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TFFF, NDCs, fundos de desenvolvimento e mais: como foi a segunda-feira (17/11) na Zona Azul

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A semana decisiva da COP30 de Belém começou com painéis importantes na Zona Azul do Pavilhão Brasil. Entre os eventos, um mergulho no TFFF com autoridades internacionais, o papel fundamental das Contribuições Nacionalmente Determinada (NDCs, na sigla em inglês) para o futuro climático, a discussão de fundos de desenvolvimento como alternativas para o financiamento de ações e o fortalecimento institucional como fonte de proteção a terras indígenas.

Organizado pelo Ministério da Fazenda, o painel “Florestas para Sempre (TFFF): para garantir o presente e o futuro” fechou o dia ao discutir o projeto a partir das visões de países parceiros e de um representante de povos indígenas. A mediação foi de João Paulo Resende, assessor especial do Ministério da Fazenda, e teve as participações de Andreas Bjelland Eriksen, ministro do Clima e Meio Ambiente da Noruega; Irene Vélez Torres, ministra do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Colômbia; e Juan Carlos Jintiach, secretário-executivo da GATC.

“Precisamos chegar ao desmatamento zero”, falou o ministro Andreas Eriksen. “Precisamos de novos modelos financeiros inovadores para avançar de onde estávamos historicamente. O TFFF é exatamente isso: uma forma de garantir que mantenhamos o desmatamento zerado ao longo do tempo, criando valor ao permitir que as árvores permaneçam em pé.”

Para Irene Vélez Torres, a Colômbia vê no TFFF uma oportunidade de garantir continuidade aos programas, trabalhar com comunidades locais e conectar as três maiores florestas tropicais do planeta. “É fundamental continuar trabalhando com as comunidades”, descreveu a ministra.

Representante da GATC (Aliança Global de Territórios Indígenas, em livre tradução para o português), Juan Carlos Jintiach ponderou que “o processo de consulta e de construção conjunta foi muito importante. Discutimos entre nós, recebemos o convite dos colegas do governo do Brasil e do Banco Mundial, e tratamos tudo com seriedade”. Ele pede, para o futuro, “governança com respeito, transparência e honestidade”.

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Um pouco antes, o evento do Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática (MMA) teve o NDC Partnership como centro das atenções. A entidade é uma coalizão global de países e instituições pela aceleração da implementação de ações climáticas. O fórum foi mediado por Pablo Vieira, diretor global da NDC Partnership, e contou com diversas autoridades que discutiram a importância das NDCs para o futuro mundial. 

A lista de convidados incluiu Aloisio Lopes, secretário Nacional de Mudança do Clima do MMA; Lars Aagaard Denkark, ministro do Clima da Dinamarca; Chris Bowen, ministro da Mudança Climática da Austrália; Jaime de Bourbon de Parme, enviado do Clima dos Países Baixos; Jennifer Smookler, diretora de comércio internacional do Reino Unido; Mike Mposha, ministro de Economia Verde de Zâmbia; Sivendra Michael, secretário do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas de Fiji; Roger Baro, ministro do Meio Ambiente, Água e Saneamento de Burkina Faso; Philipp Behrens, head do Ministério Federal da Economia e Energia da Alemanha; e Daniele Violetti, diretor sênior de Coordenação de Programas da UNFCCC.

“Devemos enfrentar os desafios para caminhar rumo a uma nova economia. Uma economia que seja neutra em carbono, mas também inclusiva, que abra espaço para todas e todos como parte do processo de desenvolvimento. Por isso, transformação é a palavra-chave”, afirmou Aloisio Lopes.

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Conectando recursos

Ainda durante a tarde, o painel “Fundos de Desenvolvimento: uma alternativa para o financiamento climático”, discutiu como esses mecanismos podem ampliar o financiamento climático no Brasil, conectando recursos multilaterais e nacionais às realidades dos territórios mais vulneráveis e transformando compromissos em investimentos concretos em agricultura familiar, empreendimentos locais e projetos de adaptação climática.

“Os recursos públicos são limitados, por isso precisamos inovar, mitigar riscos e mobilizar capital privado para transformar compromissos climáticos em investimentos reais”, comentou Gabriela Elizondo Azuela, do Banco Mundial.

Pela manhã, o foco do debate esteve na proteção de terras indígenas. O painel “Proteção das terras indígenas e operações de desintrusão e governança territorial: avanços, desafios e interfaces com a crise climática” abordou os avanços recentes nas ações de proteção territorial, os desafios para ampliar e consolidar operações de desintrusão em áreas críticas e a relação direta entre segurança territorial e enfrentamento da crise climática.

“Terra indígena protegida não beneficia somente os povos indígenas, mas toda a sociedade mundial, além do povo brasileiro”, afirmou Marcos Kaingang, secretário nacional de Direitos Territoriais do MPI.

