Brasil
Após incêndio, articulação do MS e DSEI Guatoc assegura continuidade da assistência às comunidades indígenas
Após incêndio que atingiu a sede do Distrito Sanitário Especial Indígena Guamá Tocantins (DSEI Guatoc), no dia 14 de outubro, a unidade reestruturou as ações para garantir a continuidade da assistência à saúde indígena. O Ministério da Saúde já transferiu R$ 124,6 mil, para recuperar a estrutura.
As medidas emergenciais incluíram a mobilização de estoques nacionais e distritais, com o envio de 637.165 unidades de insumos estratégicos, entre medicamentos, materiais médico-hospitalares (MMH), fórmulas nutricionais, insumos odontológicos e mobiliário básico.
Atualmente, a Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) está alocada em espaço cedido pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), com capacidade para quatro profissionais. Outros 29 trabalhadores responsáveis pelas atividades administrativas e assistenciais foram realocados para instalações cedidas pela Secretaria Estadual de Saúde do Pará (SESPA).
Para garantir o acesso ao Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena (SIASI) e demais sistemas administrativos, o Departamento de Informação e Informática do SUS (DataSUS) e a Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI) do Ministério da Saúde disponibilizaram 30 notebooks.
De acordo com a coordenadora do DSEI Guatoc, Purupramare Parkatêjê, a organização das ações foi decisiva. Para ela, o conjunto de medidas emergenciais foram essenciais assegurar que o atendimento não fosse interrompido. “A celeridade na criação de uma Sala de Situação foi fundamental para a tomada de decisões. As iniciativas conjuntas foram positivas e, hoje, já estamos em processo de chamamento público para locar uma nova sede. Apesar dos desafios, estamos garantindo que a saúde indígena continue chegando ao território”, afirmou.
O Distrito conta com 845 profissionais responsáveis por levar atenção primária à saúde a mais de 25 mil indígenas.
Leidiane Souza
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
Ministério da Saúde qualifica assistência para prevenir progressão da doença renal
O Ministério da Saúde ampliou e qualificou o cuidado especializado às pessoas com doença renal crônica no SUS. A medida busca garantir assistência no tempo adequado para evitar a progressão da doença e reduzir os casos graves. Para isso, a pasta criou, no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, uma nova organização do cuidado que reúne consultas, exames e procedimentos em conjuntos integrados, com valores de 263% a 360% superiores aos pagos anteriormente. Na preparação para a hemodiálise, por exemplo, o valor passa de R$ 940,22 para R$ 3.000,63.
Essa nova organização funciona por meio das Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs), que reúnem em um mesmo pacote os cuidados necessários ao paciente, de acordo com o estágio da doença e suas necessidades. As ofertas incluem consultas especializadas, exames laboratoriais e de imagem, acompanhamento multiprofissional e outros procedimentos. A iniciativa busca reduzir o tempo entre as diferentes etapas da assistência, garantir acompanhamento contínuo e preparar, no momento adequado, os pacientes que precisam iniciar a terapia renal substitutiva.
A portaria que estabelece os novos cuidados e valores das OCIs de Nefrologia no SUS foi assinada nesta quinta-feira (17) pelo secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales, durante o XXXIII Congresso Brasileiro de Nefrologia, em Belo Horizonte (MG). Na ocasião, também foi assinada a portaria que atualiza o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Anemia na Doença Renal Crônica, com a incorporação de novas opções terapêuticas.
“Não estamos falando apenas de colocar mais recursos. Estamos mudando a forma de organizar e financiar o cuidado. O paciente com doença renal não precisa apenas de uma consulta com o nefrologista. Ele precisa de avaliação, exames, acompanhamento e definição da conduta. Quando essas etapas estão desconectadas, o paciente precisa peregrinar pela rede e a assistência perde resolutividade. A lógica das OCIs é justamente enfrentar essa fragmentação, organizando os procedimentos necessários dentro de um percurso assistencial mais integrado”, destacou Mozart Sales.
Anemia na doença renal crônica
O Ministério da Saúde também atualizou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Anemia na Doença Renal Crônica. O documento incorpora ao SUS novas opções terapêuticas, como a carboximaltose férrica e a derisomaltose férrica, e estabelece os critérios para utilização dos tratamentos.
Para 2026, a estimativa é de impacto de aproximadamente R$ 3,5 milhões com as novas alternativas terapêuticas. Para 2027, a previsão é de cerca de R$ 13,5 milhões.
Transplante renal
O transplante renal também integra a linha de cuidado das pessoas com doença renal crônica. Com as OCIs, o acompanhamento especializado pode favorecer a identificação e o encaminhamento, no momento adequado, de pacientes com indicação para avaliação por uma equipe transplantadora, inclusive antes do início da diálise.
As regras do Sistema Nacional de Transplantes preveem que pessoas com doença renal crônica em estágio avançado, mesmo que ainda não façam diálise, sejam orientadas sobre a possibilidade de transplante renal e tenham acesso à avaliação especializada. Dessa forma, o cuidado antes da diálise também contribui para preparar e encaminhar os pacientes que possam ter indicação para transplante.
Estrutura para o cuidado
A criação das OCIs se soma a outras ações voltadas à assistência às pessoas com doença renal crônica no SUS. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, foram realizadas 62 habilitações de serviços, sendo 25 para hemodiálise, quatro para diálise peritoneal e 33 para o acompanhamento de pacientes antes da necessidade de diálise.
O cuidado nessa fase permite acompanhar a evolução da doença, planejar o tratamento e preparar o paciente com antecedência caso seja necessário iniciar a terapia renal substitutiva.
O transporte dos pacientes que já precisam de hemodiálise também está entre as ações. Por meio do Agora Tem Especialistas, foram destinados 963 veículos para apoiar o deslocamento de pessoas que precisam percorrer mais de 50 quilômetros até os serviços onde realizam o tratamento. O transporte sanitário eletivo é oferecido sem custos para o usuário e busca facilitar o acesso de quem precisa se deslocar regularmente para realizar a hemodiálise.
Congresso Brasileiro de Nefrologia
O XXXIII Congresso Brasileiro de Nefrologia ocorre de 16 a 19 de setembro, no Minascentro, em Belo Horizonte. O encontro reúne profissionais e pesquisadores para discutir temas relacionados à nefrologia clínica e às terapias renais, além de estratégias de cuidado para pessoas com doenças renais crônicas e agudas. A programação inclui debates e sessões científicas voltados à atualização e à troca de conhecimentos entre profissionais de diferentes áreas e regiões do país.
Alessandra Galvão
Bruna Queiroz
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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