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Piana participa de homenagens à Associação Comercial do Paraná e à educação adventista

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O governador em exercício Darci Piana participou nesta terça-feira (30) de duas homenagens promovidas pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) que celebraram o aniversário de 136 anos da Associação Comercial do Paraná (ACP) e os 130 anos da educação adventista no Brasil.

“Como governador em exercício e também presidente da Fecomércio, trabalhamos com a ACP pelo bem do nosso Estado e do nosso País, ajudando os empresários a prosperar. Meus parabéns a todos aqueles que trabalharam durante esses 136 anos, fazendo com que o nome da Associação Comercial do Paraná alcançasse reconhecimento no cenário nacional, sendo respeitada no Brasil inteiro pela sua conduta e pelo trabalho que realiza em prol do comércio”, afirmou Piana.

Segundo o presidente da Alep, Alexandre Curi, a homenagem é um reconhecimento pelos bons serviços prestados pela ACP. “Essa instituição empresarial é uma das mais tradicionais do Brasil e teve um protagonismo importante no desenvolvimento do Paraná. Ponte da Integração Brasil–Paraguai, Ponte de Guaratuba, terceira pista do Afonso Pena e a questão dos royalties, essas foram pautas em que a ACP teve um papel importante para auxiliar e apoiar o Governo do Estado e a Assembleia Legislativa a tirar esses projetos do papel”, comentou.

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COMÉRCIO – Promovida pela Alep e a Câmara Municipal de Curitiba (CMC) na sede da ACP, a solenidade reconheceu a contribuição da entidade para o desenvolvimento do comércio, do empreendedorismo e da economia paranaense ao longo de mais de um século de atuação.

O presidente da ACP, Paulo Sérgio Mercer Mourão, destacou o papel da entidade para o fortalecimento do comércio paranaense. “É uma data festiva para nós da Associação Comercial do Paraná, fundada pelo patrono do comércio paranaense, o Barão do Serro Azul. Somos uma das entidades mais antigas do nosso Estado e temos como missão representar o empresário junto ao poder público e às forças produtivas do Paraná”, afirmou.

“Somos referência nacional no que fazemos. Hoje a Associação Comercial do Paraná está presente nas principais cidades do Estado, levando soluções aos associados e buscando promover a inovação e a modernização do comércio em geral”, completou.

Fundada em 1890, a ACP é uma das mais tradicionais instituições representativas do setor produtivo brasileiro. A homenagem também é uma alusão ao Dia do Comerciante e do Patrono do Comércio Paranaense, celebrado em 16 de julho e que tem o Barão do Serro Azul como Patrono do Comércio do Paraná. Ele foi o primeiro presidente da Associação Comercial do Paraná.

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O comércio é responsável por um estoque mensal de 746 mil trabalhadores formais em todo o Estado, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Em 2026, por exemplo, foram abertas 2.025 postos de trabalho no setor.

O crescimento também é constatado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dados da Pesquisa Mensal do Comércio de abril mostram que o setor registrou alta de 4,1% no acumulado do ano, o dobro da média nacional no mesmo período, que foi de 2%. Em 12 meses, o crescimento foi de 3,2% e, na passagem de março para abril, de 1,7%.

Os 130 anos da Educação Adventista no Brasil são celebrados na Assembleia Legislativa

Foto: Antônio More/Alep

EDUCAÇÃO – A segunda homenagem foi realizada pela Alep à educação adventista, que comemora 130 anos no Brasil. A sessão solene celebrou a trajetória que teve início em Curitiba com a fundação do Colégio Internacional, em 1º de julho de 1896, considerado a primeira unidade educacional adventista do País.

O governador em exercício comentou o papel da entidade para auxiliar nos índices educacionais do Paraná. “A primeira escola surgiu em Curitiba e hoje são 28 mil alunos somente no Paraná. As escolas adventistas levam os valores da religião, mas também uma educação de qualidade, que ajuda a formar cidadãos e contribui para que as pessoas tenham mais oportunidades. É uma educação que se destaca pela excelência”, ressaltou.

