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Brasil reforça protagonismo em missões de paz da ONU

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Rio de Janeiro, 21/10/2025 – Com o objetivo de verificar in loco as instruções ministradas no Estágio de Preparação para Missões de Paz, o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, visitou, nesta terça-feira (21), as instalações do Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB) — Centro Sérgio Vieira de Mello, conhecido como Casa do Soldado da Paz — localizado na Vila Militar, no Rio de Janeiro (RJ).

Durante a visita, foram consolidados os trabalhos do Grupo de Trabalho Interministerial, formado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ministério das Relações Exteriores (MRE), Ministério da Defesa (MD) e Exército Brasileiro, por meio da Inspetoria-Geral das Polícias Militares (IGPM). A iniciativa tem como objetivo ampliar o efetivo de policiais brasileiros em missões de paz no exterior.

“Estamos estreitando relações e aperfeiçoando este projeto, que é muito importante para as nossas forças, pela experiência que se ganha nessas missões de paz no exterior. Isso demonstra que o Brasil continua sendo um país de relações internacionais, que trabalha com a lógica da cooperação internacional, no contexto em que essa cooperação e fraternidade entre os países se tornam cada vez mais necessárias”, afirmou o secretário do MJSP.

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Atualmente, dois policiais brasileiros integram a Missão de Assistência Transitória das Nações Unidas na Somália (UNTMIS), que sucedeu à Missão de Assistência das Nações Unidas na Somália (UNSOM). Além desses, outros 72 profissionais foram aprovados no teste da Organização das Nações Unidas (ONU), conhecido como Avaliação para Missão a Serviço (AMS). Estão aptos para atuar em missões de paz:

– 12 agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF);
– 12 policiais civis, sendo quatro do Ceará (CE), quatro de São Paulo (SP) e quatro de Mato Grosso do Sul (MS);
– 48 policiais militares, distribuídos em Alagoas (1), Amazonas (1), Bahia (5), Ceará (1), Distrito Federal (15), Mato Grosso (1), Pernambuco (2), Rio de Janeiro (7), Rio Grande do Norte (1), Santa Catarina (7) e São Paulo (7).

O Centro

O CCOPAB é referência na preparação de militares e civis para atuar em missões de paz e humanitárias sob a égide da ONU. Atualmente, o Estágio de Preparação para Missões de Paz (EPMP) conta com 39 participantes, sendo 26 militares das Forças Armadas, cinco policiais militares, dois policiais rodoviários federais e seis estrangeiros — três do Reino Unido e três do Peru.

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Criado em 2010, a partir da estrutura do extinto Centro de Instrução de Operações de Paz (CIOpPaz) do Exército Brasileiro, o CCOPAB foi batizado em homenagem ao diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, morto em serviço no Iraque em 2003. O centro tem ampliado seu prestígio internacional, recebendo também militares de países como Argentina, Chile, Estados Unidos, França e Canadá.

Além de cursos, estágios e exercícios avançados voltados a profissionais militares, a instituição oferece programas para o público civil, como o Estágio de Preparação para Assessores de Imprensa em Áreas de Conflito, o Curso de Proteção de Civis e o Curso de Segurança e Salvaguarda em Ambientes com Missão das Nações Unidas.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

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O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

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Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

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Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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