Brasil
Zona Azul da COP30 direciona foco para ações em favor do oceano e desmatamento zero na terça-feira
A programação da Zona Azul do Pavilhão Brasil, na COP30, da última terça-feira (18/11), teve como destaques painéis que geraram discussões em torno de dois pontos que se complementam quando se pensa na sustentabilidade do planeta: as florestas e o oceano.
Realizado no meio da tarde, o painel “Criando Ondas a partir de Belém: Acelerando a Implementação das Ações Oceano-Clima” reuniu mais de uma dezena de autoridades e especialistas e foi dividido em três partes. Em todas, um objetivo comum: mostrar a importância do oceano para a questão climática e das “Blue NDCs”, ou NDCs Azuis, que têm foco específico nos mares do planeta.
A introdução teve mediação de Marine Lecerf, gerente da plataforma Ocean & Climate, e participações de Ana Paula Prates, diretora do Departamento de Oceano e Gestão Costeira do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA); e Loreley Picourt, diretora executiva da plataforma Ocean & Climate.
“Não podemos ter ambições climáticas sem o oceano. Soluções baseadas no oceano são essenciais para mitigação, adaptação e resiliência”, afirmou Ana Paula Prates. “Parece simples, mas é ambicioso aumentar as decisões que incluem o oceano”, acrescentou.
A segunda parte do painel (“Força-Tarefa Blue NDC: Cumprindo a ambição climática e oceânica”) teve mediação do embaixador Carlos Márcio Cozendey e participações de Salina Grenet-Catalano, diretora de Assuntos Globais do Ministério da Europa e Relações Exteriores da França; Luke Hynes-Bishop, conselheiro para Mudanças Climáticas da Austrália; e Sivendra Michael, ministro da Mudança Climática de Fiji.
“Nossas decisões devem ser baseadas em ciência e pesquisas. Temos que lutar contra a desinformação sobre o clima. Com as Blue NDCs, estamos convidando todos os países a contribuir com o oceano”, falou Salina.
A terceira parte do debate, “Blue Mutirão: uma responsabilidade coletiva”, teve mediação de Pauli Merriman, diretora sênior de Oceanos da WWF International, e presenças de Ana-Marie Laura, diretora sênior da Ocean Conservancy; Gillian Sawyer, gerente sênior da Conservation International; Gabriel Muswali, especialista da Earfish; e Nabil Kadri, superintendente de Meio Ambiente do BNDES.
Ana-Marie listou temas que considera fundamentais para investimentos verdes no oceano: energia eólica. Regulação das temporadas de pescas, transferência tecnológica para países e vontade política de agir.
Desmatamento Zero
Um pouco antes, no início da tarde, a mesa “Do compromisso à ação: Avanço global rumo ao Desmatamento Zero”, organizada pelo MMA abordou os esforços para acelerar políticas de conservação florestal, fortalecer a cooperação entre países diversos e alinhar metas nacionais à ambição global de desmatamento zero.
A moderação foi de Roberta Zecchini Cantinho, diretora do Departamento de Políticas de Controle do Desmatamento e Incêndios da pasta. Entre os painelistas, João Paulo Capobianco, secretário-executivo do MMA; André Rodolfo de Lima, secretário extraordinário de Controle de Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA; Marie Nyange Ndambo, ministro do Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Nova Economia Climática da República Democrática do Congo; Haruni Kriznawati, assessora sênior de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Florestas da Indonésia; e representante do Ministério da Colômbia.
“O mundo precisa, encarando suas contradições e dificuldades, construir mapas do caminho para encerrar a dependência dos combustíveis fósseis e acabar com o desmatamento. Esses dois pilares caminham juntos”, ponderou Capobianco. “Nós já discutimos, já tratamos, já negociamos. O que precisamos agora é implementar.”
O secretário André Rodolfo de Lima ressaltou que o governo federal tem promovido uma agenda ampla e articulada para garantir o desmatamento zero, fortalecer a fiscalização ambiental, restaurar áreas degradadas e assegurar direitos territoriais às populações tradicionais na Amazônia.
Veja aqui a programação completa da Zona Azul do Pavilhão Brasil.
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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Brasil
Ponto de Parada e Descanso é inaugurado em Arapoti (PR) e eleva para dez o total de unidades em operação no país
Cinquenta e dois Pontos de Parada e Descanso (PPDs) para caminhoneiros estão previstos nos 23 leilões rodoviários do Ministério dos Transportes a serem realizados até o fim de 2026, somados aos estimados nos contratos de concessão vigentes antes de 2023. Desse total, dez já operam em estradas brasileiras geridas pelo setor privado. A unidade mais recente foi inaugurada em maio deste ano, em Arapoti, no Paraná. A estrutura foi construída pela concessionária EPR Litoral Pioneiro, com investimento de R$18 milhões.
O espaço está localizado na PR-092, no km 209, e conta com área de estacionamento de 16 mil metros quadrados e 61 vagas para caminhões. O PPD dispõe de refeitório, local de descanso climatizado, banheiros masculinos e femininos com vestiário e chuveiros, fraldário, acesso à internet por wi-fi e tanques de apoio.
“Essas infraestruturas são resultado de um esforço contínuo do Ministério para modernizar os modelos de negócios com a iniciativa privada, para incluir a obrigação de construção de Pontos de Parada de Descansos gratuitos, seguros e equipados, a fim de apoiar os motoristas profissionais nas estradas do país com condições mais dignas de trabalho”, destacou a Secretária Nacional de Transporte Rodoviário (SNTR), Viviane Esse.
Ritmo constante
A carteira de ativos do Ministério dos Transportes prevê 35 certames do modal. Com esses contratos e os projetos futuros estruturados pela SNTR, a expectativa do Governo do Brasil é chegar a mais de 90 PPDs em rodovias administradas por concessionárias.
Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes
Fonte: Ministério dos Transportes
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