Paraná
Com apoio do Estado, famílias de Almirante Tamandaré conquistam novas moradias
Mais 120 famílias de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, deixaram o aluguel para trás nesta quinta-feira (10) com a ajuda do programa Casa Fácil Paraná. Elas receberam descontos de R$ 15 mil no valor de entrada de apartamentos em financiamentos junto à Caixa Econômica Federal graças a subsídios pagos pelo Governo do Estado, que somaram R$ 1,8 milhão em investimentos no projeto.
O benefício do programa foi concedido a famílias com renda mensal de até três salários mínimos que não possuíam casa própria e nem haviam sido beneficiadas por programas habitacionais do poder público anteriormente. Para terem acesso ao recurso, elas fizeram um cadastro no site da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), passaram pela análise documental dos técnicos da empresa e por uma avaliação de crédito da Caixa.
Segundo o diretor de Programas e Projetos da Cohapar, Luiz Antônio Werlang, este é apenas um dos sete empreendimentos habitacionais que conta com a participação do Governo do Estado na cidade. “Temos mais de duas mil moradias subsidiadas pelo programa Casa Fácil Paraná em Almirante Tamandaré, que totalizam mais de R$ 30 milhões em investimentos estaduais por meio da Cohapar”, afirmou.
Além do aporte estadual, os compradores também receberam descontos variáveis do programa Minha Casa Minha Vida de acordo com a renda familiar e puderam usar o saldo do FGTS para abatimento do valor financiado, o que permite prestações mensais menores, com financiamento em até 30 anos.
QUALIDADE DE VIDA – As unidades habitacionais fazem parte do Residencial Porto Tingui II, um empreendimento que conta no total com 176 apartamentos em uma região próximo aos parques Tingui, Tanguá e Vista Alegre, com fácil acesso à região central de Curitiba.
Todas as unidades possuem modelos arquitetônicos padrão de 41,12 metros quadrados com dois dormitórios. Além dos espaços particulares, o empreendimento conta com um amplo complexo de lazer contendo salão de festas, brinquedoteca, quadra poliesportiva, quiosques com churrasqueiras, espaço pet e outros espaços de uso comum.
Na avaliação da secretária de Habitação de Almirante Tamandaré, Cleomar Krausa, o empreendimento representa uma melhoria da qualidade de vida dos novos proprietários e da infraestrutura do bairro onde eles está instalado. “Eu sou moradora do bairro e pude acompanhar como obras como esta contribuem com o crescimento e a evolução da região”, disse. “Tenho certeza que os moradores estão muito satisfeitos com a qualidade da construção e da estrutura oferecida, além da localização privilegiada onde residirão”.
SONHO REALIZADO – Uma das famílias beneficiadas é a técnica de enfermagem Geisybel Karoline Mariano de Lima, de 29 anos. Para ela, a mudança representa uma economia e o começo de uma nova vida. “A gente morava de aluguel, que é um dinheiro que não tem retorno, e agora com a casa própria muda muita coisa, pois vamos morar em uma casa nossa, em um bairro ótimo, mais perto da família e do Centro”, contou. “O desconto do Governo do Estado fez a diferença, com um desconto muito bom para conseguirmos comprar o apartamento”.
Outra que não escondeu a felicidade com a mudança foi a esteticista Queila Sirqueira, de apenas 22 anos. “Desde muito nova eu sempre sonhei em ter uma casa própria e se não tivesse recebido esse recurso para dar como entrada não teria conseguido realizá-lo, então é uma sensação muito gratificante”, comemorou.
NOVA ETAPA – Desde que foi criado, em 2021, o programa Casa Fácil Paraná já beneficiou cerca de 32 mil famílias com investimentos de R$ 470 milhões. Em junho, o governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou a segunda etapa da iniciativa, que terá como meta atender mais 40 mil famílias paranaenses.
Além da meta ampliada, o programa também recebeu outras melhorias, incluindo o aumento do subsídio, que passou de R$ 15 mil para R$ 20 mil por família, e do público-alvo, que agora pode atender famílias com renda de até cinco salários-mínimos. Entre as obras da primeira e da segunda etapa do programa, a Cohapar estima uma geração de aproximadamente 220 mil empregos diretos e indiretos no setor da construção civil.
