Paraná
IDR-Paraná apresenta a produtores e técnicos sua 41ª cultivar de feijão, a IPR Cardeal
O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) apresentou nesta terça-feira (12), no Polo de Pesquisa e Inovação da entidade em Pato Branco, sua nova cultivar de feijão, a IPR Cardeal, que tem como alvo o segmento de exportação, particularmente a indústria de enlatados e conservas.
É a 41ª cultivar de feijão desenvolvida pelo IDR-Paraná. O evento de lançamento reuniu dezenas de produtores, técnicos, pesquisadores, multiplicadores de sementes e especialistas de toda a cadeia produtiva do grão.
Com destaque para os grãos avermelhados de tamanho superior e cozimento rápido, o produto deve ganhar mercado internacional também pela coloração intensa, que se mantém após ficar de molho ou cozimento. Em alguns países o feijão pré-cozido é vendido em embalagens de vidro e a coloração é um atrativo.
“A gente trata com muito carinho o produto que é um dos integrantes do prato básico da mesa do brasileiro, muito calcado nos feijões cariocas e nos pretos. Mas percebemos que há uma grande oportunidade de entrar com feijões maiores, junto com outros pulses, como grão de bico e lentilha. É um espaço para ampliação, inclusive, do comércio internacional, então houve um esforço de pesquisa nessa direção”, disse o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.
Ele destacou o esforço no desenvolvimento da cultivar e no respeito à manutenção da boa qualidade do solo. “Permite aproveitar a oportunidade de ocupar um espaço ainda mais relevante no mercado mundial de alimentos e fibras”, afirmou. “Por isso é uma alegria colocar mais um filhote de nossas pesquisas à disposição do agricultor”.
Segundo o presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, fazer pesquisa é processo oneroso, por isso o Instituto, ao longo da história iniciada em 1972 com a criação do Iapar, tem desenvolvido cultivares que se ajustam à agricultura local. “É isso que justifica você ter uma instituição estadual de pesquisa”, salientou. “O feijão continua sendo uma cultura importante para nós e está basicamente associada à agricultura familiar, por isso precisamos continuar reforçando a pesquisa e reforçando a assistência técnica”.
ALTO DESEMPENHO – A cultivar do grupo comercial vermelho tipo DKR (Dark Red Kidney) IPR Cardeal tem alto desempenho agronômico. Ela é semiprecoce (ciclo de 78 dias), tem potencial produtivo que pode passar de 3,5 toneladas por hectare e apresenta bom comportamento frente às principais doenças que afetam a cultura.
A diretora de Pesquisa do IDR-Paraná, Vânia Moda Cirino, destacou o fato de o mercado externo demandar feijões do grupo vermelho que mantenham essa coloração mesmo depois de cozidos.
“A grande vantagem da IPR Cardeal é a persistência da coloração do grão, porque as variedades do grupo vermelho disponíveis não são aceitas pelo mercado internacional, pois quando se coloca de molho entra vermelho e sai branco, quando faz o cozimento sai marrom”, disse.
A IPR Cardeal é indicada para ser cultivada nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, podendo ser plantada tanto na safra das águas como da seca. A partir de agora as sementes devem ser multiplicadas pelos parceiros. A expectativa é que estejam com os agricultores já na próxima safra.
CULTIVARES – O Paraná é um dos maiores produtores nacionais de feijão. No ano passado, somadas as três safras, foram produzidas 681 mil toneladas. Este ano a primeira safra, cuja colheita já teve início, tem previsão de 175,5 mil toneladas, redução de 12% em relação as 199 mil toneladas do ciclo anterior devido à pouca luminosidade, erosões, alagamentos e lixiviação do solo.
No Estado, a produção é principalmente de agricultores familiares e, por isso, o Governo tem investido no melhoramento genético para aumentar a rentabilidade e a produtividade das lavouras.
Desde que foi iniciado o programa de melhoramento genético, ainda no antigo Iapar, hoje IDR-Paraná, o Estado já colocou à disposição dos agricultores de todo o Brasil e de alguns países da América do Sul e Europa, 228 cultivares. Dessas, 41 são de feijão.
Esta é a segunda entregue este ano. Em março foi apresentada a IPR Águia, do grupo comercial carioca, que se destaca pela alta tolerância ao escurecimento dos grãos, característica desejada por todos os elos da cadeia produtiva e especialmente importante para os agricultores, já que permite estocar a produção e decidir sobre o melhor momento de fazer a venda.
MELHORAMENTO – O desenvolvimento de uma nova cultivar é um trabalho de longo prazo. Desde o planejamento dos cruzamentos, que visam à combinação dos genes para obter as características pretendidas para a planta, até o lançamento das sementes para multiplicação, são 10 a 12 anos de estudos.
O melhoramento genético agrega diversas características à planta, como ciclos de cultivo mais curtos, tolerância a diferentes condições de clima e de solo, arquitetura de planta que facilita a colheita mecânica e até mesmo a qualidade culinária do grão.
O IDR-Paraná mantém um dos principais programas de melhoramento genético do País e mudou a realidade agrícola do Estado, gerando conhecimentos, produtos e tecnologias. Como resultado, além de ganho na produtividade, propiciou a prática de uma agricultura mais sustentável, a redução da utilização de agrotóxicos e, consequentemente, a produção de alimentos mais baratos e seguros para a população.
