Brasil
CNH mais acessível: Ministério dos Transportes debate medidas para tornar a emissão da habilitação menos burocrática
Para aprimorar a construção do projeto que visa tornar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) mais acessível aos brasileiros, o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, participou, nesta terça-feira (2), de audiência pública na Câmara dos Deputados, onde apresentou os principais pontos da proposta aos parlamentares. Há consenso entre os Poderes Executivo e Legislativo de que o atual modelo de obtenção do documento precisa ser modernizado e ter um custo mais compatível com a realidade da população.
“Estamos falando de 20 milhões de pessoas dirigindo sem habilitação no Brasil. O custo médio para tirar a CNH nas categorias AB (carro e moto) é de cerca de R$ 3 mil, podendo chegar a R$ 5 mil em alguns estados. Esse valor é um impeditivo para a população de baixa renda”, alertou Adrualdo Catão.
O secretário explicou que, assim que a minuta do projeto for concluída, o texto será submetido a consulta pública, permitindo que a sociedade, entidades ligadas à mobilidade urbana, federações e representantes do setor produtivo contribuam com sugestões para o aprimoramento da medida.
O debate foi promovido pela Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara, que convidou o secretário para discutir os impactos sociais do atual modelo de habilitação.
“Precisamos encontrar um caminho equilibrado para garantir a formação de condutores conscientes e preparados para dirigir com segurança”, afirmou o presidente da CVT, deputado Leônidas de Menezes (PDT/CE).
Mecanismos de aprendizagem
De acordo com estudos conduzidos pelo Ministério dos Transportes, cerca de 70% do valor cobrado atualmente para obtenção da CNH está atrelado às exigências e diretrizes do processo de formação. Uma das propostas em análise para democratizar o acesso ao documento é permitir que as aulas teóricas obrigatórias, previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), sejam realizadas de diferentes formas, incluindo o ensino a distância (EAD).
“A revisão dos cursos teóricos e dos exames, juntamente com uma nova metodologia de identificação de fatores de risco, é essencial para desenvolver a percepção de risco nos condutores, uma das principais deficiências do modelo atual”, destacou o diretor-executivo do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), Paulo Guimarães.
No que diz respeito à etapa prática, a proposta é ampliar as opções para que os candidatos aprendam a conduzir veículos. A ideia é permitir que as aulas sejam oferecidas não apenas por autoescolas, mas também por instrutores autônomos credenciados. O secretário nacional de Trânsito reforçou que o diálogo com os Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) e com instituições de ensino será essencial para a definição de um novo modelo que reduza, por exemplo, a exigência atual de 20 horas mínimas de aula antes da prova prática.
“Precisamos adaptar o processo de formação de condutores à realidade atual, discutindo tecnicamente com educadores, evoluindo nos métodos e no uso de tecnologias. Temos uma realidade preocupante no trânsito brasileiro, com mais de 35 mil mortes por ano. Se continuarmos fazendo exatamente o mesmo, os resultados não vão mudar”, alertou o vice-presidente do Instituto Nacional de Projetos para Trânsito e Segurança, Francisco Garonce.
Queda nas emissões
Dados do Registro Nacional de Habilitação (Renach) apontam que a emissão da primeira habilitação tem caído nos últimos anos. Em 2022, foram emitidas 2.800.035 CNHs; em 2024, o número caiu para 2.589.332 (-7,5%); e, até agosto de 2025, foram registradas 1.613.761 emissões.
A gerente executiva de Desenvolvimento Profissional do SEST/SENAT, Roberta Diniz, destacou que, mesmo com o crescimento do setor de transportes no país, a falta de profissionais qualificados tem gerado insegurança jurídica e operacional para o mercado.
“Um dos maiores desafios do setor é a escassez de mão de obra, tanto no transporte de cargas, com déficit de cerca de 65%, quanto no de passageiros, como ônibus, com cerca de 55%. A falta de profissionais qualificados ocupa a terceira posição no ranking dos principais riscos para a operação do setor de transportes no Brasil”, explicou.
