Paraná
Corpo de Bombeiros alerta para riscos de acidentes com carregadores de celular
O uso de carregadores de celular faz parte da rotina do mundo moderno. Em casa, no trabalho, nos momentos de lazer e até mesmo no carro, quem nunca se viu procurando uma tomada para carregar a bateria do seu aparelho? Apesar de ser um ato corriqueiro, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) alerta que é preciso prestar atenção no uso incorreto de carregadores de celular, que oferece riscos de incêndios e explosões.
De acordo com a capitã Luisiana Guimarães Cavalca, do CBMPR, é fundamental que os consumidores escolham equipamentos certificados e de qualidade. “As pessoas acabam optando por cabos mais baratos, mas muitas vezes eles não são aprovados pela Anatel e não têm estrutura para suportar a caloria gerada durante o carregamento. Isso pode causar superaquecimento, curto-circuito e até explosão”, alerta.
No caso do carregamento em veículos, ela cita uma ocorrência recente atendida pelos bombeiros em Curitiba, em que um carro em movimento teve uma explosão no celular que estava carregando no veículo. O motorista se assustou, perdeu o controle e acabou causando um acidente.
Segundo a oficial, é preciso estar atento durante o carregamento do aparelho. “Nunca se deve deixar o celular carregando sem supervisão, principalmente ao sair de casa. Já houve situações em que pessoas deixaram o aparelho carregando e, ao voltarem, encontraram a residência em chamas e o celular foi apontado como causa provável do incêndio”, afirma.
Outro erro comum é carregar o celular sobre a cama ou embaixo do travesseiro. “O colchão é um material que queima muito rápido. Se ocorrer um curto-circuito, o fogo se espalha rapidamente e pode causar grandes danos. O ideal é deixar o aparelho sobre uma superfície firme e afastada de materiais inflamáveis”, orienta a capitã.
Ela também chama atenção para o carregamento dentro dos carros. “O ideal é ligar o veículo primeiro e só depois conectar o celular. Isso porque, ao acionar o motor, pode haver uma variação de tensão que pode resultar desde dano ao aparelho, até uma explosão”, explica.
Para quem tem criança ou animais em casa, ela ressalta que é importante retirar o carregador da tomada após o uso. “Eles podem morder o cabo que está ligado à tomada e levar um choque”. Por fim, vale sempre ficar atento à bateria, se ela esquenta muito durante o carregamento, ou está estufada, é um sinal de que está com problema e pode causar explosão.
Dicas:
– Utilize apenas cabos e carregadores aprovados pela Anatel – verifique a certificação na embalagem.
– Não deixe o celular carregando quando sair de casa.
– Evite carregar o aparelho sobre camas, sofás ou travesseiros, pois eles queimam rapidamente.
– Desconecte o carregador da tomada após o uso, evitando o risco de choque, especialmente com crianças.
– Fique atento a sinais de problema na bateria, como aquecimento excessivo ou estufamento.
– No carro, conecte o celular apenas após ligar o veículo.
Fonte: Governo PR
Paraná
Homem denunciado pelo MPPR é condenado a 36 anos e 8 meses de prisão por feminicídio cometido na presença da filha da vítima em Nova Prata do Iguaçu
O Tribunal do Júri de Salto do Lontra, no Sudoeste do estado, condenou na última sexta-feira, 2 de outubro, um homem denunciado pelo Ministério Público do Paraná pelo feminicídio da companheira, ocorrido em 16 de maio de 2025, no município de Nova Prata do Iguaçu. O réu foi condenado a 36 anos e 8 meses de reclusão pelo feminicídio e também por posse ilegal de munições de uso permitido.
Áudio do Promotor de Justiça Leonardo Penna Guedes Amin
De acordo com a denúncia, o crime ocorreu após uma discussão entre o réu e a vítima e foi motivado por sentimento de posse e controle em relação à mulher. O homem ficou inconformado com vídeos que ela publicava na rede social TikTok e a atacou com uma faca dentro da residência do casal. A filha da vítima, de seis anos, estava presente no local no momento do crime.
Após o feminicídio, o condenado deixou a filha na casa do avô paterno, dirigiu-se à residência da irmã da vítima e relatou o ocorrido. Na sequência, foi até o destacamento da Polícia Militar, onde se entregou.
Aumento de pena – O Conselho de Sentença reconheceu o feminicídio e as três causas de aumento de pena: o fato de o crime ter sido cometido na presença física de descendente da vítima, o emprego de meio cruel e a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Além da condenação pelo feminicídio, o homem foi condenado por posse ilegal de munições de uso permitido. Após o crime, foram encontradas seis munições calibre .38 no guarda-roupas do réu.
Processo 0001557-68.2025.8.16.0149.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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