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Demanda histórica da população, ponte entregue por presidente Lula e Renan Filho nesta terça (18) conecta Tocantins e Pará

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Separados pelas águas do Rio Araguaia, os moradores de Xambioá, no Tocantins, e São Geraldo do Araguaia, no Pará, sempre dependeram de balsas para cruzar de um lado para o outro do rio. Uma realidade que passa a mudar a partir desta terça-feira (18), com a entrega da ponte que integra de forma definitiva os dois estados.

“Eu sei o sacrifício que era pra todo mundo a travessia por balsas. Não era justo as pessoas pagarem para atravessar o rio, mas agora o Estado está garantindo o direito do povo brasileiro de ir e vir. Não houve nenhum momento da história do Brasil em que foram feitas tantas obras como agora”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Inaugurada pelo presidente Lula e pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, a estrutura, de pouco mais de dois quilômetros de extensão, recebeu investimento de R$232,3 milhões, sendo R$28 milhões pelo Novo PAC.

“Essa obra que está sendo hoje festejada é um sonho de 40 anos. O presidente Lula sempre me disse: vamos levar todas as obras adiante. Por isso, em nome de todos os trabalhadores, do povo de Xambioá, de São Geraldo do Araguaia, do povo do Sul do Pará, do Norte do Tocantins, eu digo: presidente, nós concluímos essa ponte para ligar o Norte do Brasil e garantir um novo acesso à rota de produção dessa região”, celebrou Renan Filho.

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Até então, pedestres, carros e caminhões dependiam exclusivamente de balsas para cruzar o rio, com um custo que chegava a R$326, dependendo do tipo de veículo e horário.

“O valor que a gente gasta aqui com balsa é exorbitante, porque tem um fluxo muito alto, em torno de 30 a 50 caminhões por dia. Agora vamos reduzir esse gasto e conseguir atender nossos clientes com mais qualidade e rapidez”, disse Caleb Carvalho, transportador de uma empresa de cimento.

Além do impacto financeiro, o deslocamento levava cerca de 20 minutos, com esperas de até meia hora entre uma saída e outra. Agora, a travessia sobre a ponte será feita em aproximadamente dois minutos, sem nenhum tipo de cobrança para a população.

“A travessia é muito demorada, se temos algum compromisso em Araguaína, sempre tem que sair uma hora antes, por causa da balsa. Agora, com a ponte, vai virar uma cidade só. Estamos felizes demais. Quero ser uma das primeiras a colocar meu carro nessa ponte”, comemorou a paraense Carline Alves, moradora de São Geraldo do Araguaia.

A obra beneficia diretamente mais de 35 mil habitantes das duas cidades, além de toda a população dos municípios vizinhos.

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“Quantas vezes um pai, uma mãe de família, não perdeu a vida porque estava numa ambulância e não conseguia atravessar para o outro lado por conta da balsa, por conta do atraso? Quantas vezes um produtor rural teve que pagar um frete mais caro para poder escoar a sua produção? Agora a integração de dois estados permitirá que o Norte do Brasil cresça cada vez mais”, afirmou o governador do Pará, Helder Barbalho.

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Conexão estratégica

Além de aproximar pessoas, a ponte sobre o rio Araguaia se conecta diretamente à BR-153, uma das principais rotas de escoamento da produção de Tocantins e Pará, transformando a logística entre o Norte e o Centro-Oeste do país.

“Não tem nada melhor do que a gente ver o sonho de muitos e muitos tocantinenses realizados. Essa obra nos dá a certeza de que o cidadão que está em Belém, hoje chega lá no extremo Sul do Brasil através da nossa BR-153. É a última ponte que faltava ser construída nessa rodovia, que é, sem dúvida alguma, uma das mais importantes rodovias brasileiras”, comemorou o governador do Tocantins, Laurez Moreira.

A estrutura é especialmente estratégica para a economia do Matopiba, região que compreende Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, considerada a grande fronteira agrícola nacional e responsável por aproximadamente 10% da produção brasileira de grãos e fibras, com destaque para soja, milho e algodão.

A nova ligação reduz custos operacionais, amplia a competitividade do transporte rodoviário e favorece a integração multimodal com a Ferrovia Norte-Sul e a Hidrovia Tocantins–Araguaia, expandindo o alcance logístico do país.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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Senad e Capes selecionam 24 projetos para ações de prevenção, cuidado e inclusão social

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Brasília, 18/6/2026 – A articulação entre ciência, extensão universitária e políticas públicas será ampliada com a implementação da Rede dos Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social na Política sobre Drogas (Rede Cais) Acadêmicos, linha específica do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação. A iniciativa, conduzida pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad/MJSP) em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), reunirá 24 universidades e institutos federais para desenvolver ações de inclusão social, prevenção e promoção de direitos em comunidades em situação de vulnerabilidade.

Com investimento superior a R$ 25 milhões, o programa estrutura a Rede Cais Acadêmicos, com atuação em todo o País. As instituições contempladas estão distribuídas pelas cinco regiões brasileiras, consolidando uma rede nacional voltada ao desenvolvimento de tecnologias sociais e à produção de conhecimento aplicado às realidades locais.

A ação integra a estratégia da Senad de impulsionar atividades de prevenção e cuidado, promovendo a articulação entre universidades, comunidades e serviços públicos para enfrentar desafios relacionados ao uso de álcool e outras drogas, à vulnerabilidade social e à garantia de direitos.

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Para a secretária nacional da Senad, Marta Machado, o programa representa mais um avanço na política sobre drogas no Brasil.

“Estamos falando de um investimento robusto de mais de R$ 25 milhões em ciência, pesquisa e extensão universitária. O objetivo é transformar conhecimento em novas tecnologias sociais e fortalecer a presença da política pública nos territórios mais vulnerabilizados”, ressalta.

Segundo a secretária, a rede selecionada terá alcance nacional inédito e contribuirá para ampliar o acesso a direitos fundamentais.

“Os centros vão atuar promovendo redução de riscos e danos, acolhimento, atenção psicossocial e, acima de tudo, o acesso aos direitos fundamentais. Essa é a materialização da nossa estratégia de prevenção ampliada”, afirma.

Rede nacional

Além de fomentar pesquisas e ações extensionistas, o programa busca produzir evidências e metodologias que possam subsidiar políticas públicas voltadas à prevenção, ao cuidado e à garantia de direitos de populações em situação de vulnerabilidade.

A expectativa é que a Rede Cais Acadêmicos contribua para reforçar a presença territorial das ações da Senad e aprimorar a articulação entre Governo Federal, instituições de ensino e sociedade civil, promovendo respostas mais qualificadas e integradas aos desafios sociais relacionados à política sobre drogas.

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Os projetos selecionados receberão bolsas e recursos de custeio para desenvolver as atividades previstas ao longo dos próximos anos. O resultado do edital foi divulgado em 11 de junho e está disponível aqui.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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