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Mercado global de GLP destaca protagonismo do Brasil com o programa Gás do Povo

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O protagonismo brasileiro no mercado global de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) ganhou novo impulso com o lançamento do programa Gás do Povo, em setembro de 2025. A iniciativa liderada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) deve beneficiar cerca de 17 milhões de famílias em situação de vulnerabilidade até 2026, alcançando mais de 50 milhões de brasileiros.

O programa garante o fornecimento gratuito de gás de cozinha, reduzindo em até 50% o uso de lenha e carvão nas residências. A medida tem impacto direto na saúde de mulheres e crianças, além de contribuir para a redução de emissões de dióxido de carbono e de particulados.

“O gás liquefeito de petróleo é, ao mesmo tempo, energia e inclusão. Ele garante alívio imediato no orçamento das famílias mais pobres, combate a pobreza energética e melhora a vida de milhões de pessoas em todo o mundo. O Brasil, como um gigante do setor, tem orgulho em se tornar protagonista nesse movimento global que alia desenvolvimento, dignidade e sustentabilidade”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, nesta quarta-feira (24/09), durante a abertura da Liquid Gas Week 2025, no Rio de Janeiro.

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A dimensão do setor confirma esse protagonismo. Presente em 100% dos municípios e em 91% dos lares brasileiros, o GLP movimenta mensalmente cerca de 35 milhões de botijões, o equivalente a 13 unidades entregues por segundo. O país conta com mais de 59 mil revendas autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e gera aproximadamente 330 mil empregos diretos e indiretos, assegurando capilaridade até mesmo em regiões sem energia elétrica ou saneamento básico.

No ranking mundial, o Brasil ocupa a 7ª posição em consumo residencial de GLP e a 11ª em consumo global, com um sistema regulatório considerado referência internacional. Atualmente, há cerca de 140,8 milhões de recipientes em circulação, dos quais 15,4 milhões já qualificados em 2024, com vida útil de até 72 anos. Apenas em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o setor recolheu R$ 10,5 bilhões no último ano.

“Temos um modelo reconhecido internacionalmente pela segurança, capilaridade e compromisso social. Nosso desafio é seguir garantindo estabilidade regulatória, inovação e políticas inclusivas, para que sejamos referência também na transição energética justa e segura”, concluiu Silveira.

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A Liquid Gas Week 2025 segue até 26 de setembro no Centro de Convenções Expo MAG, reunindo CEOs das principais empresas do setor, ministros de Estado, representantes de organizações internacionais e especialistas de diversos países.

Infográfico GLP

Confira abaixo as fotos do evento: 

 Liquid Gas Week (24/09/2025)

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: 
(61) 2032-5759 | E-mail: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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Brasil compartilha experiência amazônica em gestão integrada de paisagens na 8ª Assembleia do GEF

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A experiência brasileira na gestão integrada de paisagens amazônicas esteve entre os destaques da 8ª Assembleia do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), realizada entre 30 de maio e 6 de junho, em Samarcanda, no Uzbequistão. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) apresentou os resultados e aprendizados do Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL Brasil), iniciativa que promove a gestão integrada da paisagem amazônica por meio do fortalecimento de áreas protegidas, da gestão de unidades de conservação e da governança territorial. 

No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, o chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais (SBio/MMA), Carlos Eduardo Marinelli, participou do painel “Deliberate Transformation of Socioecological Systems: inspirations and challenges of the Amazon Sustainable Landscapes (ASL) Project in Brazil”. A apresentação destacou os avanços alcançados pelo projeto e contribuiu para os debates internacionais sobre governança, integração de políticas públicas e transformação de sistemas socioecológicos. 

Entre os resultados apresentados estão a restauração de mais de 28 mil hectares de áreas degradadas, equivalente a 157% da meta prevista, e a implementação de planos de manejo florestal sustentável em 1,4 milhão de hectares de florestas públicas, alcançando 139% da meta estabelecida. 

O projeto também promoveu a adoção de práticas produtivas sustentáveis em aproximadamente 900 mil hectares de propriedades rurais da Amazônia, atingindo 186% da meta inicial. Além disso, apoiou a implementação de práticas de manejo sustentável em mais de 5 milhões de hectares de áreas protegidas e contribuiu para que mais de 27 mil propriedades rurais adotassem instrumentos de planejamento e regularização ambiental. 

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Outro destaque foi o alcance social da iniciativa. O número de beneficiários diretos superou em mais de dez vezes a meta originalmente prevista, ampliando o apoio a povos indígenas, comunidades tradicionais, agricultores familiares e demais atores envolvidos na conservação e no desenvolvimento sustentável da Amazônia. Cerca de 40% dos beneficiários foram mulheres. 

Transformação de sistemas socioecológicos 

Com base na experiência acumulada pelo ASL Brasil, Marinelli apresentou cinco elementos considerados fundamentais para promover transformações duradouras em paisagens complexas. 

O primeiro deles foi o reconhecimento dos territórios como sistemas socioecológicos, nos quais fatores ambientais, sociais, econômicos, culturais e políticos interagem de forma dinâmica. O segundo destacou a importância de estratégias de longo prazo e da capacidade de adaptação diante de cenários de crescente complexidade e incerteza. 

Também foram enfatizadas a necessidade de integrar diferentes interesses e escalas de governança nos territórios, a relevância de mecanismos participativos e transparentes de tomada de decisão e o papel da gestão integrada para conectar planejamento, implementação, monitoramento, comunicação e governança. 

Debate internacional 

Os temas apresentados pelo Brasil convergiram com as conclusões da sessão de encerramento da Assembleia, intitulada “Science, Integration and Systems Transformation”, que reuniu os principais aprendizados construídos ao longo do evento. 

Entre os pontos destacados estiveram a necessidade de abordagens integradas e de longo prazo para impulsionar mudanças transformadoras, o fortalecimento da governança e do financiamento ambiental e a incorporação de processos contínuos de monitoramento, aprendizagem e gestão adaptativa na implementação de programas. 

Para Marinelli, o reconhecimento do ASL Brasil pelo GEF reforça a importância da integração entre ciência, políticas públicas, governança territorial e participação social na construção de soluções para desafios ambientais complexos. 

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“O reconhecimento do ASL Brasil pelo GEF demonstra a relevância de experiências construídas a partir da integração entre ciência, políticas públicas, governança territorial e participação social para enfrentar desafios ambientais complexos”, destacou Marinelli 

Cooperação entre países e paisagens florestais 

Durante a Assembleia, o Brasil também fortaleceu o diálogo com outras iniciativas apoiadas pelo GEF voltadas à gestão integrada de paisagens, entre elas o programa Critical Forest Biomes of Mesoamerica, desenvolvido em países da América Central para conservação de florestas e promoção do desenvolvimento sustentável. 

A troca de experiências amplia oportunidades de cooperação internacional, intercâmbio de conhecimentos e construção de soluções conjuntas para a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável. 

Coordenado pelo MMA, o ASL Brasil integra o Programa Regional Amazon Sustainable Landscapes, financiado pelo GEF e implementado pelo Banco Mundial. A iniciativa reúne projetos em oito países amazônicos e busca fortalecer a conservação da biodiversidade, a conectividade dos ecossistemas e o uso sustentável dos recursos naturais na região. 

A participação brasileira na 8ª Assembleia do GEF reforçou o reconhecimento internacional do ASL Brasil como uma experiência relevante para a implementação de políticas públicas voltadas à conservação da biodiversidade, à adaptação às mudanças climáticas e ao desenvolvimento sustentável. 

 Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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