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Paraná recebe Caravana Juventude Negra Viva na próxima semana

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O Paraná receberá na próxima semana uma caravana participativa para a construção do Plano Juventude Negra Viva, que tem como objetivo unificar as demandas e promover mudanças reais frente aos desafios enfrentados por esse segmento da população. O programa é desenvolvido pelo Ministério da Igualdade Racial e vai percorrer todas as capitais do Brasil. No Paraná, a Secretaria de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi) está à frente da iniciativa.

A principal atividade da caravana no Paraná será um encontro, em Curitiba, na segunda-feira e na terça-feira (17 e 18 de julho). Além de representantes do Governo do Estado e de entidades que atuam em prol da igualdade racial, a previsão é receber jovens negros de diversas regiões. O encontro vai discutir demandas e buscar soluções para a desigualdade racial e a violência que afeta de forma desproporcional a juventude negra.

O evento será dividido em dois momentos. O primeiro consiste na criação de canais de comunicação direta com a juventude negra paranaense, incluindo pessoas pretas retintas e não-retintas, com idade entre 14 e 29 anos. O objetivo é construir, de forma coletiva, um diagnóstico realista, que reflita a realidade de cada região do Paraná.

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A partir desse diagnóstico, serão elaborados documentos contendo as demandas básicas, compreendidas e registradas durante esse processo de escuta direta. Esses documentos serão estruturados e formalizados de forma propositiva e representativa, para apresentá-los posteriormente em um evento específico em Curitiba.

O segundo momento do evento será o trabalho para unificar as demandas juvenis previamente diagnosticadas e promover discussões entre o governo estadual, representado pela Semipi, representantes da juventude negra e o governo federal.

Durante o evento, as propostas mais interessantes e relevantes serão acolhidas e estudadas. Depois, serão desenvolvidas, formuladas e apresentadas ao Ministério da Igualdade Racial, com o objetivo de transformá-las em projetos de lei executáveis no Plano Plurianual (PPA). Essa iniciativa busca efetuar mudanças reais na perspectiva de futuro da juventude negra paranaense, proporcionando oportunidades e igualdade de direitos.

“É preciso unir forças para conseguir melhores resultados e entender que a diferença entre nós é que gera o verdadeiro crescimento”, enfatiza a diretora de Igualdade Racial, Povos e Comunidades Tradicionais, da Semipi, Clemilda Santiago.

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GT INTERMINISTERIAL – Para elaborar uma proposta para o Plano Juventude Negra Viva, foi instituído um Grupo de Trabalho Interministerial no âmbito do Ministério da Igualdade Racial e da Secretaria-Geral da Presidência da República, por meio do Decreto nº 11.444, de 21 de março de 2023. O plano visa reduzir a violência letal e as vulnerabilidades sociais enfrentadas pela juventude negra, além de combater o racismo estrutural.

As principais atribuições do GT são elaborar um diagnóstico sobre a atual situação da violência letal e das vulnerabilidades sociais que afetam a população negra entre 15 e 29 anos, propor diretrizes e estratégias para o Plano Juventude Negra Viva, e propor ações e medidas que farão parte do plano, com foco nos seguintes eixos temáticos: segurança pública e acesso à justiça; geração de trabalho, emprego e renda; educação; democratização do acesso à cultura e à ciência e tecnologia; promoção da saúde; e garantia do direito à cidade e à valorização dos territórios.

Fonte: Governo PR

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MP em Movimento impulsiona avanços na gestão de resíduos sólidos em municípios da região Norte do Estado

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Durante cerca de 20 anos, moradores de Faxinal, na região Norte do Paraná, conviveram com os impactos causados por um lixão a céu aberto. Hoje, a situação está diferente. O local foi desativado no mês passado e o município passou a adotar medidas para adequar a destinação dos resíduos às normas ambientais, com implantação da coleta seletiva, organização da reciclagem e elaboração de projeto para um aterro sanitário.

A mudança em Faxinal é um dos resultados das articulações promovidas pelo Ministério Público do Paraná durante o MP em Movimento. Balanço elaborado pela regional do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema) mostra que diversos municípios do Norte Central do Estado avançaram na gestão de resíduos sólidos após reunião realizada em abril de 2025, que reuniu gestores públicos, órgãos ambientais e representantes do Ministério Público para discutir a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Evolução – Além de Faxinal, outros municípios também registraram avanços importantes. Em Jataizinho, o antigo lixão foi desativado, a coleta seletiva foi estruturada, uma cooperativa de recicladores entrou em funcionamento e o município passou a terceirizar a destinação ambientalmente adequada dos resíduos sólidos urbanos.

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De acordo com a presidente da cooperativa, Vanessa Maria Pereira, 15 pessoas sustentam suas famílias com a renda obtida por meio da coleta e separação de materiais recicláveis. “Os benefícios da cooperativa são para toda a população, que está aprendendo a fazer a separação correta dos recicláveis e evitando a poluição”, afirmou.

Também registraram avanços importantes os municípios de Florestópolis, Lupionópolis, Santa Cecília do Pavão, Rosário do Ivaí, Grandes Rios, São João do Ivaí e Cambé.

Entre as medidas adotadas estão a regularização de áreas de transbordo, a implantação ou o fortalecimento da coleta seletiva, o licenciamento ambiental de estruturas e a elaboração de projetos para recuperação de áreas degradadas e aprimoramento da gestão dos resíduos.

Além dos benefícios ambientais, o relatório do Gaema destaca reflexos diretos das mudanças na saúde pública e na qualidade de vida da população, reduzindo riscos de contaminação do solo e da água, diminuindo a proliferação de vetores de doenças e fortalecendo a reciclagem e a inclusão social por meio da atuação de cooperativas e associações de catadores.

Pendências – O acompanhamento do Gaema mostra que alguns municípios ainda enfrentam desafios. Centenário do Sul permanece entre as situações mais críticas da região, embora tenha iniciado medidas de regularização ambiental. Porecatu mantém o lixão em operação e ainda precisa avançar no licenciamento ambiental de suas estruturas.

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Em Kaloré, houve retrocesso, com a paralisação das obras da nova área de transbordo e a manutenção do lixão em funcionamento. O caso segue em fase de cumprimento de sentença, e o MPPR adotou novas medidas para que o Município regularize a situação e viabilize a implantação do aterro sanitário e do barracão de reciclagem.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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