Paraná
Mostra de Regiões Turísticas apresenta diversidade do Estado na 20ª Expoturismo
Os participantes da 20ª edição da Expoturismo Paraná estão conhecendo de perto os produtos típicos do Estado. Eles são os protagonistas da Mostra de Regiões Turísticas, ação promovida pela Secretaria do Turismo junto com as Instâncias de Governança Regionais (IGRs).
Os produtos são expostos em cima do mapa do Paraná, cada um representando a sua região turística. A cidade de Carlópolis, no Norte Pioneiro, está representada como a capital da goiaba de mesa. A cidade também tem um selo de Indicação Geográfica (IG) do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), conquistado em 2016.
Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Carlópolis é atualmente responsável por 70% das goiabas colhidas em todo o Paraná. No Brasil, a cidade está entre as dez maiores fornecedoras da fruta, com 3,6% da produção nacional. “Tem gente que não conhece uma goiaba tão grande como a nossa. É muito bom dar visibilidade aos nossos produtos”, diz Nilton José Teles, secretário de Indústria, Comércio e Turismo.
Fernando Delgado, representante da Região Turística de Ecoaventura, História e Sabores, afirma que a Expoturismo Paraná é uma forma de melhorar a renda do setor. “A feira é uma oportunidade para apresentar ideias novas. A gente trouxe vários produtos da região de Campo Mourão para que as pessoas façam degustação e levem o sabor da região para casa”, comenta.
Com os queijos finos produzidos dentro do Biopark de Toledo, a Adetur Riquezas do Oeste chama a atenção dos participantes da feira com a degustação dos seus produtos. “Temos vários tipos de queijos, especialidade da nossa região. Nós explicamos como eles são feitos e onde podem ser encontrados”, destaca Katia Muller, diretora-executiva da Adetur Riquezas do Oeste.
O estande da Região Turística do Vale do Ivaí também apresenta uma diversidade de produtos. “Trouxemos vinho branco, churrasco no espeto de bambu, cachaças e um óculos com imagens 360° das cachoeiras da região”, conta Junior Vicente, diretor de turismo da prefeitura de Faxinal.
Sandra Negrini, representante das regiões turísticas da Secretaria de Turismo, disse que a Mostra de Regiões Turísticas é uma vitrine para os visitantes pensarem em suas próximas viagens. “Todas as regiões turísticas do Estado estão representadas na feira pelos gestores municipais, empresários, e produtores locais”, complementa.
FEIRA – A Expoturismo Paraná é uma realização da Associação Brasileira de Agências de Viagens do Paraná (ABAV-PR), com apoio do Governo do Estado. São dois dias de programação que envolvem rodadas de negócios, capacitações, palestras e troca de experiências sobre turismo regional e nacional. A abertura oficial aconteceu nesta quinta-feira (7).
Fonte: Governo PR
Paraná
Judiciário atende pedido do MPPR e determina que Município de Rio Bonito do Iguaçu e Estado do Paraná garantam atendimento presencial a vítimas de tornado
A pedido do Ministério Público do Paraná, feito por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Laranjeiras do Sul (sede da comarca), o Poder Judiciário concedeu medida liminar parcial determinando que o Município de Rio Bonito do Iguaçu e o Estado do Paraná restabeleçam e mantenham o fluxo de atendimento presencial e o processamento de cadastros para as famílias atingidas pelo tornado ocorrido em novembro de 2025. O cadastramento é necessário para que as pessoas possam ter acesso aos benefícios dos programas socioassistenciais emergenciais “Reconstrução” (Reconstrói Paraná) e “Supera Paraná” (Auxílio Paraná).
Áudio do Promotor de Justiça Igor Rabel Corso
A decisão judicial decorre de uma ação civil pública com pedido de tutela de urgência ajuizada pelo MPPR em 11 de junho último. A iniciativa foi motivada após a Promotoria de Justiça constatar um bloqueio sistêmico nos canais de atendimento: o Município havia inativado o sistema de e-protocolo local e encerrado a triagem física, orientando a população em severo estado de exclusão digital a buscar a plataforma virtual por conta própria. Por sua vez, o Estado recusava-se a assumir o cadastramento das demandas residuais.
Determinações judiciais – Na decisão proferida na última sexta-feira, 26 de junho, o Juízo da Vara da Fazenda Pública de Laranjeiras do Sul estipulou as seguintes obrigações aos réus: o Município de Rio Bonito do Iguaçu deve restabelecer, no prazo de cinco dias úteis, o canal municipal de recebimento presencial de protocolos referentes aos programas, ficando proibido de recusar novos requerimentos sob a alegação informal de encerramento de prazos; já o Estado do Paraná deve manter o canal eletrônico do sistema eprotocolo.pr.gov.br aberto e desimpedido para receber os arquivos enviados pela municipalidade, além de dar continuidade ao cronograma de atendimento presencial da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e Família planejado até agosto de 2026. Além disso, ambos os entes públicos devem abster-se de recusar, paralisar ou obstaculizar o andamento dos requerimentos dos munícipes atingidos, garantindo que todo pedido receba uma análise formal e uma resposta técnica fundamentada (deferimento ou indeferimento).
Em caso de descumprimento de qualquer uma das medidas fixadas, foi estipulada uma multa diária de R$ 2 mil, limitada ao teto de R$ 60 mil, a ser imputada solidariamente aos entes públicos e revertida ao Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap).
Entenda o caso – O Município de Rio Bonito do Iguaçu decretou estado de calamidade pública após ser atingido por um severo tornado em 7 de novembro de 2025, evento climático extremo que devastou cerca de 90% da localidade. Diante do prolongamento da crise humanitária e habitacional, o decreto de calamidade precisou ser renovado por mais seis meses.
A investigação conduzida pelo MPPR no Procedimento Administrativo 0076.26.001000-4 apurou que o Município demonstrava inércia na confecção dos relatórios sociais necessários para a liberação das verbas estaduais às famílias. Posteriormente, a gestão local cortou os canais físicos de atendimento presencial, gerando um impasse institucional com o Estado e deixando dezenas de afetados pertencentes à zona rural — sem acesso à internet ou instrução técnica para manusear sistemas virtuais — em absoluto desamparo e desinformação.
Garantia de direitos – O Ministério Público ressaltou na ação que a demanda não visa compelir o Judiciário a deferir os benefícios financeiros automaticamente, mas sim garantir a universalidade do acesso ao direito de petição e ao devido processo administrativo, assegurando que a população vulnerabilizada pós-desastre seja formalmente acolhida e respondida pelo Poder Público.
O processo segue em tramitação sob segredo de justiça e com prioridade legal, resguardando os dados pessoais sensíveis das pessoas afetadas.
Processo 0003282-96.2026.8.16.0104
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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