Agro
Micronutrientes estratégicos impulsionam produtividade do milho safrinha com tecnologia nacional
O milho safrinha, atualmente responsável por grande parte da produção nacional, tem colocado em evidência a importância do manejo de micronutrientes, especialmente o boro. Essencial para a formação de grãos, o boro é frequentemente deficiente em solos arenosos ou com baixa matéria orgânica, comuns em diversas regiões produtoras do país.
Com o aumento da segunda safra, que deixou de ser uma aposta arriscada e se tornou estratégica para o mercado nacional, cresce também a necessidade de soluções que garantam suprimento contínuo de nutrientes, mesmo diante de clima irregular e menor disponibilidade hídrica.
Tecnologia nacional oferece dupla liberação de boro
Para atender a essa demanda, a MaxiSolo lançou o SulfaBor, um fertilizante mineral misto que combina boro, cálcio e enxofre em um único grânulo. A tecnologia apresenta dupla dinâmica de liberação: uma imediata e outra gradual, garantindo fornecimento contínuo do micronutriente ao longo do ciclo da cultura.
Segundo a empresa, o fertilizante também neutraliza o alumínio presente no solo, favorecendo o aproveitamento de outros nutrientes e contribuindo para a saúde e desenvolvimento da planta.
Boro é determinante para produtividade e qualidade das espigas
O boro desempenha papel crucial em várias etapas da planta, incluindo:
- Reprodução e formação do pólen
- Enchimento dos grãos
- Desenvolvimento radicular
- Transporte interno de açúcares
Sua deficiência pode resultar em espigas menores, mal formadas e com baixa granação, além de estrias claras nas folhas jovens, afetando diretamente a produtividade e a qualidade da colheita.
Suplementação garante resistência a condições climáticas extremas
De acordo com Caio Kolling, especialista em solos e gerente de marketing da MaxiSolo, chuvas excessivas e períodos de calor intenso comprometem o equilíbrio nutricional das lavouras.
“Em ambos os cenários, a suplementação de boro é essencial – seja para repor perdas por lixiviação em anos chuvosos, seja para ajudar na recuperação das plantas em períodos de estiagem”, explica Kolling.
A tecnologia de dupla liberação do SulfaBor assegura oferta do micronutriente no início, meio e fim da cultura, podendo inclusive deixar efeito residual para o ciclo seguinte.
Aplicação recomendada para sistemas de alta produtividade
Para maximizar os resultados, especialistas recomendam aplicar o SulfaBor via solo no início do plantio da safrinha, garantindo que o boro esteja disponível nos momentos críticos da formação e enchimento dos grãos.
O uso estratégico do fertilizante pode destravar o potencial produtivo do milho safrinha, contribuindo para safras mais consistentes e com maior qualidade de grãos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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