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Agro

Trigo argentino surpreende e bate recorde histórico de produção

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Colheita de trigo avança com produtividade acima do esperado

A colheita de trigo na Argentina segue em ritmo acelerado e já cobre 33,9% da área cultivada, conforme atualização divulgada pela Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA). De acordo com a entidade, os rendimentos superam as estimativas iniciais, impulsionados pela boa umidade do solo e por danos menores que o previsto causados pelas geadas de outubro.

Com esse cenário favorável, a projeção de produção subiu para 25,5 milhões de toneladas, o que representa um avanço de 13,8% em relação ao recorde anterior, registrado na safra 2021/22.

Soja enfrenta atraso no plantio devido ao excesso de umidade

Enquanto o trigo apresenta resultados expressivos, o plantio de soja ainda ocorre de forma lenta. Segundo a BCBA, a semeadura cobre 36% dos 17,6 milhões de hectares previstos, o que representa um atraso de nove pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado.

O excesso de umidade nas regiões centrais da província de Buenos Aires tem dificultado o avanço da soja de primeira safra, embora mais de 70% da área planejada já tenha sido implantada nas principais zonas produtoras. No sul de Santa Fé, começam os primeiros lotes de soja de segunda safra, que atualmente somam 2,3% da área estimada.

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Milho ganha força com boas condições climáticas

O milho argentino também apresenta bom desempenho, impulsionado pela abertura da janela de semeadura tardia no centro e sul do país. Até o momento, a implantação atinge 39,3% da área total, com 82% das lavouras em condições de boas a excelentes, reflexo da umidade adequada do solo.

Apesar do cenário positivo, a BCBA ressalta que novas chuvas são necessárias para garantir germinação uniforme, já que algumas regiões, especialmente no centro e oeste de Buenos Aires, ainda enfrentam excesso hídrico.

Girassol e cevada também registram bons resultados

A colheita de girassol alcança 96,3% da área prevista, mantendo 98% das lavouras em condição normal a excelente, mesmo com um ritmo mais lento no sul do país.

Já a cevada apresenta 3% da área colhida, com rendimentos acima do esperado após as geadas de outubro. A projeção de produção permanece em 5,3 milhões de toneladas, sustentada pela boa recuperação das lavouras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Tarifas dos EUA podem atingir 21% das exportações brasileiras e acendem alerta para indústria e agronegócio

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A proposta do governo dos Estados Unidos de ampliar tarifas sobre produtos brasileiros voltou a elevar a tensão nas relações comerciais entre os dois países. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), cerca de 21% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano poderão ser impactadas caso a medida seja efetivamente implementada.

A avaliação foi apresentada nesta terça-feira (2) pelo secretário-executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa, após a divulgação de uma recomendação do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) para aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros.

A investigação conduzida pelo governo norte-americano cita supostas práticas comerciais consideradas desleais e aborda temas que vão desde comércio digital até questões relacionadas ao combate ao desmatamento ilegal.

Setores exportadores estão entre os mais expostos

De acordo com o governo brasileiro, os segmentos que poderão sofrer os maiores impactos incluem máquinas e equipamentos, plásticos, madeira, papel e papel-cartão, calçados, ferro fundido, além da cadeia de pescados, especialmente peixes e crustáceos.

Embora os produtos agropecuários não estejam entre os principais alvos da nova proposta, representantes do setor acompanham com atenção os desdobramentos da investigação, já que qualquer ampliação das barreiras comerciais entre Brasil e Estados Unidos pode gerar reflexos sobre fluxos de exportação, investimentos e competitividade.

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Os Estados Unidos permanecem como um dos principais destinos das exportações brasileiras, especialmente para produtos industrializados, celulose, madeira processada, café, suco de laranja, carnes e itens de maior valor agregado.

Governo aposta no diálogo para evitar sobretaxas

Segundo Márcio Elias Rosa, o governo brasileiro continuará atuando diplomaticamente para impedir a adoção das novas tarifas. Os Estados Unidos têm prazo até 15 de julho para definir eventuais medidas de resposta dentro do processo de investigação comercial aberto contra o Brasil.

“O caminho é o diálogo e a negociação”, tem sido a posição defendida pelo governo federal desde o início das discussões.

Durante a coletiva, Rosa também afirmou que o sistema de pagamentos instantâneos Pix não integra qualquer negociação com os Estados Unidos.

A declaração ocorre após representantes norte-americanos apontarem o avanço do Pix como um possível fator de concorrência para empresas internacionais do setor de meios de pagamento.

Alckmin critica proposta norte-americana

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, classificou a recomendação do USTR como inadequada e reforçou que o Brasil buscará todos os canais diplomáticos para evitar a aplicação das tarifas.

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Segundo Alckmin, o histórico das relações comerciais entre os dois países demonstra complementaridade econômica e espaço para cooperação, não para ampliação de barreiras.

Comércio exterior segue no radar do agronegócio

Para o agronegócio brasileiro, a evolução das negociações será acompanhada de perto. O setor responde por parcela significativa da geração de divisas do país e depende de um ambiente comercial estável para manter sua competitividade internacional.

Especialistas destacam que eventuais restrições adicionais ao comércio podem gerar impactos indiretos sobre logística, investimentos, câmbio e confiança dos mercados, fatores que influenciam diretamente a rentabilidade das cadeias produtivas exportadoras.

Nos próximos dias, a expectativa é de intensificação das conversas entre autoridades brasileiras e norte-americanas em busca de uma solução negociada que preserve o fluxo comercial entre as duas maiores economias das Américas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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