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Operação Turrim Lavare descapitaliza organização criminosa com atuação no Sul do País

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Brasília, 15/10/2015 — Com o objetivo de descapitalizar uma organização criminosa que teria movimentado R$ 120 milhões oriundos do tráfico de drogas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, foi deflagrada, nesta quarta-feira (16), a Operação Turrim Lavare. A ação é da Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PC/RS), com o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e da Polícia Civil de Santa Catarina (PC/SC).

O bloqueio de ativos pode chegar a R$ 2 milhões. O grupo investigado atuava na lavagem de capitais por meio do sistema financeiro e na inserção de recursos ilícitos na economia formal, especialmente por meio da compra de veículos e imóveis. As movimentações bancárias eram realizadas de forma dissimulada e estruturada, com pulverizações, fracionamentos, triangulações, uso de contas de idosos e contas de passagem (com depósitos e saques rápidos), além de casas lotéricas.

Segundo a PC/RS, os valores provenientes do tráfico de drogas foram bloqueados. A ação resultou na prisão de 50 pessoas, além da apreensão de dez veículos, armas de fogo, munições, drogas, dinheiro, balanças de precisão e anotações relacionadas ao tráfico.

A operação é resultado do trabalho do Denarc/DRLD da PC/RS, com apoio de outras unidades da instituição, da PC/SC e do MJSP, por meio da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi) e da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio do Projeto IMPULSE — iniciativa vinculada ao Programa Enfoc, que fomenta ações integradas para enfrentar e descapitalizar organizações criminosas.

“O trabalho conjunto reforça o compromisso da Senasp em promover a integração entre as polícias judiciárias e fortalecer a capacidade investigativa dos estados no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas”, afirma o diretor da Diopi, Rodney da Silva.

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Medidas cautelares

Foram cumpridas 209 medidas cautelares em 19 municípios do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina: 68 prisões preventivas; 74 bloqueios de contas bancárias; 20 restrições judiciais de veículos — Restrições Judiciais Sobre Veículos Automotores (Renajud)—; quatro sequestros veiculares, 37 mandados de busca e apreensão e seis sequestros de imóveis. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 120,3 milhões como medida para descapitalizar a organização criminosa investigada.

As ordens de busca e apreensão foram cumpridas nas seguintes cidades do Rio Grande do Sul: Novo Hamburgo, Campo Bom, Três Coroas, Lajeado, Gravataí, Alvorada, Capão Novo, Tramandaí, Novos Cabrais, Porto Alegre (bairro Lomba do Pinheiro), Torres, Esteio, Canoas, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Portão e Montenegro. Em Santa Catarina, as diligências ocorreram em Florianópolis (bairros Carianos e Cachoeira do Bom Jesus) e Vargem Bonita, no oeste do estado.

Recrutamento para atividades criminosas

As investigações revelaram que os valores ilícitos circulavam entre líderes, gerentes, operadores ligados diretamente ao narcotráfico e “laranjas” recrutados para movimentar pequenas quantias em diversas contas, com o objetivo de dificultar a identificação pelos órgãos de controle. Chamou a atenção das autoridades o uso de indivíduos com antecedentes criminais por tráfico, homicídios e roubos para atuar na pulverização dos recursos.

Além de líderes regionais e comparsas no litoral gaúcho, foi decretada a prisão preventiva de um líder estadual de uma organização criminosa do Rio Grande do Sul, que havia sido preso recentemente no exterior pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. As provas financeiras também indicaram conexões entre operadores do litoral e líderes da região metropolitana de Porto Alegre, evidenciando a capilaridade da rede.

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Fase 1 da Operação Turrim

Na primeira fase da Operação Turrim, deflagrada em 2023, já haviam sido decretados 65 mandados de prisão contra integrantes da quadrilha nos dois estados. Na ocasião, foram apreendidas drogas e mais de 30 armas de fogo. Também foram comprovadas ligações da organização com homicídios no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, além de ameaças a autoridades policiais, com prisão preventiva de empresários, comerciantes e advogados.

Os delegados Adriano Nonnenmacher e Rafael Liedtke ressaltaram que a Operação Turrim Lavare tem como foco a descapitalização e responsabilização criminal de integrantes de uma organização voltada à lavagem de dinheiro oriundo do narcotráfico.

Para o diretor de investigações, delegado Alencar Carraro, “esta segunda fase é importante porque atinge a alta cúpula do narcotráfico gaúcho, com base em provas robustas obtidas após um ano de análises e diligências”.

