Paraná
Com apoio da Sanepar, mulheres de União da Vitória fazem sabão ecológico
Moradoras das regiões atendidas pelos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) São Cristóvão e Rocio, em União da Vitória, no Sul do Estado, participaram nesta semana de duas oficinas para a confecção de sabão ecológico, a partir do reaproveitamento do óleo de cozinha usado. As oficinas foram promovidas pela Sanepar, em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social de União da Vitória, e tiveram a participação de 60 mulheres.
“As oficinas são uma ferramenta educativa que tem como objetivo sensibilizar a população para a correta destinação do óleo de cozinha usado”, diz a gestora de educação socioambiental da Sanepar, Luciana Garcia.
Ela explica que o óleo de cozinha usado, quando descartado indevidamente, se torna um problema ambiental e operacional para a Sanepar, pois pode causar a obstrução das redes coletoras de esgoto. “As oficinas apresentam uma alternativa ambientalmente correta, que é a produção do sabão ecológico, e ao mesmo tempo proporcionam um ganho social, com a possibilidade de incrementar a renda das famílias atendidas pelos CRAS dos municípios”, afirma
Alessandra Miranda Alves participou da oficina na terça-feira (22), no CRAS São Cristóvão. “Já fui atrás dos ingredientes pra fazer o sabão, vai ser uma renda pra mim, achei maravilhoso esse curso. Foi um presente pra nós, todas as mulheres estão comentando que adoraram o curso. Eu nunca tinha feito sabão antes, meu sonho era aprender. Quando surgiu essa oportunidade, fiquei muito feliz”, afirma.
Elaine Rosa dos Santos foi outra participante da oficina. Ela testou o sabão e aprovou. “É muito bom, vou fazer a receita mais vezes para usar em casa”, diz.
A Sanepar forneceu também os EPIs para que as mulheres possam iniciar sua produção, como a luva e os óculos de proteção, além do sabão preparado nas oficinas.
INVESTIMENTOS – As oficinas fazem parte do trabalho socioambiental desenvolvido pela Sanepar com as comunidades beneficiadas por obras de expansão e melhorias dos sistemas de água e esgoto.
Está em curso na cidade a instalação de 41,6 quilômetros de redes coletoras e tubulações de esgoto, que vão beneficiar cerca de 2,2 mil famílias moradoras dos bairros Waldraff, Bento Munhoz, São Braz, Bandeirantes, São Sebastião, Bom Jesus, São Basílio Magno e Rocio, além da construção de uma nova Estação de Tratamento de Esgoto. Nos últimos anos, os investimentos no sistema de esgotamento sanitário de União da Vitória chegaram a R$ 64 milhões.
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR recomenda que Município de Paranaguá cumpra legislação e adote providências para a efetiva instalação de um segundo Conselho Tutelar
O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa para que o Município de Paranaguá, no Litoral do estado, adote providências para a implantação e estruturação de um segundo conselho tutelar na cidade. A medida administrativa decorre de procedimento instaurado pela 5ª Promotoria de Justiça da Paranaguá que, a partir de apuração, demonstrou inércia do poder público local no efetivo cumprimento de legislação municipal (Lei 4.449/2024) que instituiu formalmente uma segunda unidade do órgão integrante da rede de proteção à infância e juventude.
De acordo com a Promotoria de Justiça, após atraso inicial causado em razão da transição da gestão municipal ocorrida entre os anos de 2024 e 2025, o Município passou a justificar a não implantação do novo Conselho por “inviabilidade financeira para o custeio contínuo e contratação de pessoal frente aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal”. Entretanto, as apurações demonstraram haver uma desarticulação interna entre órgãos do próprio Executivo Municipal, cenário que dificultaria o início da operacionalização da nova unidade do Conselho.
Apesar de a implantação do novo Conselho estar expressamente prevista no Plano Plurianual (PPA 2026-2029), a Secretaria Municipal da Mulher, Desenvolvimento Social e Igualdade Racial (Semdir), pasta finalística responsável pela área de proteção à infância, sequer formalizou à Secretaria Municipal da Fazenda (Semfa) a inserção das despesas relacionadas à criação da nova sede do Conselho na proposta orçamentária do próximo exercício e também não apresentou à pasta os estudos técnicos relacionados.
Além disso, também não ficou demonstrado que o Município esteja adotando qualquer providência no sentido de promover uma articulação interinstitucional para a economia de recursos públicos, tampouco solicitou ao Legislativo Municipal a devolução de sobras do repasse duodecimal para o custeio de programas de prioridade absoluta, prática frequentemente adotada por outras Administrações, inclusive no âmbito estadual e na capital Curitiba, e que tem se mostrado exitosa.
A cobrança do Ministério Público para a efetiva instalação do novo Conselho deve-se ao fato de ser insustentável a existência de somente um Conselho Tutelar em Paranaguá, uma vez que o município possui mais de 145 mil habitantes, com vasta extensão territorial, que inclui ilhas e áreas rurais de difícil acesso, “sendo absolutamente inadmissível e gerador de graves prejuízos à proteção da infância e da juventude que o ente municipal conte com apenas uma sede e cinco conselheiros tutelares, contingente insuficiente para a demanda e cuja capacidade de resposta é drasticamente reduzida pelo fato de os servidores precisarem se revezar no gozo de férias, eventuais licenças para tratamento de saúde e outras eventualidades”, sustentou a recomendação.
Outro fator apontado pela Promotoria de Justiça é o de que a Administração Pública está às vésperas da confecção da Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2027, sendo “estritamente necessária e urgente a adoção de medidas concretas e definitivas para a inclusão da totalidade dos custos de implantação e manutenção do 2º Conselho Tutelar no orçamento municipal do próximo ano, viabilizando sua entrada em funcionamento”.
Foi concedido prazo de 15 dias úteis, a partir do recebimento da medida administrativa, para que o Município informe à Promotoria de Justiça sobre o acatamento das recomendações e as respectivas providências adotadas para a solução dos problemas.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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