Veja aqui a programação completa da Zona Azul do Pavilhão Brasil.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA
 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Tomé Franca visita aeroportos de Araripina e Serra Talhada e acompanha avanços do programa AmpliAR

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O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, realizou neste sábado (18) visitas técnicas aos aeroportos de Araripina e Serra Talhada, em Pernambuco, que passam por um processo de modernização e ampliação da infraestrutura por meio do Programa de Investimento Privado em Aeroportos Regionais (AmpliAR). As agendas marcam o início de uma nova etapa para os terminais, após a assinatura dos contratos de concessão com a concessionária GRU Airport, realizada na última terça-feira (14).

Os dois aeroportos foram arrematados na primeira rodada do programa, em novembro de 2025, que garantiu a inclusão de terminais regionais em contratos de concessão já existentes, com o objetivo de ampliar a conectividade e impulsionar o desenvolvimento econômico em regiões estratégicas do país.

Aeroporto de Araripina

A primeira visita técnica do dia foi ao Aeroporto de Araripina, que contará com investimentos de R$ 19,6 milhões, com foco na ampliação do terminal de passageiros, expansão do estacionamento e implantação de áreas de segurança de fim de pista (RESA), que aumentam a segurança das operações e permitem a ampliação da oferta de voos.

Esse terminal atende diretamente o polo gesseiro do Araripe, responsável pela maior parte da produção nacional.

Na ocasião, o ministro Tomé Franca celebrou essa conquista para a cidade e para toda a região. “Mais do que um investimento de quase R$ 20 milhões, a assinatura desse contrato significa uma gestão de excelência para o aeroporto. Isso vai permitir que a gente tenha a manutenção desse ativo para que ele seja um canal de crescimento da economia do polo gesseiro e atraia novos investimentos para cá e para toda a região”, disse.

“Isso vai permitir que a gente tenha a manutenção desse ativo para que ele seja um canal de crescimento da economia do polo gesseiro e atraia novos investimentos para cá e para toda a região” Tomé Franca

Já o prefeito de Araripina, Evilásio Mateus, agradeceu pela parceria do governo federal e citou o ‘sonho realizado’ que essa assinatura representa para o município. “Quero iniciar agradecendo ao ministro Tomé e dizer que este aeroporto é o sonho de uma gestão moderna para Araripina. Para nós, que temos uma gestão voltada para o crescimento, a modernidade e o resgate da esperança de nossos araripinenses, a ampliação e a modernização da gestão do aeroporto, chegam para somar, e muito, com esse projeto”, declarou.

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Também presente na ocasião, a deputada estadual Roberta Arraes fez questão de demonstrar sua gratidão ao governo do presidente Lula e também afirmar que se trata da realização de um sonho. “Eu sempre disse que ninguém faz nada sozinho. Isso foi um sonho que muitos achavam que era impossível. Mas a gente persistiu, insistiu e realizou. E é isso que a gente tem que fazer. Vocês chegam aqui hoje através do presidente Lula, trazendo um investimento de quase R$ 20 milhões pra nossa terra. Então, só gratidão e vamos continuar trabalhando para que o nosso Sertão se desenvolva muito mais”, afirmou.

Aeroporto de Serra Talhada

A segunda visita técnica do dia foi ao Aeroporto de Serra Talhada, que receberá investimentos previstos de R$ 40,5 milhões, voltados à ampliação do terminal de passageiros, do pátio de aeronaves e do estacionamento, além de melhorias operacionais que devem elevar a capacidade e o nível de serviço do aeroporto.

O terminal, que possui uma das maiores pistas da região, é considerado estratégico para a conexão do Sertão do Pajeú com outros centros urbanos.

Tomé Franca destacou os objetivos e as possibilidades de longo prazo para Serra Talhada com a assinatura desse contrato. “O que a gente deseja fazer é gerar a infraestrutura para crescer o número de passageiros voando e deixar esta área pronta para poder receber grandes aeronaves aqui e, com isso, trazer e levar desenvolvimento. Levar nossa produção para onde precisa ser levada e trazer investidores para abrirem empresas, abrirem negócios, abrirem comércios”, concluiu.

“O que a gente deseja fazer é gerar a infraestrutura para crescer o número de passageiros voando e deixar esta área pronta para poder receber grandes aeronaves” Tomé Franca

Já a prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, fez questão de destacar as mudanças que esses investimentos trarão. “A gente vai melhorar a forma de atender todas as pessoas que vêm, não só para Serra Talhada, mas para toda a região. Quando a gente encurta distâncias, a gente aumenta desenvolvimento, a gente aumenta oportunidades. E é isso que o aeroporto tem sido aqui na nossa região”, disse.

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Programa AmpliAR

Criado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, o AmpliAR inaugura um modelo inovador para a aviação regional ao integrar aeroportos de menor porte a contratos de concessão já existentes, garantindo escala, eficiência operacional e atração de investimentos privados. A iniciativa busca superar limitações históricas desses terminais, que muitas vezes operavam com baixa capacidade de investimento e restrições operacionais.

Com a inclusão desses aeroportos na gestão de concessionárias consolidadas, como a GRU Airport, o programa permite levar padrões mais elevados de operação e gestão para a aviação regional, estimulando a criação de novas rotas, ampliando a oferta de voos e fortalecendo a conectividade entre o interior e os grandes centros.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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