Agro
TCU alerta governo Lula sobre irregularidade em uso do piso da meta fiscal
O Tribunal de Contas da União (TCU) enviou nesta quarta-feira (24) um alerta ao governo federal sobre a condução da política fiscal. A corte considera irregular utilizar o piso da meta como referência para decidir sobre contingenciamento de verbas. Segundo o entendimento do plenário, o parâmetro correto deve ser o centro da meta estabelecida.
Meta fiscal para 2025 e margem de tolerância
A meta de resultado primário definida para 2025 é de déficit zero, com margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a cerca de R$ 31 bilhões, tanto para cima quanto para baixo.
Nesta semana, a equipe econômica projetou déficit de R$ 30,2 bilhões para o fechamento do ano, número que se enquadra dentro da faixa de tolerância. Por essa razão, o governo não anunciou bloqueio adicional de recursos, prática que vem adotando nas últimas avaliações fiscais.
Bloqueio de verbas já anunciado
Até o momento, o Executivo apontou a necessidade de contingenciar R$ 12,1 bilhões. No entanto, essa medida não está relacionada ao cumprimento da meta fiscal, mas sim à observância do teto de gastos.
Decisão do TCU sobre prática irregular
No voto aprovado nesta quarta-feira, inicialmente divulgado pela Folha de S.Paulo, o TCU destacou:
“A adoção do limite inferior do intervalo de tolerância, em substituição ao centro da meta de resultado primário, como parâmetro para a limitação de empenho e movimentação financeira, revela-se incompatível com o regime jurídico-fiscal vigente.”
Repercussão no governo
O Ministério do Planejamento e Orçamento, até o momento, não se manifestou oficialmente sobre o alerta emitido pelo tribunal. Caso prevaleça o entendimento do TCU, o governo poderá ser obrigado a ampliar o contingenciamento de recursos de ministérios, reforçando o controle das contas públicas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Exportações de madeira brasileira recuam 8% em 2026 com impacto de tarifas, dólar e custos logísticos
As exportações brasileiras de madeira registraram retração no primeiro semestre de 2026, pressionadas pelo cenário internacional de custos elevados, oscilações cambiais e barreiras comerciais. Dados do setor apontam que os dez principais produtos acompanhados pela WoodFlow tiveram redução de 6% no volume embarcado e queda de 8% no valor exportado entre janeiro e junho, na comparação com o mesmo período de 2025.
Segundo informações do portal ComexStat, as vendas externas de produtos de madeira somaram US$ 855,2 milhões no acumulado do ano, contra US$ 929,5 milhões registrados no mesmo intervalo do ano anterior.
Apesar do desempenho negativo no semestre, o mercado apresentou sinais de estabilidade em junho, quando as exportações alcançaram US$ 154,4 milhões, praticamente em linha com os US$ 155 milhões movimentados em maio.
Setor madeireiro enfrenta desafios no mercado internacional
A redução das exportações brasileiras de madeira está relacionada principalmente ao aumento das incertezas no comércio global. Entre os fatores que influenciaram os resultados estão as políticas tarifárias dos Estados Unidos, a volatilidade do dólar e o avanço dos custos de produção e transporte internacional.
Para representantes do setor, esses elementos reduziram a competitividade dos produtos brasileiros diante de outros fornecedores globais.
Mesmo com as dificuldades, as empresas nacionais vêm ampliando estratégias para reduzir riscos, investindo em diversificação de produtos, mercados consumidores e maior eficiência operacional.
Estados Unidos seguem como principal destino da madeira brasileira
O mercado norte-americano continua sendo um dos principais compradores da madeira brasileira. No primeiro semestre de 2026, os Estados Unidos responderam por 24,7% das exportações nacionais do segmento, mantendo posição estratégica para os produtores brasileiros.
A forte participação norte-americana, porém, também aumenta a exposição do setor às mudanças na política comercial do país.
Especialistas avaliam que a redução de barreiras tarifárias poderia contribuir para recuperar a competitividade dos exportadores brasileiros e melhorar as margens dos produtores.
Europa amplia exigências ambientais para produtos de madeira
Além dos Estados Unidos, a União Europeia permanece como um mercado relevante para a madeira brasileira, especialmente para produtos como compensados de pinus.
No entanto, os exportadores precisam se preparar para novas exigências ambientais. A entrada em vigor do Regulamento Europeu contra o Desmatamento (EUDR) representa uma mudança importante nos critérios de acesso ao mercado europeu.
A legislação estabelece que produtos comercializados no bloco devem comprovar que não são provenientes de áreas associadas ao desmatamento após 2020.
Empresas que anteciparem processos de rastreabilidade, documentação e comprovação da origem da matéria-prima poderão conquistar vantagem competitiva diante das novas regras internacionais.
Rastreabilidade se torna diferencial para exportadores
A sustentabilidade passou a ser um dos principais critérios para compradores internacionais de produtos florestais.
Além da qualidade e do preço, mercados consumidores exigem cada vez mais informações sobre a origem da madeira, práticas de manejo e conformidade ambiental.
Nesse cenário, produtores brasileiros que investirem em tecnologia, certificações e sistemas de controle terão melhores condições de atender às demandas globais.
Mercado interno ganha importância para o setor madeireiro
Após um primeiro semestre marcado por oscilações nas exportações e no câmbio, empresas do setor avaliam que a diversificação continuará sendo uma estratégia essencial para os próximos meses.
Além da busca por novos mercados internacionais, o desenvolvimento do consumo interno aparece como uma oportunidade para reduzir a dependência das vendas externas.
A expectativa é que o setor avance em soluções de maior valor agregado, ampliando a presença da madeira brasileira em diferentes segmentos da construção civil, indústria moveleira e cadeias sustentáveis.
Perspectivas para as exportações de madeira brasileira
Mesmo diante dos desafios globais, o Brasil mantém vantagens competitivas no mercado florestal, com disponibilidade de matéria-prima, capacidade produtiva e crescente adoção de práticas sustentáveis.
Para 2026, o desempenho das exportações dependerá principalmente da evolução das tarifas internacionais, comportamento do dólar, custos logísticos e adaptação às novas exigências ambientais.
A combinação entre diversificação comercial, inovação e rastreabilidade será determinante para fortalecer a participação da madeira brasileira no comércio mundial.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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