Paraná
Colégios agrícolas e florestais do Paraná começam a receber novos tratores
A Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) iniciou a substituição de tratores de colégios agrícolas e florestais. A primeira entrega, no sábado (9), aconteceu no Centro Estadual de Educação Profissional (Ceep) Olegário Macedo, uma das unidades contempladas. O colégio fica em Castro, nos Campos Gerais.
Os veículos também serão entregues nos próximos dias ao Centro Estadual de Educação Profissional (Ceep) Arlindo Ribeiro, de Guarapuava, e ao Centro Estadual de Educação Profissional Florestal (Ceep) Presidente Costa e Silva, de Irati, ambos no Centro-Sul.
O objetivo é introduzir tecnologia de ponta no processo de mecanização destas instituições de ensino e contribuir para a formação de profissionais qualificados para lidar com as inovações no setor.
Os recursos para a aquisição do maquinário são do Governo do Estado, por meio da Seed-PR, e somam investimento de R$ 260 mil por veículo, totalizando R$ 780 mil nesta primeira etapa.
“Nosso planejamento é adquirir mais 20 tratores para equipar com tecnologia moderna todas as instituições agrícolas e florestais ainda em 2024”, afirmou o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, que fez a entrega ao colégio de Castro, que atende cerca de 400 alunos.
Os tratores são da marca New Holland, com tração integral e 100 cavalos de potência, o que deve proporcionar mais conforto ao operador e segurança nas atividades práticas no campo.
“É um marco significativo para os colégios agrícolas, uma vez que os equipamentos utilizados pelos professores e alunos estavam obsoletos, em desacordo com as demandas do setor agrícola no que diz respeito à tecnologia”, reforçou o coordenador dos colégios agrícolas e florestais na Seed, Renato Hey Gondin.
EDUCAÇÃO PROFISSIONAL – A rede estadual de educação do Paraná conta atualmente com 22 colégios agrícolas e dois florestais. O mais recente começou a funcionar este ano, no município de São Mateus do Sul, na região Sul do Estado. Outras duas instituições na mesma modalidade estão sendo implantadas e devem ser inauguradas nos próximos meses: uma em Sapopema e outra em Goioerê. Os colégios atendem cerca de 10 mil estudantes em todas as regiões do Paraná e ofertam os cursos de técnico agrícola e técnico florestal.
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR ajuíza ação civil pública para reparação de dano ambiental contra empresa que fez lançamento irregular de efluentes em curso d’água de Paraíso do Norte
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Paraíso do Norte, ajuizou ação civil pública para reparação de dano ambiental contra uma empresa que fez o lançamento irregular de efluentes industriais no Ribeirão Suruquá. A irregularidade foi constatada a partir de investigação iniciada em 2020, após laudo técnico apontar que os efluentes lançados pela empresa apresentavam índices de poluição significativamente acima dos limites legais. Em uma das análises, a carga de matéria orgânica chegou a quase cinco vezes o valor permitido, evidenciando falhas no sistema de tratamento.
Áudio da Promotora de Justiça Bruna Britto Martins
Ao longo da apuração, o Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente e de Habitação e Urbanismo (unidade especializada do MPPR) realizou vistorias no local, elaborou relatórios técnicos e analisou dados de automonitoramento e Declarações de Carga Poluidora da empresa. Os levantamentos evidenciaram um histórico prolongado de irregularidades, indicando que, ao longo de aproximadamente oito anos, foram lançados milhões de metros cúbicos de efluentes em desacordo com os padrões legais, contribuindo para a degradação do curso hídrico. Os estudos técnicos do MPPR estimaram em R$ 69.536.880,00 o montante necessário para a reparação dos danos ambientais acumulados ao longo do tempo pelas ações irregulares da empresa – valor requerido que a empresa pague em caso de condenação na ação civil pública.
Antes de ajuizar a ação, o Ministério Público buscou solucionar a questão de forma extrajudicial, inclusive propondo a celebração de um termo de ajustamento de conduta, com medidas de compensação ambiental. No entanto, não houve consenso quanto às condições necessárias para a reparação integral dos danos, razão pela qual foi proposta a ação civil pública com o objetivo de responsabilizar a empresa, assegurar a reparação integral dos danos ambientais causados ao Ribeirão Suruquá e garantir o efetivo respeito às normas de proteção ao meio ambiente, prevenindo a ocorrência de novas irregularidades.
Processo 0000491-85.2026.8.16.0127
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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