Brasil
Catálogo de Experiências Turísticas do Brasil destaca ampla variedade de atrativos do Nordeste
A COP30, realizada em Belém (PA), marcou o lançamento do Catálogo de Experiências Turísticas do Brasil, um guia que orienta visitantes nacionais e internacionais quanto a vivências qualificadas e estruturadas de todas as regiões do país. Elaborada pelo Ministério do Turismo, a publicação busca posicionar o Brasil como um destino sustentável e responsável, capaz de atrair viajantes à procura de natureza, cultura e o modo de vida autêntico de comunidades.
O material é dividido por regiões e reúne iniciativas apoiadas por ações interministeriais como o Programa Rotas Negras, a RedeTrilhas (Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade) e o Projeto Experiências do Brasil Original. Além disso, o guia traz informações sobre a região turística, seus municípios, a descrição das atividades disponíveis, atrativos imperdíveis, a melhor época do ano para visitar cada ponto e as redes sociais das experiências.
NORDESTE – A publicação abre a parte dedicada à região Nordeste do país com o estado de Alagoas, destacando o afroturismo na cidade de União dos Palmares e o turismo de base comunitária no município de Porto de Pedras, que compõe Rota Ecológica dos Milagres.
Na Bahia, os destaques do material são a Chapada Diamantina, nas cidades de Lençóis, Colônia e Nova Redenção; o turismo de observação de aves silvestres e nativas dos municípios de Boa Nova e Iguaí; e o afroturismo em Cairu, na Costa do Dendê, com um convite à valorização da cultura afro-brasileira, da natureza e da história viva do local.
Já no Ceará, o guia aponta o Centro de Artesanato das Mulheres Crocheteiras de Jericoacoara, em Jijoca de Jericoacoara, na Rota das Emoções; a Rota Verde do Café, nos municípios de Guaramiranga, Baturité, Pacoti, Mulungu e outros da região, com uma imersão completa na natureza da Mata Atlântica; e a Rota Costa dos Ventos, nas cidades de Caucaia, São Gonçalo do Amarante, Paracuru, Paraipaba, Trairi, Itapipoca, Amontada, Itarema e Acaraú.
Na Paraíba, o catálogo do Ministério do Turismo aponta o etnoturismo na Trilha dos Potiguara, no município de Baía da Traição; o Caminho das Ararunas, nas cidades de Araruna, Riachão de Araruna e Cuité; e os encantos do Rio Paraíba, que passa por João Pessoa, Cabedelo e Santa Rita, trazendo a cultura e a natureza paraibana.
Em Pernambuco, o guia traz o Parque Nacional do Arquipélago de Fernando de Noronha, como opção para o ecoturismo; o Parque Nacional do Vale do Catimbau, no município de Buíque, para quem deseja fazer turismo religioso e cultural; a Rota dos Manguezais do Rio Formoso, também abrangendo o turismo cultural e o ecoturismo; e a Biofábrica de Corais, em Porto de Galinhas.
No Piauí, o catálogo destaca o Museu da Natureza no Parque Nacional Serra da Capivara, com uma imersão no ecoturismo e turismo cultural; o Quilombo Mimbó, uma comunidade tradicional com mais de 200 anos de existência; e a Revoada dos Guarás no Delta do Parnaíba, único delta em mar aberto das Américas.
A publicação indica, no Rio Grande do Norte, o Geoparque Seridó, reconhecido pela UNESCO, que engloba opções de turismo de aventura e cultural; o afroturismo e o turismo gastronômico na comunidade quilombola Sibaúma e no Território Indígena Potiguara Katu; e o turismo de base comunitária na Rota das Ostras, que conecta natureza, cultura e gastronomia de forma sustentável.
Quanto às experiências de Sergipe, o material aponta o Complexo do Xingó, com ecoturismo e turismo cultural; a Rota do Peixe-Boi Marinho, uma iniciativa de turismo sustentável; e, os Caminhos do Quilombo – Experiência no Povoado Mussuca, a maior comunidade quilombola de Sergipe.
Acesse AQUI o catálogo.
Por Marco Guimarães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
Contratualização no SUS e os desafios da gestão municipal são debatidos durante o Conasems
O financiamento da saúde, os modelos de contratação e os principais desafios da gestão municipal estiveram no centro do seminário “Contratualização no SUS: planejamento, instrumentos jurídicos e desafios da gestão municipal”, realizado na manhã desta terça-feira (14), durante o Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), em Porto Alegre. O debate reuniu representantes da gestão pública e especialistas para discutir a contratualização como ferramenta essencial para a organização das redes de atenção à saúde e para a execução das políticas públicas nos territórios.
Representando o Ministério da Saúde, o secretário adjunto de Atenção Especializada à Saúde, Carlos Amilcar Salgado, destacou a necessidade de um planejamento claro para a contratualização e chamou a atenção para os desafios relacionados ao financiamento do sistema, especialmente diante dos custos da atenção especializada. “Precisamos, antes de tudo, ter clareza sobre o que se pretende contratar. A contratualização começa pelo planejamento, pela identificação das necessidades da rede e pela definição dos resultados que se espera alcançar”, afirmou.
O Ministério da Saúde prevê que o financiamento será uma questão central para o SUS nos próximos anos. Será necessário construir soluções para garantir a sustentabilidade e a ampliação do acesso.
Seminário debate “Atenção Especializada e a Integralidade na RAS”
Durante o seminário “Atenção Especializada e a Integralidade na RAS”, realizado na tarde desta terça-feira (14), o Ministério da Saúde abordou como o planejamento, o financiamento e a governança fortalecem o cuidado integral no SUS.
Para os técnicos do Ministério, a Atenção Especializada não pode ser vista como uma série de serviços isolados, e sim como um componente estratégico na rede que precisa estar articulado com a Atenção Primária. A integralidade é considerada um eixo estruturante, com a APS coordenando o cuidado, tendo a Atenção Especializada como apoio técnico que amplia a capacidade resolutiva e garante a continuidade assistencial. Além dessa integração, a organização da jornada do usuário também é fundamental para garantir atendimento no tempo certo e evitar desperdícios.
Vigilância epidemiológica
No painel “O papel da vigilância em saúde na redução da mortalidade nos territórios”, o debate técnico destacou a importância do uso de informações epidemiológicas para orientar o planejamento das ações de saúde e apoiar a redução de mortes evitáveis. Entre os temas abordados estiveram o monitoramento das doenças e dos agravos não transmissíveis, das violências e dos acidentes, a qualificação dos sistemas de informação e a integração entre vigilância, Atenção Primária e demais políticas públicas. Também foram apresentadas experiências desenvolvidas por estados e municípios para fortalecer a promoção da saúde, a prevenção e a vigilância nos territórios.
A organização regional da imunização no Sistema Único de Saúde (SUS) e as estratégias voltadas à ampliação e qualificação das coberturas vacinais também estiveram em debate durante a programação técnica do 39º Congresso do Conasems. O painel abordou temas como planejamento territorial, monitoramento de indicadores e organização das ações de vacinação, com destaque para o microplanejamento como instrumento de apoio à definição de estratégias adaptadas às diferentes realidades dos municípios.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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