O diretor-geral da PC/RS, delegado Carlos H. B. Wendt, destacou que se trata de mais uma ação exitosa da Polícia Civil, voltada ao enfrentamento de organizações com alto poderio financeiro e atuação no tráfico de drogas em escala estadual. “Nos últimos anos, os principais líderes dessas organizações foram indiciados ou presos pelo Denarc/PC/RS, com a descapitalização de cerca de R$ 130 milhões até o momento”, afirmou.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Ministério da Saúde reforça preparação do SUS em Roraima diante dos impactos da seca e do El Niño

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O Ministério da Saúde realiza, nos dias 15 e 16 de setembro, uma visita técnica a Roraima para avaliar a capacidade de resposta do estado aos impactos da seca e da estiagem na saúde da população e no funcionamento dos serviços de saúde. A missão será conduzida pelo Departamento de Emergências em Saúde Pública (DEMSP), da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), em articulação com as secretarias de Atenção Especializada à Saúde (SAES), de Atenção Primária à Saúde (SAPS) e de Saúde Indígena (SESAI), além da Secretaria de Estado da Saúde de Roraima.

A iniciativa ocorre diante do agravamento das condições climáticas no estado. Em 2 de setembro, o Governo de Roraima decretou situação de emergência em razão da estiagem, classificada como desastre de nível 2, de média intensidade, pelo período de 180 dias. A atuação do El Niño, atualmente classificado como de intensidade muito forte, pode intensificar a seca nos próximos meses, aumentando o risco de incêndios florestais e os possíveis impactos sobre a população e a rede de saúde.

Os indicadores ambientais já apontam para o agravamento do cenário. Agosto de 2026 registrou o maior número de focos de calor da série histórica para o período em Roraima. Até 27 de agosto, foram contabilizadas 87 ocorrências, superando o recorde anterior, de 78 focos, registrado em 2023.

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Durante a visita, representantes do Ministério da Saúde e do estado vão apresentar o cenário da seca e da estiagem em Roraima, discutir as estratégias de preparação já existentes e avaliar as possibilidades de apoio federal. A programação prevê, ainda, a definição de uma estratégia de intervenção e a construção conjunta de um plano de ação para o enfrentamento dos impactos associados ao El Niño. No segundo dia da agenda, o plano será apresentado e pactuado entre os participantes.

Preparação do SUS

A iniciativa em Roraima integra as ações de preparação e resposta do Ministério da Saúde diante de emergências relacionadas ao clima e ocorre em meio à mobilização nacional para preparar o SUS para os impactos do El Niño.

No início de setembro, gestores dos 26 estados e do Distrito Federal participaram de uma nova etapa de construção dos Planos Estaduais de Enfrentamento ao fenômeno, considerando os riscos, as necessidades e as vulnerabilidades de cada território. A atuação federal inclui o monitoramento de eventos como estiagens prolongadas, ondas de calor, incêndios florestais, baixa umidade, chuvas intensas e enchentes, com a produção de análises para orientar alertas, identificar áreas prioritárias, apoiar a preparação da rede de saúde e atualizar os planos de contingência.

Nesse trabalho, o Ministério da Saúde conta com oito Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC), localizados em Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Santarém (PA), Salvador (BA) e Fortaleza (CE). Os centros reúnem e analisam dados climáticos e epidemiológicos para identificar riscos, apoiar a elaboração de planos de contingência e subsidiar a resposta do SUS diante de eventos extremos.

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A Força Nacional do SUS (FN-SUS) também está disponível para apoiar estados e municípios nas ações de assistência, conforme a necessidade e a avaliação técnica de cada ocorrência. O país conta, atualmente, com três bases regionais em funcionamento — em Porto Alegre, Salvador e Rio de Janeiro. Equipadas com posto médico avançado, comunicação via satélite e drones, as estruturas podem deslocar apoio para localidades de suas regiões de referência em até 12 horas. Outras seis bases estão previstas até o fim de 2026.

As iniciativas fazem parte de uma estratégia mais ampla de adaptação do setor saúde às mudanças climáticas. Apresentado durante a COP30, o AdaptaSUS — Plano Nacional de Adaptação do Setor Saúde às Mudanças Climáticas — estabelece 27 metas e 93 ações até 2035, com previsão de R$ 9,8 bilhões em investimentos para a adaptação estrutural da rede de saúde.

Deborah Novais
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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