O diretor de Educação da Região Sul do Brasil, professor Harryson Reis, recordou que a Rede Adventista começou na Capital paranaense e hoje conta com mais de 270 mil alunos no País. “É um momento de celebração, de gratidão pelos 130 anos e que nos remete à nossa história e à importância da Rede Adventista como um todo para Curitiba, para o Paraná e para o Brasil”, afirmou.

Atualmente, a Educação Adventista mantém 340 unidades escolares no Brasil e atende mais de 288 mil estudantes nos ensinos infantil, fundamental, médio e superior. No Paraná são 33 instituições adventistas de ensino, entre colégios e faculdades.

O Paraná tem a melhor educação do Brasil, de acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Em 2023, último dado disponível, a nota do ensino médio chegou a 4,9, o que inclui as escolas públicas, sob gestão do Estado, e as escolas privadas e institutos federais.

Nos últimos anos do ensino fundamental, que engloba estudantes do 6º ao 9º ano, o Ideb do Paraná chegou a 5,5. Já nos anos iniciais do ensino fundamental, cuja gestão é feita pelos municípios, o Paraná também aparece na liderança do Ideb com nota 6,7.

PRESENÇAS – Participaram dos eventos de homenagem o deputado federal Sandro Alex; os deputados estaduais Artagão Júnior, Evandro Araújo, Marcelo Rangel, Fábio Oliveira e Luiz Fernando Guerra; o presidente do Movimento Pró-Paraná, Marcos Domakoski; a cônsul-geral do Paraguai em Curitiba, María Adoración Amarilla Acosta; e demais lideranças locais, do setor do comércio e da educação adventista.

Fonte: Governo PR

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Equipes do Brasil atuam contra o tempo para localizar sobreviventes na Venezuela

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Os integrantes do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) que fazem parte da equipe brasileira de busca e resgate seguem atuando contra o tempo para localizar sobreviventes sob os escombros deixados pelo terremoto que atingiu a Venezuela na última quarta-feira (24). Na região de La Guaira, no litoral venezuelano, os bombeiros trabalham em turnos operacionais de 12 horas, com paradas apenas para hidratação devido ao calor intenso, concentrando esforços na localização de vítimas que ainda possam estar vivas em estruturas colapsadas.

Desde a chegada ao país, na noite de sexta-feira (27), a missão brasileira – coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) – atua em uma das áreas mais afetadas pelo desastre. As equipes realizam o reconhecimento das edificações atingidas, avaliam a estabilidade das estruturas e empregam cães de busca e equipamentos especializados para localizar e sinalizar possíveis vítimas sob os escombros, orientando as operações de resgate.

O DESAFIO DAS BUSCAS – Mesmo cinco dias após o terremoto, ainda existe a possibilidade de encontrar sobreviventes. De acordo com o CBMPR, o desabamento de edificações pode formar os chamados “espaços vitais” — pequenos vazios criados entre lajes, vigas e outros elementos estruturais que permitem a sobrevivência de pessoas soterradas. Nesses casos, vítimas com poucos ferimentos podem permanecer vivas por vários dias, desde que consigam respirar, embora o risco aumente com o passar do tempo em razão da desidratação e do esgotamento físico.

Por isso, as equipes concentram os esforços no emprego de cães de busca e de equipamentos especializados capazes de localizar vítimas que permanecem em áreas profundas das estruturas colapsadas. Segundo o líder da equipe paranaense na missão, tenente-coronel Ícaro Gabriel Greinert, as vítimas de mais fácil localização já foram resgatadas pelas equipes venezuelanas nos primeiros dias após o desastre e, agora, o trabalho das equipes internacionais é muito mais técnico e demorado.

“As vítimas superficiais normalmente já foram retiradas pelas equipes locais. Nós entramos em uma fase de busca técnica no interior das edificações colapsadas. São manobras demoradas, prédio por prédio, utilizando cães e equipamentos especializados para localizar pessoas que possam estar em espaços vitais sob os escombros”, explica.

