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Brasil

MTE se prepara para assumir gestão do seguro-defeso e reforça combate a fraudes

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que aguarda a aprovação, pelo Congresso Nacional, da Medida Provisória (MP) que transfere a gestão do seguro-defeso do INSS para o MTE. Segundo ele, o Ministério já está se preparando para assumir essa responsabilidade e, com a mudança, as regras para a concessão do benefício serão mais rígidas, com o objetivo de coibir fraudes.

A expectativa é que, a partir de outubro, o MTE assuma a competência para analisar e conceder o benefício aos pescadores que têm direito a receber um salário mínimo durante o período do defeso. “Nosso compromisso é fiscalizar o seguro-defeso para garantir que o benefício chegue a quem realmente vive exclusivamente da pesca e evitar irregularidades”, afirmou o ministro Luiz Marinho, nesta quinta-feira (25), em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, em Brasília.

“Já estamos trabalhando e preparados para assumir essa tarefa, estabelecendo um processo rigoroso de análise dos beneficiários e garantindo o benefício a quem realmente tem direito”, reforçou. Ele lembrou ainda que o Ministério da Pesca continuará responsável pelo cadastro dos pescadores.

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Luiz Marinho informou que, em 2024, cerca de 1,25 milhão de beneficiários receberam o seguro-defeso, com orçamento de R$5,8 bilhões. Para este ano, o orçamento foi de R$6,4 bilhões, mas os recursos já foram integralmente utilizados.

A partir de outubro, o MTE passará a realizar a verificação presencial dos requisitos para habilitação, como etapa de validação do requerimento digital, que hoje é feito integralmente de forma remota, via aplicativo ou pela Central 135 do INSS. Equipes do MTE serão deslocadas para atuar nos estados do Amazonas, Bahia, Maranhão, Pará e Piauí, que concentram 75% dos pescadores artesanais registrados no país.

Empregadores domésticos


O ministro também alertou mais de 80 mil empregadores domésticos que estão em atraso com o recolhimento do FGTS de 154 mil trabalhadores. O prazo para regularização voluntária vai até 31 de outubro, e o valor acumulado da dívida chega a R$ 375 milhões. “Os empregadores podem acessar o eSocial para regularizar sua situação e evitar penalidades”, destacou. Dados do MTE indicam que o país conta com cerca de 1,1 milhão de empregadores domésticos com carteira assinada.

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Emprego formal


Luiz Marinho destacou os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), que apontam a criação de mais de 1,34 milhão de novos empregos formais nos sete primeiros meses de 2025. Somente em julho, foram 129 mil novas contratações com carteira assinada, elevando o total de vínculos formais no ano para 1,3 milhão.

Segundo a PNAD Contínua, do IBGE, no trimestre encerrado em julho, o país atingiu o recorde histórico de 39,1 milhões de trabalhadores com carteira assinada e registrou a menor taxa de desemprego desde o início da série, em 2012, com 5,6%.

Assista à entrevista completa aqui.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Parceria entre Ministério da Saúde e Caixa garante cerca de R$ 1 bilhão para instituições filantrópicas

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O Ministério da Saúde e a Caixa Econômica Federal firmaram, nesta quarta-feira (3/6), contratos que viabilizam a liberação de aproximadamente R$ 1 bilhão para oito instituições hospitalares filantrópicas do país. As unidades integram a rede complementar do Sistema Único de Saúde (SUS) e são referência na oferta de atendimentos especializados. Os recursos serão destinados por meio da linha de crédito “Caixa Hospitais FGTS”, que oferece condições facilitadas de financiamento, contribuindo para o equilíbrio financeiro dos hospitais e Santas Casas para a continuidade da assistência para pacientes da rede pública.

“Temos a expectativa de chegar, nos próximos dias, a R$ 2 bilhões em contratos de financiamento da Caixa para essas instituições. Essas instituições têm um papel importante para a população atendida pelo SUS. Para se ter uma ideia, em 2025, nós realizamos 14,9 milhões de cirurgias, 42% a mais do que foi feito em 2022. A maior parte dessas cirurgias foram feitas pelos hospitais filantrópicos e pelas Santas Casas”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Foto: Rafael Nascimento/MS
Foto: Rafael Nascimento/MS
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Os contratos assinados nesta quarta-feira contemplam:

  • Associação de Combate ao Câncer de Goiás (GO)
  • Santa Casa da Misericórdia de São Paulo (SP)
  • Santa Casa de Porto Alegre (RS)
  • Hospital José Silveira (BA)
  • Instituto de Câncer de Londrina (PR)
  • Associação Hospitalar Vila Nova (RS)
  • Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos (RJ)
  • Fundação Assistencial da Paraíba (PB)

Além das contemplações desta etapa, outras 115 instituições já receberam aval para apresentar propostas de financiamento à linha CAIXA Hospitais FGTS. São unidades hospitalares habilitadas pelo programa Agora Tem Especialistas na modalidade crédito financeiro.

Hospitais filantrópicos e Santas Casas no Brasil

No total, existem 1.959 instituições filantrópicas no país, sendo 324 Santas Casas. As unidades oferecem uma ampla variedade de especialidades e serviços, incluindo clínica médica, cirurgia geral, ortopedia, cardiologia, oncologia, pediatria, ginecologia e obstetrícia, além de leitos de terapia intensiva e atendimento de urgência e emergência. Com essa estrutura, as instituições contribuem diretamente para a redução do tempo de espera, ampliação do acesso a tratamentos especializados e o fortalecimento da assistência hospitalar em municípios de diferentes localidades.

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Toda essa rede assistencial registrou nos últimos três anos (2023-2025), um total de 839,6 milhões de atendimentos ambulatoriais e 17,3 milhões de internações. O custo desses procedimentos para o Governo do Brasil foi de R$ 56,3 bilhões. Os números refletem a dimensão da rede filantrópica no atendimento à população brasileira e sua importância para a garantia do acesso aos serviços de saúde em todo o país.

Eduarda Paixão
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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