Agro
Reforma tributária eleva riscos jurídicos no agronegócio, alerta especialista
A recente reforma tributária promete mudanças significativas na forma como o agronegócio brasileiro administra o fluxo de caixa e se relaciona com o Fisco. Segundo a advogada Marina Pires Bernardes, sócia da área tributária do CSA Advogados, exportadores e empresas ligadas a fertilizantes, defensivos, energia, frete, armazenagem e transporte de insumos precisam se preparar para um ambiente de maior complexidade operacional.
“No momento, o desafio não está apenas nas alíquotas, mas em garantir rastreabilidade, governança digital e fluxo de caixa eficiente. Esses pontos exigem planejamento estratégico desde já”, afirma Bernardes.
Novos tributos prometem simplificação, mas mantêm incertezas
O novo modelo prevê o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que buscam simplificação tributária e devolução mais ágil de créditos fiscais. No entanto, o PLP 108/2024, aprovado em setembro pelo Senado, ainda depende de regulamentação conjunta da Receita Federal e do Comitê Gestor para definir o processo administrativo e a distribuição da arrecadação entre estados.
Essa pendência mantém incertezas sobre prazos e liquidez, impactando diretamente a tomada de decisão das empresas do setor.
Créditos sobre insumos podem gerar disputas judiciais
Um ponto crítico da reforma é a apropriação de créditos fiscais sobre insumos, incluindo fertilizantes, defensivos, energia, frete e armazenagem. Embora a lei garanta um direito amplo ao crédito, sua extensão dependerá da regulamentação ainda pendente, o que pode gerar contenciosos tributários e disputas jurídicas, afetando agroindústrias e cooperativas, alerta Bernardes.
Exportadores e transportadoras enfrentam desafios adicionais
O setor de exportação deve lidar com dificuldades no ressarcimento de créditos do IBS, o que pode prejudicar o fluxo de caixa das empresas. Já operações interestaduais de transporte e insumos aumentam a chance de autuações múltiplas e conflitos de competência, devido às atribuições do Comitê Gestor.
Essa insegurança jurídica pode impactar contratos de financiamento rural, decisões de investimento e planejamento de produção e exportação.
Planejamento estratégico é chave para reduzir riscos
Para a especialista do CSA Advogados, a saída está na atuação estratégica das empresas. “A reforma não encerra o contencioso tributário, mas reinventa o planejamento jurídico. O sucesso dependerá da capacidade de compreender o novo sistema, planejar e agir com segurança jurídica”, conclui Bernardes.
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Rumo (RAIL3) bate recorde histórico de transporte em maio e Santander mantém recomendação de compra para ações
Rumo registra maior volume mensal de transporte da história
A operadora logística Rumo (RAIL3) alcançou em maio cerca de 8,2 bilhões de toneladas por quilômetro útil (RTK), o maior volume mensal já registrado pela companhia.
O resultado representa crescimento de 8% em relação a maio de 2025, segundo relatório do Santander Corporate & Investment Banking, divulgado nesta quarta-feira (10).
O desempenho também superou as expectativas do mercado, ficando 7,5% acima das estimativas do banco, indicando uma performance operacional mais forte do que o projetado.
Crescimento é impulsionado por corredores Norte e Sul
De acordo com os analistas do Santander, o avanço foi sustentado pelo desempenho consistente das principais rotas operacionais da companhia.
- Corredor Norte: alta de 8,2% na comparação anual
- Corredor Sul: crescimento de 6,5% no mesmo período
O relatório destaca que a expansão simultânea nas duas regiões reforça a eficiência logística da empresa e sua capacidade de atender a demanda crescente do transporte ferroviário no Brasil.
Santander mantém recomendação de compra para Rumo
Com base nos resultados operacionais, o Santander manteve a recomendação de “Outperform” (equivalente à compra) para as ações da Rumo.
O banco também reiterou o preço-alvo de R$ 20,50 para o final de 2026, reforçando a perspectiva positiva para os papéis da companhia no médio prazo.
Segundo o relatório, o desempenho operacional sólido contribui para sustentar a confiança dos investidores e fortalece as expectativas de continuidade do crescimento ao longo do ano.
Análise reforça solidez operacional da companhia
O estudo foi elaborado pela equipe de pesquisa de ações para a América Latina do Santander, com participação dos analistas Lucas Barbosa, Gabriel Tinem e Victor Tani.
A análise considerou os dados operacionais divulgados pela própria Rumo em 9 de junho, além de comparações com projeções internas do banco, informações da plataforma FactSet e histórico operacional da companhia.
Para o Santander, os números confirmam a solidez operacional da Rumo e reforçam a visão de um cenário favorável para o desempenho da empresa no setor de logística ferroviária brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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