Paraná
Estado promove Hackathon da Educação Profissional com desafios para 171 alunos
A etapa estadual do 1º Desafio da Educação Profissional e Tecnológica, uma iniciativa inédita da Secretaria da Educação do Paraná (Seed-PR), reúne em Foz do Iguaçu 171 estudantes da rede estadual de ensino. Aberto na terça-feira (23), o evento segue até esta quinta (25) e busca fomentar o protagonismo estudantil por meio de desafios práticos que envolvem os eixos tecnológicos dos cursos técnicos oferecidos pela rede.
A proposta do desafio é incentivar os jovens a explorar tecnologias emergentes e desenvolver soluções inovadoras para problemas reais, aproximando a formação escolar das demandas do mercado de trabalho e da sociedade. “Esse desafio mostra a força e a criatividade dos nossos estudantes da Educação Profissional e Tecnológica, que estão colocando em prática soluções inovadoras para problemas reais. É um momento que valoriza a formação técnica e aproxima ainda mais a escola do mundo do trabalho”, afirmou o secretário estadual da Educação, Roni Miranda.
Os participantes da etapa estadual foram selecionados na primeira fase da competição, realizada em abril, que contou com 870 inscritos dos cursos da educação profissional ofertados na rede. Com o tema “Otimização de Processos e Sustentabilidade: como melhorar a eficiência produtiva, reduzindo desperdícios e impactos socioambientais”, esta fase inicial aconteceu nas escolas e mobilizou alunos da 1ª, 2ª e 3ª séries do Ensino Médio Integrado à Educação Profissional e Tecnológica.
“Os projetos da primeira fase passaram pela análise de uma comissão técnica, que selecionou 32 propostas para a etapa estadual. Cada Núcleo Regional de Educação (NRE) indicou um grupo classificado”, explica Mariley Duarte Rocha de Oliveira, coordenadora Pedagógica no Departamento de Educação Profissional da Seed-PR.
“Os autores das propostas selecionadas estão em Foz do Iguaçu, acompanhados por um professor monitor, para disputar o Hackathon da Educação Profissional e Tecnológica. Eles foram organizados em grupos de dois a seis integrantes e desafiados a criar soluções para problemas reais envolvendo tecnologia, inovação e sustentabilidade”, informa Mariley.
TRABALHO DE DESTAQUE – Incentivar o consumo consciente e a economia circular, por meio da destinação de roupas e tecidos sem reaproveitamento para reciclagem. Esta foi a ação desenvolvida no trabalho “Feira das Maravilhas – Sustentabilidade na Prática”, responsável por levar um grupo de estudantes do Colégio Estadual João Plath, de Mauá da Serra, à etapa final da competição.
“O projeto mostrou como a criatividade dos estudantes pode gerar impacto social e ambiental. Os alunos transformaram o descarte de roupas e tecidos em oportunidade, promovendo a economia circular e incentivando o consumo consciente”, explica Mariley.
Além de destinar peças não comercializadas ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) local e encaminhar tecidos para reciclagem, eles também fizeram uma visita técnica à empresa Bioverde Reciclagem, em Apucarana, conhecendo o processo de transformação de resíduos têxteis em biocombustível.
A proposta incluiu, ainda, a organização de estandes para comercialização de produtos reaproveitados, utilizando a moeda escolar “Joplinha”, criada com base na frequência dos estudantes.
“Essa iniciativa, que uniu inovação, sustentabilidade e responsabilidade social, exemplifica o tipo de solução criativa e transformadora que levou os jovens paranaenses a participar da competição estadual, evidenciando o protagonismo estudantil e a contribuição da Educação Profissional para a formação de cidadãos críticos e preparados para os desafios do futuro”, destacou.
COMPETIÇÃO E VISIBILIDADE – Durante o evento em Foz do Iguaçu, os estudantes participam de novos desafios diários voltados à inovação tecnológica. Cada grupo tem à disposição um computador para desenvolver as propostas, que serão apresentadas ao final de cada jornada.
As atividades se estendem ao longo do dia inteiro e culminam com a premiação organizada em parceria com a plataforma Alura, que além de subsidiar a organização do evento, também oferecerá troféus, fones de ouvido e caixas de som às equipes vencedoras. Também apoiam o evento as plataformas educacionais Start e FIAP (ambas pertencentes à Alura)
“Muitas empresas paranaenses contratam os estudantes ainda durante o curso, valorizando os projetos e protagonismo dos jovens. Este será um momento de grande troca, com a validação dos projetos, para os estudantes da EPT, além mostrar ao setor produtivo as grandes ações desenvolvidas dentro das escolas”, afirma Mariley.
EPT EM EXPANSÃO – A oferta da Educação Profissional e Técnica pela rede estadual, tem crescido exponencialmente no Paraná, saltando de 15.166 novas matrículas em 2018 para 50.028 novas matrículas em 2025. Hoje, mais de 112 mil estudantes cursam a modalidade na rede.
Fonte: Governo PR
Paraná
Homem denunciado pelo MPPR é condenado a 36 anos e 8 meses de prisão por feminicídio cometido na presença da filha da vítima em Nova Prata do Iguaçu
O Tribunal do Júri de Salto do Lontra, no Sudoeste do estado, condenou na última sexta-feira, 2 de outubro, um homem denunciado pelo Ministério Público do Paraná pelo feminicídio da companheira, ocorrido em 16 de maio de 2025, no município de Nova Prata do Iguaçu. O réu foi condenado a 36 anos e 8 meses de reclusão pelo feminicídio e também por posse ilegal de munições de uso permitido.
Áudio do Promotor de Justiça Leonardo Penna Guedes Amin
De acordo com a denúncia, o crime ocorreu após uma discussão entre o réu e a vítima e foi motivado por sentimento de posse e controle em relação à mulher. O homem ficou inconformado com vídeos que ela publicava na rede social TikTok e a atacou com uma faca dentro da residência do casal. A filha da vítima, de seis anos, estava presente no local no momento do crime.
Após o feminicídio, o condenado deixou a filha na casa do avô paterno, dirigiu-se à residência da irmã da vítima e relatou o ocorrido. Na sequência, foi até o destacamento da Polícia Militar, onde se entregou.
Aumento de pena – O Conselho de Sentença reconheceu o feminicídio e as três causas de aumento de pena: o fato de o crime ter sido cometido na presença física de descendente da vítima, o emprego de meio cruel e a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Além da condenação pelo feminicídio, o homem foi condenado por posse ilegal de munições de uso permitido. Após o crime, foram encontradas seis munições calibre .38 no guarda-roupas do réu.
Processo 0001557-68.2025.8.16.0149.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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