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Três estratégias transversais do Plano Clima vão a consulta pública a partir de 10 de novembro

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O Subcomitê-executivo do Conselho Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM) órgão liderado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima (MMA), aprovou na última quinta-feira (30/10) a submissão de três das cinco Estratégias Transversais do Plano Clima para consulta pública. Os eixos de meios de implementação, educação – que inclui também capacitação, pesquisa, desenvolvimento e inovação – e transição justa e justiça climática serão disponibilizados na plataforma Brasil Participativo a partir de 10 de novembro. A consulta pública se estenderá por 45 dias.

A seção 1 da Estratégia Transversal de Monitoramento, Gestão, Avaliação e Transparência segue em consulta pública até 13 de novembro.

O eixo dos meios de implementação aborda os instrumentos financeiros disponíveis para a execução das ações climáticas, além de se dedicar também a mecanismos de transferência de tecnologia, fortalecimento das capacidades técnicas e o arcabouço normativo necessário.

No campo da educação, a estratégia transversal tem cinco eixos prioritários: educação formal; educação não-formal integrada à valorização dos saberes dos povos e comunidades tradicionais e povos indígenas; conscientização e combate à desinformação; pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação; e formação profissional e tecnologia.

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Em transição justa e justiça climática, o foco é considerar os impactos ambientais, econômicos e sociais das ações de mitigação e adaptação e ponderar custo de inação e benefícios de implementação.

O secretário nacional de Mudança do Clima do MMA, Aloisio Melo, valorizou a relação das estratégias transversais com os planos de adaptação e mitigação e a importância dos processos de consulta à população. “Quero destacar a relevância das consultas anteriores envolvendo a íntegra do Plano Clima. Recebemos muitas contribuições assertivas da sociedade. A expectativa agora é a mesma”, disse.

O representante da Casa Civil no Subex, Adriano Santhiago, também considerou fundamental o monitoramento das ações climáticas ao longo da implementação do Plano Clima por meio das estratégias transversais. “Trata-se de uma camada para além da implementação, que nos dará um olhar especial em relação ao modo de operar os vários eixos de ação”, afirmou.

A reunião do Subex também aprovou a sugestão para criar três subcomitês permanentes de assessoramento técnico junto ao CIM, nas áreas de Adaptação, Mitigação e Monitoramento & Avaliação. Pela proposta, os subcomitês terão como missão monitorar continuamente a implementação e os resultados das estratégias de mitigação e adaptação e seus respectivos planos setoriais e temáticos.

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A sugestão sobre as estruturas permanentes será encaminhada ao Conselho Interministerial sobre Mudança do Clima, que irá deliberar sobre sua criação.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Ministério da Saúde reforça cuidado em saúde mental com habilitação de cerca de 800 novos serviços em três anos

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O Marco da Reforma Psiquiátrica brasileira, a Lei nº 10.216/2001, completa 25 anos em 2026. Responsável por redirecionar o modelo assistencial em saúde mental no país, a legislação consolidou a proteção dos direitos das pessoas com transtornos mentais. O novo modelo substituiu de forma progressiva os antigos hospitais psiquiátricos e as internações de longa permanência por uma rede de cuidado territorial e comunitária.

Dentro dessa estratégia, o Ministério da Saúde habilitou, desde 2023, 798 novos dispositivos assistenciais de saúde mental em todo o Brasil, entre eles leitos especializados, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Unidades de Acolhimento. Além disso, de forma inédita, a rede pública passou a ofertar teleatendimento com psicólogos e psiquiatras.

A ampliação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) reforça o compromisso do Governo do Brasil com o cuidado em saúde mental, orientado pelos princípios da cidadania, dos direitos humanos e do cuidado em liberdade, com foco no acompanhamento contínuo e na reinserção social das pessoas atendidas.

Em 2026, já foram viabilizados 159 novos serviços previstos em portarias, que representam, juntos, um investimento federal mensal de cerca de R$ 2,3 milhões. Entre eles, destacam-se:

  • 55 leitos de saúde mental em hospitais gerais, aumentando a capacidade de resposta da atenção hospitalar no SUS;
  • 45 Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT), fundamentais para a reinserção social de pessoas egressas de longas internações psiquiátricas;
  • 42 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que oferecem acolhimento para pessoas com sofrimento psíquico grave e persistente;
  • 12 Equipes de Atenção Psicossocial voltadas à desinstitucionalização (EAP-Desinst), com atuação no cuidado contínuo e na articulação intersetorial;
  • 5 Unidades de Acolhimento Adulto (UAA), destinadas à oferta de suporte residencial transitório e cuidado em liberdade.
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“Essas habilitações representam um avanço concreto na consolidação da política de saúde mental no Brasil. Estamos fortalecendo a capacidade dos territórios de responder, de forma qualificada, articulada e humanizada, às demandas das pessoas com transtornos mentais, reafirmando o compromisso com o cuidado em liberdade e com a superação de práticas manicomiais”, afirma o diretor do Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde, Marcelo Kimati Dias.

Teleatendimento reforça rede de assistência

Para expandir ainda mais o acesso ao cuidado, o SUS passou a ofertar, pela primeira vez, o serviço de teleatendimento em saúde mental voltado ao atendimento de casos relacionados a jogos e apostas. A iniciativa, realizada em parceria com o Hospital Sírio-Libanês integra as ações do Governo do Brasil para o enfrentamento desse problema de saúde pública.

Outra iniciativa voltada à proteção da saúde mental é a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, lançada pelo Governo do Brasil em dezembro de 2025. Até o momento, mais de 574 mil pessoas já recorreram à ferramenta, desenvolvida pelo Ministério da Fazenda, que permite o bloqueio voluntário e simultâneo de todas as casas de apostas autorizadas no Brasil por meio de uma única solicitação vinculada ao CPF.

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Do total de usuários cadastrados, 207 mil (41%) apontaram a perda de controle sobre o jogo e os impactos na saúde mental como principal motivo para a autoexclusão. Para direcionar a busca por assistência no SUS, a plataforma reúne orientações e links com informações de onde encontrar atendimento especializado.

Mais estrutura e investimento para a saúde mental

A capacidade de atendimento em saúde mental no SUS alcançou 52 mil usuários em 2025, um crescimento de 6% em relação aos 49 mil pacientes registrados em 2022. Como resultado da expansão da rede, os investimentos também aumentaram. O orçamento passou de R$ 1,7 milhão, em 2022, para R$ 2,9 milhões em 2025, o que representa 70% a mais de em recursos.

Durante esta gestão, o avanço também contempla as equipes especializadas que atuam na rede pública de saúde mental. Entre 2024 e 2025, o número de profissionais passou de 11,8 mil para 12,4 mil, incluindo psicólogos e psiquiatras. Com reforço da equipe, o SUS garante mais capacidade de acolhimento, acompanhamento contínuo e atendimento multiprofissional para os pacientes.

 Julianna Valença
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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