Agro
HEINEKEN cria 72 microbacias em Itu para fortalecer recarga hídrica e proteger o Rio Tietê
O Grupo HEINEKEN, por meio do ecossistema de negócios de impacto HEINEKEN Spin, concluiu a instalação de 72 microbacias em sua fazenda de agricultura regenerativa em Itu (SP). Em parceria com a Rizoma, as estruturas, conhecidas como barraginhas, têm o objetivo de captar e reter água da chuva, contribuindo para a recarga dos lençóis freáticos, redução da erosão do solo e preservação do fluxo hídrico de córregos que alimentam o Rio Tietê, a maior bacia hidrográfica do estado de São Paulo.
Coletivamente, as microbacias podem armazenar temporariamente até 21 milhões de litros de água por estação chuvosa, permitindo que a água infiltre gradualmente no solo.
Sustentabilidade e produtividade agrícola
Segundo Mauro Homem, vice-presidente de Sustentabilidade & Assuntos Corporativos do Grupo HEINEKEN, a iniciativa reforça a estratégia de soluções baseadas na natureza. “Investir em microbacias de infiltração não só aumenta a produtividade agrícola, como também fortalece o equilíbrio hídrico da região”, afirma.
O projeto é gerenciado pela Rizoma, especialista em agroflorestas, restauração florestal e agricultura regenerativa orgânica em larga escala.
Benefícios para rios e aquíferos
Para Osvaldo Viu Serrano Jr. (Juca), COO da Rizoma, as barraginhas são essenciais para manter o fluxo de água nos córregos e afluentes do Rio Tietê, sobretudo em períodos de estiagem. “Esses pontos de captação promovem uma infiltração mais eficiente no solo, garantindo a recarga de aquíferos fundamentais para a região”, explica.
Expansão da agrofloresta e impacto ambiental
O HEINEKEN Spin, lançado há cerca de um ano, já plantou 200 mil mudas em 142 hectares, equivalente a 200 campos de futebol. Até 2030, a expectativa é expandir para 800 hectares de agrofloresta, combinando espécies nativas da Mata Atlântica com cultivo de citrus, além de gerar cerca de 120 novas vagas de trabalho.
Em termos ambientais, o projeto pode evitar R$ 53 milhões em gastos com redução de emissões de carbono ao longo de 20 anos e tem como meta remover 500 mil toneladas de carbono em 25 anos, com 9,6 mil toneladas previstas já para 2025, incluindo 2,5 mil toneladas provenientes do plantio de citrus.
Integração entre produção agrícola e conservação ambiental
Segundo a HEINEKEN, o projeto demonstra que é possível gerar valor econômico e ambiental simultaneamente. “A combinação entre produção agrícola e conservação ambiental faz parte da transformação que queremos liderar. O HEINEKEN Spin é um exemplo concreto desse compromisso”, reforça Mauro Homem.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Porto do Rio de Janeiro amplia capacidade e passa a receber navios New Panamax de até 366 metros
O Porto do Rio de Janeiro alcançou um novo patamar operacional e passou a integrar o seleto grupo de portos brasileiros aptos a receber embarcações da classe New Panamax, consideradas entre as maiores da navegação comercial mundial. O avanço foi possível após a conclusão das obras de dragagem e modernização do canal de acesso, realizadas com investimentos do governo federal, por meio do Novo PAC, e da Autoridade Portuária PortosRio.
Ao todo, os investimentos somaram R$ 163 milhões, sendo R$ 98 milhões provenientes do Novo PAC e R$ 65 milhões aportados pela PortosRio. A iniciativa amplia a capacidade logística do terminal e fortalece a competitividade do Porto do Rio de Janeiro nas rotas internacionais de comércio.
Primeiro navio New Panamax já atracou no terminal
O novo cenário operacional já começou a gerar resultados práticos. Neste mês, o porto recebeu o porta-contêineres MSC Katrina, primeira embarcação da categoria New Panamax a atracar no terminal após a conclusão das obras.
O navio, de bandeira panamenha, possui 366 metros de comprimento, 48,4 metros de largura e capacidade para transportar 14.131 TEUs — unidade equivalente a contêineres de 20 pés. A embarcação chegou ao Rio de Janeiro após passagem pelo Porto de Suape (PE) e seguiu viagem rumo ao Porto de Santos (SP).
A operação representa um marco para a infraestrutura portuária brasileira e amplia a inserção do porto fluminense nas principais rotas globais de transporte marítimo.
Dragagem ampliou profundidade e capacidade operacional
Para permitir a operação de embarcações de grande porte, o canal de acesso ao Porto do Rio de Janeiro passou por uma ampla intervenção estrutural. As obras incluíram dragagem, melhorias na sinalização náutica e adequações operacionais.
Com a modernização, a profundidade mínima do canal foi ampliada de 15 metros para 16,2 metros, possibilitando um calado operacional de 15,3 metros. A nova configuração permite a navegação segura de navios New Panamax, categoria utilizada em operações internacionais de grande escala.
Segundo o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, a ampliação representa um avanço estratégico para a logística nacional.
“O recebimento de navios de maior porte marca um novo momento para o Porto do Rio de Janeiro. A medida fortalece a competitividade do terminal, amplia sua presença nas rotas internacionais e evidencia a importância dos investimentos em infraestrutura portuária no Brasil”, afirmou.
Competitividade e eficiência logística ganham força
Além de ampliar a capacidade operacional, a modernização do porto traz impactos diretos para a eficiência logística e redução de custos no comércio exterior.
Entre os principais benefícios apontados pelo setor estão:
- Melhoria das condições de navegabilidade e segurança;
- Redução de restrições operacionais;
- Aumento da previsibilidade logística;
- Maior eficiência no fluxo de cargas;
- Possibilidade de receber embarcações de maior capacidade;
- Fortalecimento da competitividade brasileira no comércio internacional.
A expectativa é que o novo cenário contribua para ampliar a movimentação de cargas, atrair novas rotas marítimas e aumentar a relevância estratégica do Porto do Rio de Janeiro no sistema portuário nacional.
Grupo seleto de portos brasileiros
Com a conclusão das obras, o Porto do Rio de Janeiro passa a integrar o grupo restrito de terminais brasileiros capazes de receber navios de até 366 metros de comprimento.
Atualmente, apenas os portos de Santos (SP), Salvador (BA), Itaguaí (RJ), Paranaguá (PR) e Pecém (CE) possuem estrutura operacional semelhante para atender embarcações da categoria New Panamax.
O avanço reforça a importância dos investimentos em infraestrutura logística para ampliar a competitividade do agronegócio, da indústria e das exportações brasileiras no mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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