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MPPR em Cianorte cumpre mandados de prisão contra denunciados por esquema de produção e comercialização de medicamentos falsificados

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O Ministério Público do Paraná em Cianorte, no Noroeste do estado, cumpriu nesta segunda-feira, 8 de dezembro, dois mandados de prisão preventiva contra duas pessoas investigadas por integrarem esquema criminoso de produção e comercialização de medicamentos farmacêuticos falsificados. Um dos alvos é um vereador do Município de Cianorte. Os dois alvos dos mandados de prisão e outras duas pessoas foram denunciadas criminalmente pelo MPPR na última semana, no dia 2 de dezembro, por possível envolvimento em um esquema ilícito de produção, falsificação e venda de medicamentos destinados a fins terapêuticos, sem as respectivas autorizações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Áudio do Promotor de Justiça Filipe Assis Coelho 

Esquema – De acordo com as apurações, os investigados atuavam, desde 2023, de forma associada, organizada e contínua na fabricação clandestina dos produtos, que eram comercializados como “milagrosos emagrecedores”, disfarçados de suplementos alimentares ou fitoterápicos, supostamente naturais. Exames laboratoriais, entretanto, comprovaram que os itens falsificados eram compostos por fármacos controlados, como sibutramina, fluoxetina e tadalafila – substâncias cuja comercialização necessita de prescrição médica e rígido controle sanitário. Os medicamentos fabricados clandestinamente eram distribuídos para todo o país, sendo difundidos, sobretudo, por meio de sites na internet, redes sociais e via aplicativos de mensagem. No curso das apurações, foram apreendidas milhares de cápsulas, rótulos fraudulentos, materiais para envase e substâncias controladas, além de uma arma de fogo.

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Na denúncia, o Promotor de Justiça Filipe Assis Coelho demonstra que os acusados realizavam o envase dos produtos em ambientes residenciais, sem condições sanitárias mínimas, utilizando cápsulas enviadas do Estado de Goiás. Apesar de as cápsulas serem anunciadas como produtos naturais para emagrecimento, laudos periciais demonstraram que nenhuma das composições declaradas nos rótulos correspondia ao conteúdo real dos itens, que possuíam somente cafeína e medicamentos controlados.

Risco à saúde – A fraude colocava em grave risco a saúde dos consumidores, que acreditavam adquirir suplementos naturais quando, na verdade, consumiam medicamentos controlados sem qualquer orientação ou acompanhamento médico. Para conferir aparência de legalidade aos produtos e facilitar a comercialização, os rótulos traziam informações técnicas falsas e utilizavam indevidamente o nome de empresas regulares.

Os quatro investigados foram denunciados pela prática, em tese, dos crimes de associação criminosa e venda de produtos falsificados destinados a fins terapêuticos ou medicinais, cujas penas somadas variam de 11 a 18 anos de prisão, além do pagamento de multa.

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Processo 0010625-88.2025.8.16.0069

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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Ministério Público do Paraná e órgãos de fiscalização visitam propriedades rurais e estabelecimentos agrícolas em operação de combate a crimes ambientais no estado

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O Ministério Público do Paraná, em conjunto com diversos órgãos ambientais e das forças de segurança, realizou nesta semana, de 14 a 17 de abril, a Operação Estoque Limpo II, voltada a combater crimes ambientais no estado. A força-tarefa fiscalizou a destinação de embalagens vazias e as condições de armazenamento e utilização de produtos irregulares ou ilícitos, inclusive de origem contrabandeada, em desacordo com a legislação ambiental, visando prevenir a contaminação do solo e da água e eventuais riscos à saúde pública. Os alvos foram propriedades rurais e estabelecimentos agrícolas em Boa Esperança, Campina da Lagoa, Goioerê, Moreira Sales, Quarto Centenário, Rancho Alegre D’Oeste, Ubiratã e Juranda, municípios no Centro Ocidental do estado.

Acesse álbum com fotos da Operação

A operação mobilizou equipes do Núcleo de Campo Mourão do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema), do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente (unidade do MPPR), da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), do Instituto Água e Terra (IAT) e da Polícia Militar.

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Resultados – Nos quatro dias de diligências, as equipes fiscalizaram 45 propriedades e três estabelecimentos comerciais do ramo agropecuário, sendo identificadas irregularidades relacionadas ao acondicionamento de embalagem vazias em 21 propriedades. Foram lavrados 47 termos de fiscalização e cinco autos de infração, sendo também expedido um auto de prisão em flagrante pelo crime de produção, armazenamento e transporte de agrotóxicos ou produtos de controle ambiental não registrados ou não autorizados. Além disso, 1.162,7 litros de agrotóxicos impróprios para uso foram retirados de circulação. Em três propriedades, foram localizados animais domésticos em situação de vulnerabilidade, sendo também registrado um boletim de ocorrência por maus-tratos a animais.

Um dos casos de maior gravidade ocorreu no município de Quarto Centenário, onde foi constatado o descarte inadequado de embalagens vazias de agrotóxicos, muitas delas depositadas a céu aberto diretamente sobre solo permeável, além de outras armazenadas em “big bags”, também expostas ao tempo e em contato direto com o solo, com risco de contaminação ambiental.

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Verificou-se ainda a reutilização indevida dessas embalagens para alimentação de animais, prática proibida pelas normas sanitárias e ambientais devido ao risco de intoxicação. Outra irregularidade apurada foi a queima de embalagens de agrotóxicos, incluindo um recipiente do produto estrangeiro B-Boxing, caracterizando não apenas descarte irregular, mas também uso de produto não registrado ou não autorizado. Em relação aos animais, foram encontrados seis cães e cinco gatos (sendo dois filhotes) em condições inadequadas que configuravam situação de maus-tratos, o que motivou o recolhimento por parte de organização não-governamental de Goioerê com atuação na área de proteção animal. Foram ainda localizadas cinco calopsitas mantidas em ambiente insalubre, sem acesso a alimentação e água.

As investigações prosseguirão, e os responsáveis pelas propriedades flagradas com irregularidades poderão responder criminalmente por crimes ambientais, como o armazenamento de substâncias tóxicas ilegais e maus-tratos contra animais.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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