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Com R$ 1,15 bilhão no Paraná, BRDE bate R$ 3 bilhões em operações na região Sul em 2023

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O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) chegou à marca de R$ 3 bilhões em movimentação de negócios na região Sul em 2023. O valor em operações (R$ 3,06 bilhões) é superior ao registrado no mesmo período de 2022, quando o banco contabilizou R$ 2,1 bilhões – aumento de 42,8%.

Do total investido, R$ 1,15 bilhão foi injetado na economia do Paraná, o que representa aumento significativo em relação ao mesmo período do ano passado, que fechou em R$ 1 bilhão. No Estado, o volume de janeiro a agosto foi investido em projetos ligados ao comércio e serviços (31,5%), infraestrutura (26%), indústria (23%) e Agropecuária (19,5%).

A estimativa é que o BRDE movimente em torno de R$ 1,8 bilhão em todo o ano de 2023 no Paraná, superando a marca de 2022, quando alcançou R$ 1,7 bilhão. No Sul, a meta do BRDE é fechar em R$ 4,5 bilhões, superando o ano passado, quando o total chegou a R$ 4,4 bilhões. 

Além do volume, aproximadamente 80% das operações de crédito realizadas são de linhas que se enquadram em ao menos um Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS). “O BRDE se posiciona hoje como um banco voltado à sustentabilidade, de modo prático e ativo na sociedade. Um banco sustentável é aquele que se alinha com as necessidades econômicas e sociais, usando o crédito como mecanismo de promover o bem-estar social. Os resultados demonstram claramente que estamos cumprindo este propósito”, afirmou o diretor financeiro Wilson Bley Lipski.

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DETALHAMENTO – Entre os programas do banco para atender cada tipo de negócio, o BRDE Agro lidera as contratações, que chegam a R$ 498 milhões. O programa atende ao agronegócio sustentável, irrigação, inovação e modernização, máquinas e equipamentos, cooperativas agroindustriais, agronegócio empresarial e convênios agronegócio. 

Em seguida, está a linha voltada à energia sustentável, que operou R$ 262 milhões, atuando na implantação e modernização ou para potencializar unidades geradoras de energia hidráulica, solar, eólica e demais fontes renováveis. A linha abrange, também, aquisição de turbinas, geradores fotovoltaicos, aerogeradores e outros equipamentos para geração de energia e capital de giro associado, assim como projetos que visem a eficiência energética das empresas com redução e otimização do consumo de energia. 

As operações destinadas a projetos à inovação totalizaram R$ 138 milhões. A linha de crédito está voltada ao desenvolvimento de novos produtos, processos ou serviços, e aprimoramento dos já existentes; investimentos fixos na modernização das instalações de empresa inovadora; aquisição, no mercado interno, de softwares e serviços correlatos desenvolvidos no Brasil; gastos com matéria-prima e materiais de consumo, equipe e treinamentos e serviços de consultoria.

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O resultado do BRDE no Paraná em 2023, ainda inclui contratações em programas voltados a atender o turismo, sustentabilidade ambiental, microcrédito, prefeituras, entre outros setores. “Com a visão de expandir possibilidades com financiamentos em diversos setores, o BRDE consolidou seu papel no desenvolvimento da Região Sul. Os resultados se refletem na geração de empregos, apoio aos programas inovadores e empreendimentos de todos os portes”, concluiu o diretor administrativo do BRDE no Paraná, João Biral Junior. 

Fonte: Governo PR

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MPPR recomenda que Município de Paranaguá cumpra legislação e adote providências para a efetiva instalação de um segundo Conselho Tutelar

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O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa para que o Município de Paranaguá, no Litoral do estado, adote providências para a implantação e estruturação de um segundo conselho tutelar na cidade. A medida administrativa decorre de procedimento instaurado pela 5ª Promotoria de Justiça da Paranaguá que, a partir de apuração, demonstrou inércia do poder público local no efetivo cumprimento de legislação municipal (Lei 4.449/2024) que instituiu formalmente uma segunda unidade do órgão integrante da rede de proteção à infância e juventude.

De acordo com a Promotoria de Justiça, após atraso inicial causado em razão da transição da gestão municipal ocorrida entre os anos de 2024 e 2025, o Município passou a justificar a não implantação do novo Conselho por “inviabilidade financeira para o custeio contínuo e contratação de pessoal frente aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal”. Entretanto, as apurações demonstraram haver uma desarticulação interna entre órgãos do próprio Executivo Municipal, cenário que dificultaria o início da operacionalização da nova unidade do Conselho.

Apesar de a implantação do novo Conselho estar expressamente prevista no Plano Plurianual (PPA 2026-2029), a Secretaria Municipal da Mulher, Desenvolvimento Social e Igualdade Racial (Semdir), pasta finalística responsável pela área de proteção à infância, sequer formalizou à Secretaria Municipal da Fazenda (Semfa) a inserção das despesas relacionadas à criação da nova sede do Conselho na proposta orçamentária do próximo exercício e também não apresentou à pasta os estudos técnicos relacionados.

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Além disso, também não ficou demonstrado que o Município esteja adotando qualquer providência no sentido de promover uma articulação interinstitucional para a economia de recursos públicos, tampouco solicitou ao Legislativo Municipal a devolução de sobras do repasse duodecimal para o custeio de programas de prioridade absoluta, prática frequentemente adotada por outras Administrações, inclusive no âmbito estadual e na capital Curitiba, e que tem se mostrado exitosa.

A cobrança do Ministério Público para a efetiva instalação do novo Conselho deve-se ao fato de ser insustentável a existência de somente um Conselho Tutelar em Paranaguá, uma vez que o município possui mais de 145 mil habitantes, com vasta extensão territorial, que inclui ilhas e áreas rurais de difícil acesso, “sendo absolutamente inadmissível e gerador de graves prejuízos à proteção da infância e da juventude que o ente municipal conte com apenas uma sede e cinco conselheiros tutelares, contingente insuficiente para a demanda e cuja capacidade de resposta é drasticamente reduzida pelo fato de os servidores precisarem se revezar no gozo de férias, eventuais licenças para tratamento de saúde e outras eventualidades”, sustentou a recomendação.

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Outro fator apontado pela Promotoria de Justiça é o de que a Administração Pública está às vésperas da confecção da Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2027, sendo “estritamente necessária e urgente a adoção de medidas concretas e definitivas para a inclusão da totalidade dos custos de implantação e manutenção do 2º Conselho Tutelar no orçamento municipal do próximo ano, viabilizando sua entrada em funcionamento”.

Foi concedido prazo de 15 dias úteis, a partir do recebimento da medida administrativa, para que o Município informe à Promotoria de Justiça sobre o acatamento das recomendações e as respectivas providências adotadas para a solução dos problemas.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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