Fonte: Governo PR
Paraná
MP em Movimento reúne representantes de municípios da região de Francisco Beltrão para discutir melhorias nos serviços de acolhimento e de assistência social
A proteção de crianças e adolescentes, a estrutura de políticas de assistência social e questões urbanísticas estiveram entre os principais temas tratados nesta segunda-feira, 14 de setembro, na agenda do MP em Movimento, em Francisco Beltrão. A iniciativa transfere temporariamente a sede da Procuradoria-Geral de Justiça para diferentes regiões do estado, com a proposta de aproximar o Ministério Público do Paraná da realidade local. Ao longo do dia, representantes dos municípios de Boa Vista da Aparecida, São João, Sulina, São Jorge D’Oeste e Ampére participaram de reuniões com integrantes do MPPR para discutir desafios e soluções para os serviços municipais.
Boa Vista da Aparecida – O Serviço de Acolhimento Familiar de Boa Vista da Aparecida esteve entre os assuntos discutidos com o Prefeito Eduardo José Henrichs, o Assessor Jurídico Cristian Marçal Pacovska Lizzi e a Secretária de Assistência Social, Polyana Zucco. O Município apresentou os desafios enfrentados pela Casa Lar Acolhendo Vidas, que incluem custos de manutenção, capacitação da equipe e dificuldade em mobilizar famílias voluntárias, mesmo com a realização de campanhas.
O MPPR acompanhará a análise de possível revisão do convênio formalizado entre os Municípios de Boa Vista da Aparecida, Capitão Leônidas Marques e Santa Lúcia, que têm crianças e adolescentes atendidos pelo mesmo serviço de acolhimento
A reunião também tratou da situação dos loteamentos e condomínios irregulares às margens do Lago de Salto Caxias. Ficou definido que a equipe técnica do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça (Caop) de Proteção ao Meio Ambiente e de Habitação e Urbanismo prestará apoio à Promotoria de Justiça de Capitão Leônidas Marques na análise da questão.
Participaram da reunião a Diretora-Secretária da Procuradoria-Geral de Justiça, Nayani Kelly Garcia; o Coordenador de Assuntos Institucionais, Ronaldo de Paula Mion; o integrante do Caop de Proteção ao Meio Ambiente e de Habitação e Urbanismo, Promotor de Justiça Daniel Pedro Lourenço; o Promotor de Justiça Renato Sampaio Cavalheiro; e as assessoras jurídicas Milena Augustin e Jihanne Kuhnen Kchachan.
São João, Sulina e São Jorge D’Oeste – Na sequência, representantes de São João, Sulina e São Jorge D’Oeste participaram de reunião sobre a entidade de acolhimento institucional mantida pelos três Municípios.
A Promotora de Justiça Vanessa Pinto Maia de Medeiros apresentou as principais dificuldades identificadas pelo MPPR no serviço, que atualmente está com a capacidade de acolhimento ultrapassada e enfrenta problemas estruturais, além de fragilidades nas equipes técnica e de cuidadores.
Entre as possibilidades discutidas está a atuação consorciada para a manutenção e a estruturação do serviço de acolhimento, em substituição ao atual sistema de convênio. O modelo de família acolhedora também foi apresentado como alternativa.
Os Municípios concordaram em realizar uma nova reunião para definir a estruturação do consórcio e discutir a capacitação da equipe técnica e das cuidadoras da Casa Lar, com a participação das equipes de proteção social especial. Também será analisada a forma de contratação dos profissionais, considerando as possibilidades de teste seletivo, CLT, PSS ou concurso público.
Participaram da reunião o Prefeito de São Jorge D’Oeste, Odinei Rebonatto; o Procurador-Geral do Município de Sulina, Antonio Pazin; o Procurador-Geral de São Jorge D’Oeste, Jean de Souza Silva; o Prefeito de São João, Joni Zanella Ferreira; a Secretária de Assistência Social de São João, Andrieli Borsati; o Procurador-Geral de São João, Orides Negrello Neto; o Prefeito de Sulina, Gilberto João Rossi; e a Assessora da Secretaria do Gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça do MPPR Jihanne Kuhnen Kchachan.
Ampére – A reorganização do serviço de assistência social de Ampére foi tema da última reunião do dia. O Promotor de Justiça Murilo Euller Catuzo apresentou os principais desafios e necessidades identificadas no município.
A partir desse diagnóstico, o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça (Caop) de Assistência Social do MPPR desenvolveu um plano de ação com prazos e metas para a estruturação da política municipal de assistência social. O acordo será formalizado por meio de Termo de Ajuste de Conduta (TAC), que será encaminhado ao Poder Executivo.
Participaram da reunião o Coordenador de Assuntos Institucionais, Ronaldo de Paula Mion; o Prefeito de Ampére, Douglas Diems Morockoski Potrich; o Assessor Jurídico Hyuri Bedin e a Assistente Social do Centro de Apoio Técnico à Execução (Caex) de Francisco Beltrão Denize da Silveira.
Fonte: Ministério Público PR
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