Brasil
Turismo responsável: treinamento reforça combate à exploração infantil com foco na COP30
O Ministério do Turismo realizou, nesta terça-feira (09/09), uma capacitação sobre o Código de Conduta Brasil, iniciativa que integra as ações do programa Diálogos para a COP e da Operação Curupira Mirim, em preparação para a COP30. A atividade buscou fortalecer as redes de proteção à infância e à adolescência diante do aumento esperado do fluxo turístico para a região.
A capacitação, realizada em formato virtual, reuniu representantes dos Ministérios da Justiça e Segurança Pública; dos Direitos Humanos e da Cidadania; do Ministério Público do Trabalho; Polícias Civil e Militar; e da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social do Pará, entre outros. A abertura foi conduzida pela coordenadora-geral de Turismo Sustentável e Responsável do MTur, Carolina Fávero, que ressaltou a importância das ações preparatórias para garantir um turismo seguro e responsável.
“O turismo precisa ser um espaço de oportunidades e desenvolvimento, nunca de violações. A capacitação de hoje reforça o compromisso do Brasil, em preparação para a COP30, de garantir que o aumento do fluxo turístico seja acompanhado por redes de proteção fortes e atuantes em defesa de crianças e adolescentes”, destacou Carolina.
A programação contou ainda com a participação da professora Marklea Ferst, da Universidade do Estado do Amazonas, que enfatizou o papel da comunidade na prevenção. “A proteção de crianças e adolescentes começa pelo olhar atento de todos. Cada cidadão pode ser um agente de prevenção ao identificar e denunciar situações de risco”, afirmou.
Durante a capacitação, foram apresentadas as diretrizes do Código de Conduta Brasil, instrumento essencial para promover práticas responsáveis no setor turístico. Também foram destacadas as ações do Movimento Turismo que Protege, criado pelo MTur para mobilizar profissionais, empresários e órgãos públicos na construção de um turismo seguro, ético e inclusivo.
PREVENÇÃO E PROTEÇÃO NO TURISMO
A Operação Curupira Mirim é uma ação integrada que reúne o Ministério do Turismo, os Ministérios da Justiça e Segurança Pública e dos Direitos Humanos e Cidadania, além da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (SEGUP/PA) e demais parceiros. O objetivo é fortalecer a rede de proteção à infância por meio de ações de sensibilização, fiscalização e capacitação para prevenir e enfrentar a exploração sexual de crianças e adolescentes no turismo.
Por Fábio Marques
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
Aprenda como fazer o tradicional Tacacá
O tacacá é um caldo quente de origem indígena e prato típico da Região Norte do Brasil. Servido em uma cuia, ele leva tucupi (caldo de mandioca-brava temperado), goma de mandioca, jambu (erva que causa leve dormência na boca) e camarão seco.
O segredo do prato está em preparar cada parte separadamente e fazer a montagem direto na cuia ou tigela na hora de servir.
Ingredientes
Para o Tucupi (Caldo)
2 litros de tucupi
4 dentes de alho amassados
4 folhas de chicória-do-Pará
4 pimentas-de-cheiro picadas
1 colher de chá de sal
Para a Goma
1 xícara de goma de mandioca (ou polvilho azedo/goma de tapioca)
1 litro de água
Para o Jambu e Camarão
2 maços de jambu limpos
500g de camarão seco salgado
Modo de Preparo
1. O Tucupi
Coloque o tucupi em uma panela média.
Adicione o alho, a chicória, a pimenta-de-cheiro e o sal.
Deixe levantar fervura.
Abaixe o fogo, tampe e cozinhe por 30 minutos para apurar o sabor.
2. O Camarão e o Jambu
Retire a cabeça e as patinhas dos camarões.
Lave-os bem e ferva em água por 5 minutos para dessalgar um pouco. Escorra e reserve.
Em outra panela com água fervente, cozinhe o jambu por 10 a 15 minutos até os talos amolecerem. Escorra e reserve.
3. A Goma
Dissolva a goma de mandioca em um copo de água fria para não empelotar.
Ferva o restante do 1 litro de água.
Despeje a goma dissolvida na água fervente, mexendo sem parar em fogo brando.
Cozinhe até virar um mingau bem grosso e transparente.
Como Montar o Prato
A montagem deve ser feita individualmente na cuia ou tigela e servida imediatamente:
Coloque uma concha pequena de tucupi bem quente.
Adicione uma boa colherada da goma transparente.
Distribua algumas folhas de jambu e os camarões por cima.
Complete com mais tucupi quente até quase encher a cuia.
Como se Consome
Sem talheres tradicionais: Não se usa colher. O caldo é tomado diretamente da cuia, enquanto o camarão e o jambu são pescados com um pequeno palito de madeira.
Tradição de lanche: É muito comum ser consumido no fim da tarde, vendido por “tacacazeiras” em barracas de rua.
Produção de camarão no Brasil
Segundo estimativa da Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), a produção nacional de camarão cultivado atingiu cerca de 225 mil toneladas no ano de 2025. Se somada à atividade de pesca extrativa (cerca de 25 mil toneladas), o país movimenta mais de 250 mil toneladas anuais do crustáceo. A Pesquisa da Pecuária Municipal feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que a carcinicultura brasileira, entre os anos de 2018 e 2024, atingiu a produção de 146,8 mil toneladas em 2024.
Na produção, houve intenso processo de interiorização da carcinicultura (criação em cativeiro), especialmente na região Nordeste, que atualmente é responsável por mais de 99% do volume de produção em cativeiro, com liderança absoluta dos estados do Ceará e do Rio Grande do Norte. Essa expansão do cultivo foi impulsionada pela adaptação do camarão marinho ( Litopenaeus vannamei ) a águas de baixa salinidade, políticas públicas e avanços tecnológicos, contribuindo para o desenvolvimento regional e geração de renda, sobretudo entre pequenos produtores, que predominam no setor.
O litoral das regiões Sul e Sudeste possui relevância na captura de espécies nativas, como o camarão-branco e o camarão-rosa, pela pesca artesanal. Projetos de pesquisa e iniciativas piloto, como os desenvolvidos pelo Instituto de Pesca de São Paulo, vêm testando a viabilidade de criar camarão marinho ou de água doce, como o camarão gigante da Malásia, em viveiros escavados ou tanques no interior, por exemplo, em Jaguariúna-SP e no Espírito Santo, aproveitando a proximidade com grandes centros consumidores.
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]
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