Brasil
MMA destaca a importância de incentivos à conservação da biodiversidade em áreas privadas durante encontro no Rio de Janeiro
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) destacou a importância de políticas públicas estratégicas para fomentar a conservação da biodiversidade em áreas privadas e fortalecer a regularização ambiental no país durante o 1º Encontro Estadual do CAR (Cadastro Ambiental Rural) e PRA (Programa de Regularização Ambiental). O evento foi realizado na última segunda-feira (1/12) no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.
Na mesa de abertura do evento, o chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais (SBio) da pasta, Carlos Eduardo Marinello, afirmou que o país vive “uma virada de chave”, na qual o CAR, o PRA e a Cota de Reserva ambiental (CRA) passaram a integrar um esforço nacional de modernização para integrar políticas públicas, instrumentos econômicos e incentivos para quem conserva.
“No MMA, um dos pilares importantes de sustentação que dialoga com essas políticas e com essa necessidade de agregar esforços é a gestão integrada de paisagem. Quando a gente discute, pensa e coloca em prática uma política pública que incorpora as áreas privadas e as considera nesse arranjo tão importante, a gente trabalha, de forma mais eficiente, o desenvolvimento de incentivos e de benefícios para os atores privados”, pontuou.
Marinello destacou ainda iniciativas, políticas e instrumentos que, por meio do ministério, promovem a conservação de áreas privadas, como o Projeto GEF Áreas Privadas; a regulamentação de Áreas de Preservação Ambiental (APAs); o fortalecimento de corredores ecológicos via integração de áreas de reserva legal em parceria com empresas do setor florestal; e a regulamentação de Outros Mecanismos Eficazes de Conservação Baseados em Área (OMECs).
Além do MMA, estiveram presentes na abertura do encontro representantes do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), do Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (Inea/RJ), do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), da Bolsa Verde do Rio de Janeiro (BVRio) e da Secretaria do Estado do Ambiente e Sustentabilidade.
O encontro é uma realização do Inea e da Universidade do Ambiente (UniAmbiente), em parceria com a BVRio. A iniciativa teve apoio do MMA, do Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS), do Projeto GEF Áreas Privadas, da Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do Estado do Rio de Janeiro (FAERJ), e do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG).
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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Brasil
Ministério da Saúde reforça preparação do SUS em Roraima diante dos impactos da seca e do El Niño
O Ministério da Saúde realiza, nos dias 15 e 16 de setembro, uma visita técnica a Roraima para avaliar a capacidade de resposta do estado aos impactos da seca e da estiagem na saúde da população e no funcionamento dos serviços de saúde. A missão será conduzida pelo Departamento de Emergências em Saúde Pública (DEMSP), da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), em articulação com as secretarias de Atenção Especializada à Saúde (SAES), de Atenção Primária à Saúde (SAPS) e de Saúde Indígena (SESAI), além da Secretaria de Estado da Saúde de Roraima.
A iniciativa ocorre diante do agravamento das condições climáticas no estado. Em 2 de setembro, o Governo de Roraima decretou situação de emergência em razão da estiagem, classificada como desastre de nível 2, de média intensidade, pelo período de 180 dias. A atuação do El Niño, atualmente classificado como de intensidade muito forte, pode intensificar a seca nos próximos meses, aumentando o risco de incêndios florestais e os possíveis impactos sobre a população e a rede de saúde.
Os indicadores ambientais já apontam para o agravamento do cenário. Agosto de 2026 registrou o maior número de focos de calor da série histórica para o período em Roraima. Até 27 de agosto, foram contabilizadas 87 ocorrências, superando o recorde anterior, de 78 focos, registrado em 2023.
Durante a visita, representantes do Ministério da Saúde e do estado vão apresentar o cenário da seca e da estiagem em Roraima, discutir as estratégias de preparação já existentes e avaliar as possibilidades de apoio federal. A programação prevê, ainda, a definição de uma estratégia de intervenção e a construção conjunta de um plano de ação para o enfrentamento dos impactos associados ao El Niño. No segundo dia da agenda, o plano será apresentado e pactuado entre os participantes.
Preparação do SUS
A iniciativa em Roraima integra as ações de preparação e resposta do Ministério da Saúde diante de emergências relacionadas ao clima e ocorre em meio à mobilização nacional para preparar o SUS para os impactos do El Niño.
No início de setembro, gestores dos 26 estados e do Distrito Federal participaram de uma nova etapa de construção dos Planos Estaduais de Enfrentamento ao fenômeno, considerando os riscos, as necessidades e as vulnerabilidades de cada território. A atuação federal inclui o monitoramento de eventos como estiagens prolongadas, ondas de calor, incêndios florestais, baixa umidade, chuvas intensas e enchentes, com a produção de análises para orientar alertas, identificar áreas prioritárias, apoiar a preparação da rede de saúde e atualizar os planos de contingência.
Nesse trabalho, o Ministério da Saúde conta com oito Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC), localizados em Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Santarém (PA), Salvador (BA) e Fortaleza (CE). Os centros reúnem e analisam dados climáticos e epidemiológicos para identificar riscos, apoiar a elaboração de planos de contingência e subsidiar a resposta do SUS diante de eventos extremos.
A Força Nacional do SUS (FN-SUS) também está disponível para apoiar estados e municípios nas ações de assistência, conforme a necessidade e a avaliação técnica de cada ocorrência. O país conta, atualmente, com três bases regionais em funcionamento — em Porto Alegre, Salvador e Rio de Janeiro. Equipadas com posto médico avançado, comunicação via satélite e drones, as estruturas podem deslocar apoio para localidades de suas regiões de referência em até 12 horas. Outras seis bases estão previstas até o fim de 2026.
As iniciativas fazem parte de uma estratégia mais ampla de adaptação do setor saúde às mudanças climáticas. Apresentado durante a COP30, o AdaptaSUS — Plano Nacional de Adaptação do Setor Saúde às Mudanças Climáticas — estabelece 27 metas e 93 ações até 2035, com previsão de R$ 9,8 bilhões em investimentos para a adaptação estrutural da rede de saúde.
Deborah Novais
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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