Brasil
Governo Federal lança Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais
Em um marco histórico para os direitos dos povos e comunidades tradicionais e para o seu desenvolvimento sustentável, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Ministério da Igualdade Racial (MIR) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) formalizaram portaria que institui o Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (PDPCT).
O PDPCT assume o papel de principal instrumento de implementação da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, instituída pelo Decreto nº 6.040/2007. A assinatura da portaria ocorreu nesta quarta-feira (10/6), durante cerimônia alusiva ao Dia Mundial do Meio Ambiente, realizada no Palácio do Planalto, com participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco.
O objetivo central da legislação é promover o desenvolvimento sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, com ênfase no reconhecimento, fortalecimento e garantia dos direitos territoriais, sociais, ambientais, econômicos e culturais, respeitando e valorizando sua identidade e suas instituições.
O Plano consolida, assim, uma trajetória de implementação das diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, conferindo maior coordenação, integração e capacidade de resposta às demandas desses segmentos em todo o território nacional.
Elaborado pelos e para os povos e comunidades tradicionais, o Plano foi desenvolvido sob a coordenação da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, com a participação do Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT) e o apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).
Linha do Tempo
A missão de converter a política em ações concretas é fruto de um processo coletivo construído por muitas mãos, vozes e saberes. As discussões em torno do Plano vêm se fortalecendo desde os Encontros Nacionais de Povos e Comunidades Tradicionais, realizados em 2005 e 2014. Contudo, foi a partir de 2023 que o processo ganhou novo corpo por meio de etapas participativas fundamentais: a rearticulação das Câmaras Técnicas e definição de eixos prioritários junto ao Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT), em 2024, e a realização de duas oficinas nacionais presenciais em junho e agosto de 2025, que reuniram lideranças de povos e comunidades tradicionais e órgãos do Poder Executivo Federal, com cerca de 300 propostas integradas como resultado.
A secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Edel Moraes, destaca o plano como um reconhecimento e um passo importante na construção de uma justiça socioambiental.
“O Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais é um instrumento construído por meio do diálogo participativo e representa a resposta a uma demanda histórica dessa diversidade brasileira. Hoje podemos dizer que as políticas nacionais para povos e comunidades tradicionais terão um endereço, que é o plano nacional, o qual reflete as demandas dos 28 segmentos de povos e comunidades tradicionais reconhecidos no Brasil”, ressaltou.
A diretora do Departamento de Gestão Socioambiental e Povos e Comunidades Tradicionais do MMA, Claudia de Pinho, reforça a importância desse alinhamento com as comunidades e movimentos de base.
“A participação dos povos e comunidades tradicionais por meio do conselho CNPCT é essencial para garantir que estamos no caminho certo, que as ações que já estão sendo desenvolvidas no governo federal atendem as demandas que vêm dos territórios tradicionais, e reforçar que é preciso ampliar cada vez mais as ações com políticas públicas condizentes com as diversas realidades brasileiras”, destacou.
Estrutura e Eixos de Atuação
O plano está organizado em seis eixos estratégicos de implementação:
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Acesso a territórios tradicionais e recursos naturais: Foco na regularização fundiária, uso sustentável e resolução de conflitos.
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Infraestrutura: Garantia de obras e projetos adequados às realidades socioculturais locais.
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Inclusão social: Acesso universalizado a serviços públicos e valorização das formas próprias de organização social.
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Fomento e produção sustentável: Estímulo à geração de renda combinada com a promoção da sociobiodiversidade e agroecologia.
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Direitos humanos e combate a violações: Proteção de lideranças e enfrentamento a todas as formas de violência e discriminação.
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Comunicação, cultura e processos formativos: Democratização da informação e salvaguarda de saberes tradicionais e ancestrais.
Governança e Orçamento Assegurado
A gestão e execução do Plano no âmbito do Poder Executivo Federal serão coordenadas por uma Câmara Interministerial integrada pelo MMA, MIR e MDA.
O início da implementação do PDPCT possui viabilidade financeira imediata, uma vez que as dotações orçamentárias já se encontram previstas no Plano Plurianual (PPA) 2024-2027, garantindo que a iniciativa não acarrete novos compromissos financeiros para o presente exercício. O financiamento também poderá contar com o suporte de fundos públicos federais, fundos patrimoniais e mecanismos internacionais.
Os ministérios coautores têm o prazo de 150 dias para editar o ato normativo complementar que detalhará as ações específicas, metas e cronogramas do Plano, que passará por revisões periódicas a cada quatro anos.
Povos e Comunidades Tradicionais
Os Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) são grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais. Eles possuem formas próprias de organização social, ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição.
No MMA, os PCTs estão representados, em 28 segmentos, pelo Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT), órgão colegiado de caráter consultivo, integrante da estrutura do ministério. Entre eles estão geraizeiros, extrativistas, quebradeiras de coco babaçu, apanhadores de flores sempre-vivas, caiçaras, pantaneiros entre diversas outras identidades que compõem a rica diversidade sociocultural do Brasil.
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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Brasil
Ministério do Turismo orienta gestores municipais do Ceará sobre programas e políticas públicas de incentivo ao setor
O Ministério do Turismo (MTur) participa, nos dias 15 e 16 de junho, do XIV Seminário de Gestores Públicos – Prefeitos 2026, realizado pela Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece), no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza (CE). A pasta integra o espaço do Governo do Brasil em uma ação coordenada pela Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, que reunirá mais de 20 ministérios e órgãos federais para atendimento direto aos gestores municipais.
Durante os dois dias de programação, das 8h às 17h, técnicos do MTur vão orientar gestores sobre captação de recursos para projetos turísticos, acesso a emendas parlamentares, acompanhamento de convênios e cadastramento de propostas no Transferegov (plataforma oficial do governo federal para gerenciar e monitorar o repasse de recursos da União para estados, municípios e organizações da sociedade civil).
As equipes também prestarão apoio na consulta de processos em andamento, no esclarecimento de dúvidas sobre programas da pasta, na apresentação de iniciativas recentes do ministério e no encaminhamento de demandas às áreas técnicas.
Os atendimentos incluirão, ainda, informações sobre obras de infraestrutura turística, Cadastur (sistema oficial do Ministério do Turismo, que cadastra e regulariza pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor), Fungetur (fundo especial do MTur, que oferece linhas de crédito facilitadas, com juros reduzidos para empresas e empreendedores do setor), qualificação profissional, segmentação turística, rotas e demais políticas públicas federais voltadas ao desenvolvimento do turismo.
A participação do MTur também terá foco na escuta qualificada das demandas dos municípios, contribuindo para o aprimoramento das ações desenvolvidas pelo governo federal para o turismo.
Mapa
Gestores receberão orientação também sobre o Mapa do Turismo Brasileiro, uma das principais ferramentas usadas pelo Ministério para orientar políticas públicas, investimentos e estratégias de desenvolvimento do setor. O instrumento identifica cidades com vocação turística e organiza as localidades em regiões, fortalecendo o planejamento e a gestão do turismo regional.
Durante o evento, os gestores receberão orientações sobre os critérios para integração e permanência no Mapa, entre eles a existência de órgão municipal de turismo, conselho municipal de turismo ativo, cadastro regular no Cadastur e participação em Instâncias Regionais de Governança Turística (IGR).
O XIV Seminário de Gestores Públicos – Prefeitos 2026 é considerado um dos principais encontros voltados à administração municipal no Ceará, reunindo prefeitos, secretários, vereadores e técnicos de diversas áreas da gestão pública.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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