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Ponte da Vitória: esforços concentrados nos acessos e instalação de iluminação

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A três dias da inauguração da Ponte da Vitória, marcada para quarta-feira, 29 de abril, o trabalho segue em ritmo intenso para a sonhada entrega. A nova ligação rápida entre Guaratuba a Matinhos realiza o desejo de mais de 40 anos da população.

Para que a inauguração seja um completo sucesso, as equipes do consórcio construtor trabalham com foco especial na qualificação dos acessos de ambos os lados e na instalação da sinalização necessária e da iluminação.

No acesso de Guaratuba, além da instalação de um painel de contagem de ciclistas que vão atravessar a ponte, segue a aplicação de grama na rotatória, além da pintura da sinalização horizontal e instalação de placas de sinalização, esses dois últimos também na própria ponte. O último trecho de guarda-rodas (separando a pista de rolamento do passeio), também segue em andamento.

As equipes estão produzindo a massa asfáltica que será aplicada em Caieiras. Serviços de acabamento em meio-fio e caixa de drenagem também estão nos estágios finais.

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Do lado de Matinhos, estão sendo aplicadas camadas finais de asfalto no acesso mais próximo do município e preparada a pavimentação em terra armada. Também está sendo concluída a rampa de ligação da ponte com a rodovia.

Os esforços se concentram, ainda, na instalação do sistema de iluminação nos mastros, o que vai garantir visibilidade e segurança durante a noite, além de valorizar o aspecto arquitetônico da estrutura. Seguem, ainda, os serviços de limpeza da pista, organização do canteiro de obras e ajustes finais.

PONTE – A nova ligação fixa sobre a Baía de Guaratuba representa um investimento de mais de R$ 400 milhões do Governo do Estado e é considerada uma das maiores obras de infraestrutura em andamento no Paraná. Com 1.240 metros de extensão, a estrutura conta com quatro faixas de tráfego, além de ciclovia e áreas destinadas a pedestres. Projetada para substituir a travessia por ferry-boat, a estrutura vai reduzir o tempo de deslocamento entre os municípios para cerca de dois minutos.

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Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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