assistencial registrou nos últimos três anos (2023-2025), um total de 839,6 milhões de atendimentos ambulatoriais e 17,3 milhões de internações. O custo desses procedimentos para o Governo do Brasil foi de R$ 56,3 bilhões. Os números refletem a dimensão da rede filantrópica no atendimento à população brasileira e sua importância para a garantia do acesso aos serviços de saúde em todo o país.

Eduarda Paixão
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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