Brasil
O papel dos agentes comunitários e de combate às endemias na rede pública de saúde
Nos bairros, vielas, conjuntos habitacionais e nas ruas mais movimentadas do país, há sempre alguém batendo à porta com um olhar atento e disposição para ouvir e cuidar. Eles são os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e os Agentes de Combate às Endemias (ACE), profissionais que constroem relações de confiança e transformam a saúde em algo vivo, próximo e cotidiano.
Agentes Comunitários de Saúde: a porta de entrada do SUS
Nas visitas domiciliares, os ACSs identificam necessidades de saúde, incentivam hábitos preventivos e orientam populações vulneráveis. São eles que percebem sinais precoces, encaminham as pessoas aos serviços de saúde e ajudam a garantir que ninguém fique sem acompanhamento.
Cíntia Fernanda de Lima atua em Ponta Negra, Natal (RN), e explica que essa proximidade vai além dos deveres da profissão. “O contato direto com as famílias nos faz criar vínculos muito importantes, já que o usuário passa a confiar em você e na equipe, nos tratando muitas vezes como alguém da família”.
Os anos de experiência mostraram para Cíntia como sua profissão é importante. Para ela, esse vínculo é o que permite derrubar barreiras e aproximar ainda mais a comunidade do SUS. “Ao entrar nos lares encontramos espaços de acolhimento e construímos relações sólidas com as famílias. Somos elo, chegamos na casa das pessoas e eles nos abrem as portas de suas vidas.”, relata.
Para Cíntia, acompanhar de perto o território é o encontro entre conhecimento técnico e escuta ativa, onde nascem as mudanças reais no cotidiano das pessoas. “É só assim que conseguimos saber onde estão as potências desta comunidade e suas fragilidades, e dessa forma realizar a promoção e prevenção a saúde adequadamente”.

Foto: arquivo pessoal
Agentes de Combate às Endemias: prevenção que salva
Os ACEs são profissionais dedicados à vigilância ambiental, à prevenção e ao controle de doenças endêmicas, como a dengue, a zika e a chikungunya. No dia a dia, eles vistoriam imóveis, identificam possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, orientam moradores e coletam informações que ajudam no planejamento das ações de saúde.
Em Santa Cruz Cabrália, no sul da Bahia, Rutheneia Silva Barreto percorre ruas e quintais todos os dias com um olhar atento. Como agente de combate às endemias, sua rotina combina técnica, escuta e presença constante no território.
Em cada visita, ela conversa com os moradores e reforça cuidados simples que fazem toda a diferença no controle das doenças. “Oriento os moradores sobre como eliminar criadouros e manter os reservatórios limpos e tampados”, explica. Esse cuidado é acompanhado de retornos periódicos e contínuo das ações.
Para Rutheneia, o sucesso do trabalho é coletivo e depende diretamente da colaboração da comunidade. Sem a participação ativa das pessoas, os esforços dos agentes teriam um alcance limitado. “A comunidade é essencial no processo, porque a responsabilidade do imóvel é do próprio morador. Faço um levantamento de imóveis e terrenos baldios, que me possibilita mapear os locais com mais incidências de focos do mosquito e onde pode haver uma infestação de arboviroses”.
Além das visitas domiciliares, Rutheneia também participa de campanhas de saúde, ações coletivas e atividades educativas que ajudam a fortalecer a consciência social sobre a importância de manter os cuidados de forma permanente. É nesse diálogo constante com a população que seu trabalho ganha força e impacto real.

Foto: arquivo pessoal
As trajetórias de Cíntia e Rutheneia mostram que os agentes de saúde não são apenas profissionais a serviço do SUS, são presenças afetivas, técnicas e transformadoras dentro das comunidades. Elas representam o cuidado onde os desafios se apresentam e as soluções são construídas coletivamente.
De casa em casa, esses agentes fortalecem o vínculo entre população e sistema de saúde, levando informação, prevenção e esperança. São, ao mesmo tempo, o rosto, a escuta e a ação do SUS nas comunidades.
Janaína Oliveira
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
Hidrovia do São Francisco pode baratear alimentos e reforçar abastecimento no interior do país
O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) estuda a reativação da hidrovia do Rio São Francisco como forma de reduzir o custo do transporte de cargas, elevando o impacto no preço dos alimentos. A iniciativa busca melhorar o abastecimento de cidades do interior, com mais regularidade na chegada de produtos essenciais ao dia a dia da população.
Na prática, a expectativa é de aumento da circulação de mercadorias, dinamização das economias locais e geração de empregos em setores como transporte, operação portuária, comércio e serviços.
Atualmente, o trecho navegável tem 1.371 quilômetros, entre Pirapora (MG), Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), com potencial para atender 505 municípios e cerca de 11,4 milhões de pessoas. A estimativa é de movimentação de até 5 milhões de toneladas já no primeiro ano de operação.
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou que a reativação da hidrovia do São Francisco melhora a eficiência logística e reduz custos de transporte. “Ela também amplia a integração de regiões que dependem do rio como infraestrutura essencial. A volta da hidrovia do Velho Chico significa levar mais desenvolvimento, baratear o transporte de mercadorias e conectar pessoas.”
Para o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, a hidrovia também aumenta o acesso a insumos essenciais. “A hidrovia amplia a regularidade no transporte de cargas e melhora a chegada de alimentos e materiais indispensáveis, especialmente em regiões que dependem desse modal”, afirmou.
Entre as principais cargas previstas estão grãos como soja, milho e algodão, além de fertilizantes, calcário e gesso, insumos diretamente ligados à produção agrícola e ao custo final dos alimentos.
Mais conexão
O projeto de reativar a Hidrovia do São Francisco inclui ainda melhorias na navegabilidade do rio e na infraestrutura ao longo do percurso, além da implantação de Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4). A medida deve estender o acesso de municípios ribeirinhos ao transporte hidroviário e fortalecer a integração logística entre regiões do interior.
A gestão da hidrovia será transferida do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), em articulação com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), como parte da reorganização da governança do modal hidroviário.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
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