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Além da complexidade das buscas, os bombeiros também enfrentam riscos constantes durante a operação. Antes de entrar nas estruturas colapsadas, as equipes precisam estabilizar e escorar os escombros para reduzir o risco de novos desabamentos, permanecendo atentas à ocorrência de tremores secundários.

“Hoje tivemos um tremor secundário de magnitude 5,1 que conseguimos sentir durante a operação. Quando você está no interior dos escombros, qualquer movimentação pode provocar um novo colapso sobre os bombeiros. Por isso trabalhamos sempre com escoramentos e protocolos rigorosos de segurança”, afirma o bombeiro.

CENÁRIO DE DESTRUIÇÃO – A área mais atingida pelo terremoto se estende por aproximadamente 60 km entre Caracas e o litoral venezuelano. Segundo o tenente-coronel Gabriel Greinert, em alguns pontos da região turística de La Guaira há edifícios de 10 a 15 pavimentos completamente destruídos, tornando a operação ainda mais complexa.

Atualmente, cerca de 30 equipes internacionais participam das operações de busca e resgate, organizadas em diferentes setores de atuação, e a força-tarefa brasileira esteve entre as primeiras a chegar ao país para reforçar os trabalhos.

“O deslocamento aqui é muito difícil por causa dos escombros. Levamos mais de uma hora para percorrer poucos quilômetros. Não há energia elétrica na região, existe dificuldade para conseguir combustível e praticamente todas as famílias foram afetadas. As pessoas estão dormindo nas ruas porque muitas casas desabaram ou ficaram comprometidas. É um sentimento de muita tristeza, mas também de gratidão entre aqueles que conseguiram sobreviver”, relata o oficial.

Segundo ele, apesar da atuação das equipes locais desde os primeiros momentos após o terremoto, o cenário ainda é de grande impacto humanitário. “Todos perderam alguém, seja um familiar, um amigo ou um conhecido. Ainda há um grande trabalho sendo realizado pelas autoridades locais para atendimento às vítimas e apoio à população”, afirma.

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PLANEJAMENTO OPERACIONAL – A missão brasileira foi mobilizada para permanecer na Venezuela por até 15 dias. O planejamento prevê que os dez primeiros sejam dedicados às buscas por sobreviventes em estruturas colapsadas. A partir desse período, conforme a evolução do cenário, as equipes poderão passar a atuar em ações de apoio humanitário à população afetada.

MISSÃO BRASILEIRA – A mobilização teve início poucas horas após o terremoto que atingiu a Venezuela. O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná enviou dez bombeiros militares, dois cães de busca e cerca de quatro toneladas de equipamentos especializados. Eles se reuniram aos demais integrantes da missão brasileira em São Paulo, de onde decolaram para o país afetado em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). Ao todo, 44 brasileiros embarcaram na missão, incluindo bombeiros, equipes de apoio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e profissionais da área da saúde.

Os bombeiros paranaenses integram a BRA-01, equipe brasileira especializada em Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas (BREC), formada pelos Corpos de Bombeiros Militares do Paraná, São Paulo e Minas Gerais e em processo de certificação internacional junto ao Grupo Consultivo Internacional de Busca e Resgate (Insarag), vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU).

A participação do Paraná na equipe brasileira é resultado de um processo de preparação iniciado com a criação da Força-Tarefa de Resposta a Desastres do CBMPR, em 2017. Nos últimos anos, bombeiros paranaenses participaram de exercícios e intercâmbios técnicos com o Exército Brasileiro e corporações estrangeiras, incluindo atividades de certificação na Austrália e de observação de protocolos internacionais em Singapura.

“Essa atuação na Venezuela demonstra que o investimento contínuo na nossa força-tarefa colocou o Paraná entre as corporações brasileiras preparadas para integrar o BRA-01 e atuar em operações internacionais de alta complexidade. Esse é o resultado de anos de treinamento, aperfeiçoamento técnico e integração com os padrões internacionais de busca e resgate”, afirma o comandante-geral do CBMPR, coronel Antonio Geraldo Hiller Lino.

Fonte: Governo PR

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