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Brasil compartilha experiência em Destinos Turísticos Inteligentes (DTIs) durante Semana do Turismo no Peru

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O Ministério do Turismo participou, nesta terça-feira (24), da Semana do Turismo da Universidade de Ciências Aplicadas, em Lima, na República do Peru. A instituição peruana convidou o Brasil para apresentar seu modelo de transformação de destinos, com destaque para experiência brasileira, considerada referência nacional em inovação e sustentabilidade.

A coordenadora-geral de Inovação, Inteligência e Estatísticas do Turismo, Bárbara Blaudt Rangel, representou o MTur no painel dedicado à inovação, levando a experiência brasileira no desenvolvimento de Destinos Turísticos Inteligentes (DTIs). Durante sua apresentação, Bárbara abordou como case a cidade de Curitiba (PR), que vem aplicando práticas sustentáveis e de inteligência no turismo, especialmente nas áreas de gastronomia e hotelaria, em sintonia com o tema dos demais palestrantes do encontro.

Na ocasião, Bárbara também reforçou a importância da Rede DTI como um marco para o setor. “Ao reunir destinos e instituições em torno da inovação, reforçamos que a cooperação é essencial para fortalecer o turismo. A Rede transforma conhecimento em práticas concretas e ajuda a tornar o Brasil mais competitivo, sustentável e preparado para os desafios globais do setor”, destacou.

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Atualmente, 28 municípios brasileiros já trabalham a transformação inteligente de seus territórios, sendo que 21 deles aplicam a metodologia oficial de Destinos Turísticos Inteligentes (DTIs).

O evento segue até sexta-feira (26) com especialistas, gestores públicos e representantes do setor para debater soluções inovadoras que promovam a competitividade e a sustentabilidade no turismo internacional.

Por Lívia Albernaz 

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Ministério da Saúde apresenta modelo de atenção à saúde indígena no México

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Em agenda oficial na Cidade do México, a comitiva do Ministério da Saúde compartilhou a experiência do Brasil na gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). O encontro acontece na mesma semana em que a política pública voltada à saúde dos povos indígenas completa 27 anos. No Brasil, o subsistema integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS) atende a mais de 821 mil indígenas, em todas as cinco regiões do país.

A Secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, esteve à frente da apresentação do tema durante reunião com representantes do governo mexicano. Segundo ela, o SasiSUS possui princípios que promovem a escuta ativa, fomentam o diálogo e a participação direta dos povos indígenas nas decisões.

“O acesso à saúde é um direito de todos e o Brasil construiu um subsistema que realmente prioriza e valoriza a história dos povos indígenas, e é por isso que nossas experiências interessam a outras nações. O SasiSUS é mais do que uma política de Estado; esse modelo fortalece a saúde com equidade, promove a cidadania e o controle social, com respeito às especificidades, às culturas e aos saberes tradicionais”, ressaltou.

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O diálogo entre representantes do Brasil e do México também abordou temas como medicina tradicional indígena, participação de parteiras nos sistemas de saúde, direitos humanos, formação de especialistas e interculturalidade. O intercâmbio de conhecimentos sobre desafios e experiências amplia as possibilidades futuras de cooperação técnica entre os países.

Como funciona o SasiSUS

Criado em 23 de setembro de 1999, o SasiSUS conta com 34 Distritos Especiais de Saúde Indígena (DSEI), que estão distribuídos em todo o território nacional. Esse modelo promove a atenção integral à saúde de forma intercultural e alinha a medicina contemporânea com os saberes tradicionais. Dentro das aldeias, as Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) são o ponto inicial de atenção primária para os povos indígenas.

A rede de assistência ligada ao subsistema também contempla o suporte de polos-base, localizados em aldeias estratégicas e possuem a função de organizar os fluxos de atendimentos, além de prestar apoio administrativo e assistencial para as equipes de saúde. Quando são necessários serviços especializados ou de média e alta complexidade, os usuários indígenas são encaminhados para as unidades de média e alta complexidade do SUS. Enquanto recebem atendimento nos centros urbanos, os pacientes indígenas e seus acompanhantes são acolhidos pelas Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) até o retorno às suas aldeias de origem.

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Ao todo, são 1.211 UBSI, 388 polos-base e 70 Casai. Os atendimentos no SasiSUS são realizados por equipes multidisciplinares de saúde indígena, compostas por médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. Também há atuação de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (AISAN), que promovem a ponte linguística e cultural entre os povos e os demais profissionais de saúde.

Rayane Bueno
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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