Brasil
Jovens Defensores Populares discutem como a COP 30 pode conectar realidades locais e globais
Brasília, 28/10/2025 – O projeto Jovens Defensores Populares, iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria de Acesso à Justiça, promove o Webinário “Jovens Defensores e a COP30: Nosso Presente, Nossa Voz” nesta quinta-feira (30). A transmissão online e gratuita será das 19h às 21h, pelo canal do MJSP no Youtube. O encontro busca promover diálogos sobre a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP30, a partir da perspectiva da juventude, abordando os impactos sociais, territoriais e geracionais das mudanças climáticas. O evento é aberto ao público, e os interessados podem se inscrever no formulário.
O Webinário quer conectar a realidade local e global dos jovens, destacando temas como racismo ambiental, justiça climática e questões socioambientais que afetam diretamente suas vidas e seus territórios. O evento faz parte do programa Brasil Participativo, do Governo Federal, constituído como um espaço digital de amplos debates para a construção de um país melhor.
Participam da programação, a secretária nacional de Acesso à Justiça do MJSP, Sheila de Carvalho, a secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Edel Moraes, o integrante da delegação brasileira pela Preservação do Bioma da Mata atlântica na COP 30 e fundador do Coletivo Criação, Gaio Jorge de Paiva, e a educadora popular e ativista COP das Baixadas (PA), Suane Barreirinhas.
O evento também terá a participação de Jovens Defensores dos Estados do Rio de Janeiro, de São Paulo, do Pará, de Pernambuco, do Distrito Federal e da Bahia.
COP 30 e Jovens Defensores Populares
A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas será realizada, em Belém (PA), entre os dias 10 e 21 de novembro. O evento é uma oportunidade histórica de reposicionar o Brasil, especialmente a Amazônia, no centro do debate climático global. A proposta do webinário é fazer da COP 30 mais do que um evento diplomático, tornando-a um espaço de escuta e participação dos povos e juventudes que vivem os impactos das mudanças climáticas em seus territórios.
Neste contexto de participação popular, está o projeto Jovens Defensores que conta com a parceria da Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
O objetivo central do projeto é formar jovens defensores populares em diferentes regiões do Brasil, fortalecendo a capacidade da juventude periférica, negra, indígena, LGBTQIAPN+ e de comunidades tradicionais de identificar violações, promover e defender direitos, articular respostas junto ao poder público e promover justiça social e ambiental em seus territórios.
Jovens entre 18 e 29 anos, de territórios periféricos e vulnerabilizados de diversas regiões do Brasil, participam da formação, que dura 10 meses em cada estado. Nos primeiros encontros são abordados temas como trajetórias de vida, relação de cada jovem com seus territórios, estado brasileiro, políticas públicas e movimentos sociais. Nos módulos seguintes, estratégias de atuação como educação popular, comunicação comunitária, arte engajada e incidência política são apresentadas como possibilidade de intervenção nos territórios, além do conhecimento sobre direitos civis, políticos, sociais, econômicos, culturais e ambientais. O projeto visa formar uma geração de líderes comprometidos com a transformação social.
A ação ainda tem o apoio do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania II (Pronasci II) e do Fundo Nacional de Segurança Pública.
Brasil
Reino Unido completa depósito de R$ 500 milhões e se torna segundo maior doador do Fundo Amazônia
O Reino Unido anunciou, nesta quinta-feira (11/6), o segundo desembolso de sua contribuição ao Fundo Amazônia, no valor de 40,7 milhões de libras esterlinas, cerca de R$ 270 milhões. Com o novo aporte, o país conclui a doação de 80 milhões de libras — aproximadamente R$ 500 milhões — anunciada durante a COP28, realizada em 2023.
O anúncio foi feito durante cerimônia realizada no Palácio do Planalto em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, e da diretora Socioambiental da instituição, Tereza Campello.
Com a conclusão da transferência dos recursos, o Reino Unido passa a ocupar a posição de segundo maior doador do Fundo Amazônia, atrás apenas da Noruega. O contrato de doação foi formalizado durante a COP28. O primeiro desembolso, realizado em novembro de 2024, foi de 39,26 milhões de libras, equivalentes a R$ 283,9 milhões.
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, destacou que a contribuição reforça o reconhecimento do Fundo e os avanços do Brasil no enfrentamento ao desmatamento e na proteção da Amazônia. “O Fundo Amazônia retomou sua plena capacidade operacional, apoiando dezenas de projetos de conservação, restauração e desenvolvimento econômico para as comunidades da Amazônia”, pontuou.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou que o aporte fortalece um dos principais instrumentos globais de financiamento climático baseado em resultados. “A doação do Reino Unido é um reconhecimento da liderança do presidente Lula na agenda climática e da retomada da política ambiental brasileira. O Fundo Amazônia voltou a funcionar, ampliou fortemente seu ritmo e se consolidou como o maior instrumento financeiro de pagamento por redução de desmatamento florestal do mundo. Esses recursos fortalecem nossa capacidade de apoiar projetos que protegem a floresta, geram renda para as populações amazônicas e ajudam o Brasil a liderar uma nova economia verde, com inclusão social e desenvolvimento sustentável”, afirmou Mercadante.
Cooperação internacional
Desde a retomada do Fundo Amazônia, em 2023, sete novos parceiros internacionais passaram a integrar sua base de doadores. Além do Reino Unido, aderiram ao mecanismo Suíça, Dinamarca, União Europeia, Estados Unidos, Irlanda e Japão. A Petrobras também integra o grupo de financiadores do Fundo.
A ampliação da base de doadores reflete a confiança da comunidade internacional na governança do Fundo Amazônia e nos resultados alcançados pelo Brasil na redução do desmatamento e das emissões de gases de efeito estufa associadas à mudança do uso da terra.
Além da contribuição de 80 milhões de libras formalizada na COP28, o Reino Unido anunciou, em 2023, uma nova doação de 35 milhões de libras ao Fundo Amazônia, equivalente à época a cerca de R$ 115 milhões. O aporte reforça a parceria entre os dois países na agenda climática e na promoção de alternativas econômicas sustentáveis para a Amazônia.
“As doações ao Fundo Amazônia são pagamentos por resultados já alcançados pelo Brasil na redução de emissões de CO2 por desmatamento. É um ciclo virtuoso: o país reduz o desmatamento, recebe recursos internacionais por esse resultado e reinveste em ações que protegem a floresta, fortalecem povos indígenas, comunidades tradicionais, agricultores familiares, estados, municípios e organizações locais”, enfatizou a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello.
Sobre o Fundo Amazônia
Criado em 2008 para captar doações internacionais com base nos resultados do Brasil na redução do desmatamento, o Fundo Amazônia transformou os avanços do país na proteção da floresta em cooperação internacional concreta para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.
Coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e gerido pelo BNDES, o Fundo já soma R$ 5,3 bilhões em doações e 153 projetos aprovados, beneficiando mais de 650 organizações, 169 Terras Indígenas, 192 Unidades de Conservação e 260 mil pessoas.
Os recursos do Fundo Amazônia apoiam ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, produção sustentável, bioeconomia, restauração, regularização ambiental e territorial, fortalecimento institucional e proteção de povos indígenas e comunidades tradicionais.
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