COMO É FEITO – A obtenção de uma linhagem a ser cultivada passa primeiro pela avaliação e seleção dos genitores que carregam as características agronômicas, comerciais e culinárias desejáveis para o cultivo. Isso inclui resistência a determinadas doenças, o potencial de rendimento, adaptação ao clima, escolha da cor, tempo de cozimento e quantidade de nutrientes no grão.
Pelo método de melhoramento convencional usado pelo IDR-Paraná, os genes são cruzados e recombinados para obter um único genótipo com as características esperadas para aquela cultivar.
O produto resultante desses cruzamentos, que passa por oito gerações da planta sendo colhida e replantada, é avaliado até atingir a estabilidade genética do material. Após esse processo, o material selecionado é testado em diferentes ambientes do Estado, sendo plantado nas estações experimentais do IDR-Paraná e em áreas de produtores parceiros para avaliar sua adaptação a diferentes climas e solos.
O programa também conta com um protocolo para manejo integrado de pragas (MIP-Feijão), tecnologia para fixação biológica de nitrogênio e métodos para manejo das principais doenças.
Fonte: Governo PR
Paraná
Condomínio do Idoso em Jaguariaíva recebe projeto de extensão odontológico da UEPG
O Condomínio do Idoso de Jaguariaíva, o primeiro entregue pelo Estado dentro do projeto Viver Mais Paraná, coordenado pela Cohapar, recebeu nessa semana a visita de estudantes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). O projeto de extensão “Atenção Odontológica aos residentes do Condomínio do Idoso da Unidade Jaguariaíva”, ligado ao curso e ao Programa de Pós-Graduação em Odontologia, iniciou a 2ª edição de atendimentos às pessoas idosas.
O projeto alia extensão com pesquisa e planeja produzir 33 próteses buscais neste ano, além de realizar ações de atenção odontológica à população idosa do Condomínio.
Dona Vany Dias Santos recebeu a equipe de dois mestrandos, professora e doutoranda. Aos 65 anos, ela mora no condomínio e recebe atendimentos desde 1ª edição do projeto, em 2024. “Sempre marco e tenho atendimentos com eles, sou muito bem atendida”, conta. “Aqui, a gente nunca está sozinho, sempre temos projetos e sempre estamos juntos conversando entre os moradores”.
Para a professora coordenadora do projeto, Nara Hellen Bombarda, iniciar a 2ª edição é um retorno para casa. “A gente estabeleceu um vínculo de amizade, e é uma oportunidade nova de devolver uns sorrisos, devolver saúde para quem está na melhor idade”, diz. “É uma oportunidade de contribuir com os moradores e em paralelo ajudar na formação dos alunos. Eles têm uma formação mais humanizada, mais competente, desenvolvendo habilidades extras que podem ser desenvolvidas para além dos muros da universidade”.
A equipe realiza atendimentos em três quartas-feiras do mês e chega com todos os equipamentos necessários, incluindo cadeira e motores móveis para avaliação. Antes dos atendimentos, o grupo foi para Jaguariaíva em março fazer os rastreio das necessidades e fichas dos pacientes. Nesta semana, a maioria fez raio-x digital e alguns receberam atendimento em periodontia, especialidade odontológica focada na prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças que afetam gengivas e ligamentos da boca.
“Este é um projeto de extensão, mas que ao mesmo tempo oferta um campo para pesquisa, principalmente na área de prótese, porque boa parte dos indivíduos residentes no condomínio necessitam de novas próteses. Como nossa linha de pesquisa está associada à reabilitação oral, eles podem ser incluídos como sujeitos das nossas pesquisas”, acrescenta a professora.
A aluna do Doutorado em Odontologia Tatiane Oliveira participa do projeto desde o início. Como profissional bolsista na área de odontologia, ela presta atendimento odontológico e também realiza outras atividades, juntamente com demais profissionais.
“O projeto me ajuda muito na formação como profissional. Pelo contato com as pessoas idosas, acabamos criando um vínculo, e isso é muito bom, faz com que o atendimento tenha ainda mais sentido, porque conseguimos sentir que eles ficam felizes com nossa presença”, descreve. A pesquisa de Doutorado será realizada em grande parte com moradores. “Após a aprovação do Comitê de Ética, irei realizar prótese total da forma convencional e também prótese total impressa em impressora 3D. Os moradores serão beneficiados com materiais e próteses super modernas”, destaca.
Atender pacientes também irá auxiliar na pesquisa do mestrando Alex Nunes de Lara. Ele pesquisa placa oclusal, um dispositivo para o tratamentos de dores musculares e articulares. “Temos a oportunidade de adquirir mais prática no atendimento, entender como funcionam os protocolos de pessoas que precisam de próteses, pois minha pesquisa também está integrada a materiais odontológicos, então entregar tratamento de qualidade é gratificante e ajuda muito no nosso crescimento”, diz.
Para João Pedro Plinta, também mestrando de odontologia, participar do projeto dá mais experiência com atendimentos a pessoas que utilizam próteses. “Consigo ver a importância disso, tanto para para a comunidade, tanto para os idosos, quanto para a gente, como pesquisador. Estamos contribuindo pra qualidade de vida, de forma gratuita para eles”. A área de pesquisa de João é sobre prótese fixa, “então a experiência que eu adquiri nesse projeto é muito valiosa”, diz.
Fonte: Governo PR
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