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Curitiba

Polícia Civil homenageia profissionais de saúde de Curitiba na luta contra o coronavírus

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Médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e todos os profissionais do Hospital do Trabalhador (HT), referência no tratamento da covid-19 em Curitiba, foram homenageados pela Polícia Civil na noite de terça-feira (29). A homenagem foi no fim de um dos turnos do plantão, quando os funcionários do deixavam o hospital para ir para casa.

Além de ligar as luzes das viaturas, os policiais levaram uma faixa para frente do HT com a frase “Obrigado aos profissionais de saúde. Estamos juntos nessa luta!”. No discurso, o policial João Mário Góes, da comunicação da Polícia Civil, elogiou a dedicação de todos os profissionais de saúde em salvar vidas durante a pandemia.

O diretor do HT, o médico Geci Labres de Souza, agradeceu a homenagem em sua conta no Facebook. “Atitude muita linda e de solidariedade, cercada de bastante emoção”, agradeceu o médico.

A direção do HT decidiu deixar a faixa na frente do hospital enquanto durar a pandemia. Quando a epidemia passar normalidade, a direção do Hospital do Trabalhador fará uma cerimônia com policiais civis para marcar o fim do período de dificuldade.

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“Esta faixa ficará exposta durante toda a Pandemia, ao final faremos um evento semelhante para retirar a faixa e retribuir o carinho destes colegas que também estão trabalhando para segurança da nossa população”, finalizou o diretor do Hospital do Trabalhador.

Luto

Curitiba está de luto em homenagem a outra profissional de saúde. A técnica de enfermagem Valdirene Santos, 40 anos, foi a primeira profissional de saúde vítima de coronavírus no Paraná. Em homenagem a ela, o prefeito Rafael Greca determinou luto oficial na capital, lembrando também de todos os mortos pela covid-19 na cidade. Além do luto oficial, Valdirene também foi homenageada pelos colegas de trabalho no Hospital Marcelino Champagnat.

 

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Curitiba tem um bairro gigante que supera municípios da Região Metropolitana

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A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) carrega o título de bairro mais populoso da capital paranaense e figura entre os cinco maiores do Brasil. Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 172.510 moradores, número superior ao de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, que têm 127 mil e 118.730 habitantes, respectivamente.

Além da densidade populacional, a CIC se destaca pelo tamanho territorial, com 43 km² de extensão. Oficialmente fundada em 1973, a Cidade Industrial nasceu de uma parceria entre a Urbs e o Governo do Paraná.
A ideia era criar uma área planejada para receber indústrias e, ao mesmo tempo, oferecer moradia para trabalhadores. As primeiras casas começaram a surgir nos anos 1980 e, desde então, a região nunca parou de crescer.

Nos anos 1970, o bairro parecia isolado às margens da BR-116. Hoje, no entanto, faz parte do coração econômico da capital, com conexões diretas para o interior do Paraná.

Bairros mais populosos de Curitiba

Atualmente, a CIC lidera o ranking dos bairros mais populosos de Curitiba, seguida por Sítio Cercado, Cajuru, Uberaba e Boqueirão. Somadas, essas cinco regiões concentram 503.664 habitantes, ou seja, quase 30% de toda a população curitibana.

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Na outra ponta, bairros como Riviera, Lamenha Pequena e Cascatinha mal chegam a somar 10 mil moradores.

Boom de investimentos após a pandemia

Desde 2022, a CIC tem atraído grandes investimentos em diferentes setores. Estima-se que cerca de R$ 2 bilhões já tenham sido confirmados em projetos industriais para os próximos três anos

A região também foi a mais procurada da cidade para abertura de empresas no primeiro semestre de 2022. Segundo a prfeitura, 2.761 novos negócios se instalaram ali, número maior que o registrado no Centro e no Sítio Cercado.

Atualmente, o bairro reúne aproximadamente 20 mil empresas, responsáveis por mais de 80 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a Associação das Empresas da CIC.

Entre os investimentos mais expressivos estão os R$ 1,5 bilhão da Volvo em pesquisa e desenvolvimento até 2025; os R$ 200 milhões da Fiocruz na construção de uma fábrica de vacinas; e outros R$ 200 milhões da alemã Horsch, que pretende implantar uma unidade de máquinas agrícolas na região.

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Desafios do maior bairro de Curitiba

Apesar da relevância econômica e social, a CIC enfrenta desafios típicos de grandes centros urbanos. O bairro aparece em segundo lugar no ranking de crimes contra o patrimônio em 2025, com 2.545 ocorrências registradas apenas no primeiro semestre, ficando atrás apenas do Centro.
Além da questão da segurança, o trânsito intenso e as demandas por urbanização acompanham o crescimento acelerado da região.

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