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Agro

Preço do boi gordo recua em São Paulo com aumento da oferta e pressão no atacado

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O mercado do boi gordo iniciou a semana com pressão baixista em São Paulo. De acordo com a Scot Consultoria, o aumento da oferta de animais terminados contribuiu para alongar as escalas de abate e reduzir os preços pagos pela arroba.

Segundo levantamento divulgado no informativo “Tem Boi na Linha”, a cotação do boi gordo caiu R$ 5,00 por arroba, enquanto a novilha recuou R$ 2,00/@. As demais categorias permaneceram estáveis no período.

Escalas mais longas pressionam preços

A consultoria aponta que as escalas de abate atingiram, em média, 10 dias, indicando maior conforto para a indústria frigorífica no curto prazo. Esse cenário reduz a urgência de compras e aumenta o poder de barganha dos frigoríficos, pressionando as cotações.

O avanço da oferta, típico deste período, segue como o principal fator de baixa no mercado físico.

Carne bovina perde força no atacado

No mercado atacadista, o desempenho também foi negativo. As vendas no varejo na última semana de abril ficaram abaixo do esperado, limitando a reposição de estoques por parte dos distribuidores.

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A expectativa de aquecimento da demanda antes do feriado do Dia do Trabalhador não se confirmou, já que o varejo ainda operava com estoques elevados.

Com isso, os preços da carne com osso recuaram:

  • Carcaça de boi capão: queda de 0,4% (R$ 0,10/kg)
  • Carcaça de boi inteiro: recuo de 2,1% (R$ 0,50/kg)

Entre as fêmeas:

  • Vaca: queda de 1,5% (R$ 0,35/kg)
  • Novilha: recuo de 1,1% (R$ 0,25/kg)

Apesar do cenário recente, a expectativa é de melhora gradual nas vendas nos próximos dias, o que pode trazer maior firmeza às cotações.

Proteínas concorrentes em alta

Enquanto a carne bovina perde força, as proteínas alternativas seguem em valorização. Ainda conforme a Scot Consultoria:

  • Frango médio: alta de 2,7% (R$ 0,18/kg)
  • Suíno especial: valorização de 3,3% (R$ 0,30/kg)

O movimento reforça a migração do consumo para opções mais acessíveis, especialmente em momentos de demanda mais enfraquecida.

Mercado futuro e indicadores

No mercado futuro da B3, o contrato do boi gordo com vencimento em abril de 2026 foi liquidado a R$ 356,15 por arroba.

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Já no mercado físico, os indicadores apresentaram os seguintes níveis:

  • Cepea: R$ 358,16/@
  • Scot Consultoria: R$ 361,38/@
Perspectivas para o mercado

O curto prazo ainda deve ser marcado por pressão da oferta e consumo moderado. No entanto, a possível retomada da demanda no varejo pode equilibrar o mercado, trazendo sustentação aos preços da arroba.

Para o produtor, o momento exige atenção à dinâmica entre oferta, consumo e custos, além do acompanhamento dos movimentos no mercado futuro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Imposto do pecado pode encarecer vinho no Brasil e frear crescimento do setor

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A proposta de criação do chamado “imposto do pecado” — o Imposto Seletivo previsto na reforma tributária — acendeu um sinal de alerta no mercado de vinhos no Brasil. A medida, que deve incidir sobre bebidas alcoólicas, pode provocar aumento significativo nos preços ao consumidor e desacelerar um setor que vinha registrando crescimento consistente nos últimos anos.

Atualmente, o vinho já enfrenta uma carga tributária próxima de 50% do preço final. Com a nova modelagem, a tendência é que o imposto seja aplicado de forma monofásica, sem possibilidade de compensação ao longo da cadeia produtiva. Na prática, isso amplia a pressão sobre os preços e reduz a competitividade, especialmente no mercado formal.

Impacto vai além do consumo

Os efeitos da nova tributação não devem se restringir ao bolso do consumidor. Especialistas apontam que o aumento da carga tributária pode desestimular investimentos, reduzir a atratividade do setor e impactar diretamente segmentos associados, como gastronomia, turismo e hospitalidade.

A cadeia do vinho no Brasil envolve desde produtores nacionais e importadores até distribuidores, bares, restaurantes e operadores turísticos. Um cenário de encarecimento tende a gerar retração no consumo e comprometer o ritmo de expansão observado nos últimos anos.

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Wine South America deve concentrar debates do setor

O tema ganha ainda mais relevância às vésperas da Wine South America (WSA), uma das principais feiras profissionais do setor na América Latina. O evento será realizado entre os dias 12 e 14 de maio, em Bento Gonçalves (RS), reunindo mais de 400 marcas nacionais e internacionais, além de representantes de cerca de 20 países.

Com expectativa de movimentar aproximadamente R$ 100 milhões em negócios, a feira também se consolida como um importante espaço para discussões estratégicas. Em meio às incertezas regulatórias, a tributação sobre bebidas alcoólicas deve ser um dos principais pontos de debate entre os players do mercado.

Segundo Marcos Milaneze, diretor da Wine South America, a discussão sobre a tributação é válida, mas precisa considerar as particularidades do vinho.

“O vinho possui um perfil de consumo distinto, historicamente associado à moderação e à experiência gastronômica, além de desempenhar papel relevante em cadeias ligadas ao turismo e à economia criativa”, destaca.

Mercado segue em expansão, apesar dos desafios

Dados recentes mostram o potencial do setor. Em 2025, o mercado brasileiro de vinhos e espumantes movimentou cerca de R$ 21,1 bilhões, com crescimento próximo de 10% em relação ao ano anterior, segundo levantamento da Ideal.BI.

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O avanço foi impulsionado, principalmente, pelo aumento do tíquete médio e pela valorização de produtos de maior qualidade. Os espumantes, por exemplo, já superam a marca de 40 milhões de litros comercializados por ano, evidenciando uma mudança consistente no perfil de consumo do brasileiro.

Incerteza regulatória exige atenção do setor

Diante desse cenário, a possível implementação do Imposto Seletivo surge como um fator de risco para a continuidade do crescimento. A definição das regras e alíquotas será determinante para o futuro da cadeia vitivinícola no país.

Enquanto isso, produtores, importadores e demais agentes do mercado acompanham de perto as discussões, buscando equilíbrio entre arrecadação fiscal e sustentabilidade econômica de um setor que tem ganhado relevância no agronegócio e na economia brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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