Também participaram do debate o diretor-presidente da Associação Nacional dos Detrans (AND), Marcelo Soletti; o procurador jurídico da Federação Nacional das Autoescolas (Feneuato), Jean Rafael Sanches; o advogado e assessor jurídico da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (CNTTT), José Robson Alves do Couto; o diretor da Fundação Getúlio Vargas Transportes (FGV Transportes), Marcus Quintella; e o presidente do Sindicato dos Proprietários de Centros de Formação de Condutores de Pernambuco, Ygor Gomes Valença, representando a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes
Fonte: Ministério dos Transportes
Brasil
Representante do Ministério da Saúde vistoria ambulâncias do SAMU 192 em Goiás
O secretário-executivo adjunto Nilton Pereira Junior esteve em Goiânia nesta sexta-feira (4) para vistoriar ambulâncias do SAMU 192 em Goiás. A visita ocorreu no Câmpus Samambaia da Universidade Federal de Goiás (UFG).
As 20 ambulâncias vistoriadas atendem cerca de 3,73 milhões de habitantes em Goiânia e municípios do interior, fortalecendo a rede de atendimento de urgência e emergência regional. Os veículos integram o conjunto de investimentos federais de R$ 5,85 milhões por meio do Novo PAC Saúde e ajudaram a renovar a frota do estado.
Entre os municípios que contam com o atendimento dos veículos estão Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Águas Lindas de Goiás, Caldas Novas, Formosa, Catalão, Goianésia, Valparaíso de Goiás, Alto Paraíso de Goiás, Alexânia, Anicuns, Barro Alto, Cristalina, Edealina, Itaberaí, Itumbiara, Goiás, Ipameri e Itaguaru.
“Com novos veículos, os municípios têm menos custos com manutenção, além de melhorar o atendimento para a população e as condições de trabalho para os trabalhadores do SAMU, uma vez que são ambulâncias mais modernas e com equipamentos de última geração”, explicou Nilton Pereira Junior.
Em Goiás, o Novo PAC Saúde teve cerca de 1,2 mil obras, novos equipamentos e veículos selecionados, um investimento direto de mais de R$ 1,15 bilhão.
Centro de Radioterapia do HC/UFG é referência
Durante a agenda na capital goiana, Nilton Pereira Junior também realizou uma visita técnica às instalações do novo Centro de Radioterapia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC/UFG), que é referência no tratamento de câncer no Centro-Oeste.
A unidade recebeu um novo acelerador linear no valor de R$ 15 milhões por meio do Programa de Expansão da Radioterapia no SUS (PERSUS), no âmbito do Novo PAC. O equipamento, que está em operação desde novembro de 2025, permite expandir e qualificar o tratamento de pacientes oncológicos atendidos pela rede pública de saúde na região. A vistoria permitiu acompanhar in loco a execução dos serviços e atestar o pleno funcionamento da estrutura.
Atendimentos pelo crédito financeiro no Hospital Santa Marta
Ainda em Goiânia, o diretor acompanhou o início dos atendimentos no Hospital Santa Marta, gerido pelo Instituto de Gestão e Humanização (IGH). A unidade aderiu à modalidade de crédito financeiro do Programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde.
Pelo modelo adotado, a instituição privada realiza procedimentos inteiramente gratuitos para pacientes do SUS em troca de créditos financeiros, que podem ser utilizados para abater tributos com a União. Em Goiás, a proposta contratada com o IGH soma R$ 29,4 milhões e prevê a realização anual de mais de 6,5 mil procedimentos médicos.
A oferta contratada contempla procedimentos em cardiologia, ortopedia, ginecologia e outras especialidades. Nacionalmente, o programa já formalizou R$ 1 bilhão em créditos financeiros com 259 instituições para a realização de mais de 600 mil consultas, exames e cirurgias pelo SUS.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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