Paraná
Reta final: inscrições para o Vestibular de Inverno 2023 da UEM vão até o dia 10 de julho
O Vestibular de Inverno 2023, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), aceita inscrições, por meio da internet, até o dia 10 de julho, às 23h59. Para este concurso, são ofertadas 1.170 vagas em mais de 70 cursos de graduação nos seis câmpus da instituição (Maringá, Cianorte, Cidade Gaúcha, Ivaiporã, Goioerê e Umuarama). A taxa de inscrição é no valor de R$ 177. O pagamento deve ser efetuado até o dia 12 de julho para que as inscrições dos candidatos sejam homologadas.
O coordenador da Comissão Central do Vestibular Unificado (CVU/UEM), Ednei Aparecido Santulo Junior, alertou aos candidatos para não deixarem a inscrição para a última hora. “A exemplo de anos anteriores, alguns acabam esquecendo de efetuar o pagamento da taxa no prazo determinado e, perdem a oportunidade de participar do concurso”, afirmou.
Este é o 1º vestibular de inverno pós-pandemia, já que o último concurso foi realizado no ano de 2019. Entre as Instituições Estaduais de Ensino Superior (IEES), a UEM será a única a fazer o concurso nesta época do ano e com algumas mudanças implementadas no sistema de ingresso, como a pontuação da redação, a exemplo do Processo de Avaliação Seriada (PAS/UEM), que passará a valer 120, seguindo critérios estabelecidos pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEP/UEM).
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A Comissão do Vestibular Unificado (CVU) da UEM publicará a lista de homologação dos inscritos no dia 18 deste mês e, a partir do dia 27, os candidatos poderão verificar os locais de provas.
Para não zerar na prova de redação, os candidatos podem tirar as dúvidas sobre gêneros textuais assistindo a esse tutorial.
Serviço:
Inscrições on-line: abertas desde o dia 30 de maio e seguem até dia 10 de julho, às 23h59, via internet
Taxa de inscrição: R$ 177, via PIX, em caixas eletrônicos do Banco do Brasil (BB) usando cartão de débito de qualquer banco ou nos correspondentes do BB
Prazo para o pagamento da taxa: até o próximo dia 12 de julho
Homologação das inscrições: dia 18 de julho
Realização do vestibular: 27 de agosto
Outras informações: www.cvu.uem.br
Fonte: Governo PR
Paraná
Formação de professores e história preservada: Instituto de Educação do Paraná celebra 150 anos
Referência histórica no ensino público paranaense, o Instituto de Educação do Paraná Professor Erasmo Pilotto, em Curitiba, celebra seus 150 anos de existência. Para marcar as comemorações, a escola contou nesta quarta-feira (15) com programação especial que incluiu bolo de aniversário, execução do hino da instituição, de autoria da escritora Helena Kolody, e a entrega de duas obras de arte do acervo da escola que passaram por processo de restauração.
A agenda integra uma série de atividades alusivas à data e celebra o papel do Instituto não apenas como espaço de ensino, mas como patrimônio histórico e cultural da educação paranaense.
“É uma instituição que soube preservar sua história, ao mesmo tempo em que se mantém atual e conectada às demandas da educação contemporânea. Celebrar essa data é reconhecer o trabalho de gerações de profissionais que contribuíram para a construção de um ensino público de qualidade no Paraná”, afirma o secretário estadual da Educação, Roni Miranda.
Segundo a diretora do Instituto, Márcia Costa Graichen Murbach, celebrar os 150 anos da escola é um convite à reflexão sobre o que mantém a instituição viva. Para ela, essa permanência está diretamente ligada à história e ao papel formador do colégio. “São 150 anos formando profissionais, desde a época da Escola Normal, em 1876, até o atual Instituto”, destaca.
O INSTITUTO – Criado em 12 de abril de 1876, com o nome de Escola Normal, o Instituto de Educação Erasmo Pilotto atende atualmente cerca de mil estudantes em tempo integral, oferecendo Ensino Fundamental, Ensino Médio regular, Educação Profissional e Tecnológica e o tradicional curso de Formação de Docentes, que reúne aproximadamente 250 alunos. Desde 1922, a instituição está localizada no centro de Curitiba, na Rua Emiliano Perneta, nº 92, em um edifício histórico preservado da Capital.
No mesmo ano, a escola passou a se chamar Erasmo Pilotto, em homenagem ao patrono da instituição, figura central na renovação pedagógica do Paraná e defensor do Movimento da Escola Nova. Pilotto atuou como secretário de Educação entre 1949 e 1952, foi professor do próprio instituto e destacou-se por defender a arte como pilar na formação docente, incentivando práticas pedagógicas mais modernas, sensíveis e menos tradicionais.
Outra personalidade de destaque ligada à instituição é a poetisa paranaense Helena Kolody (1912–2004), que lecionou no colégio por 23 anos. Reconhecida como um dos grandes nomes da literatura do Paraná, foi pioneira na introdução do haicai no Brasil. Autora de 22 livros, teve a trajetória literária marcada pela sensibilidade e concisão, sendo eleita para a Academia Paranaense de Letras em 1991 e agraciada com o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade Federal do Paraná em 2003.
UMA ESCOLA VIVA – Mais que espaço de ensino, o Instituto de Educação Erasmo Pilotto é parte da trajetória pessoal e profissional de gerações. Entre salas de aula, corredores e memórias compartilhadas, a escola se mantém viva não apenas pela sua história, mas pela capacidade de se renovar: característica que remonta à própria origem da instituição.
Inspirado pelo próprio patrono Erasmo Pilotto, defensor de práticas pedagógicas centradas no estudante, o Instituto honra este legado ao se afirmar como espaço de inovação, criatividade e formação crítica.
Ivonete Ferreira Haiduke soma 30 anos de atuação como professora no Instituto, tendo sido também aluna da instituição por três anos. Hoje, no curso de Formação de Docentes, ela reforça esse elo entre passado e futuro. “Como ex-aluna e hoje professora, aprendi com meus professores que a educação é transformadora. Foi nesse período de formação que entendi como ela nos prepara, de fato, para o mundo do trabalho e para a vida”, afirma.
A docente destaca ainda que, ao retornar à instituição como professora, passou a vivenciar na prática os princípios que recebeu como estudante. Segundo Ivonete, o curso de Formação de Docentes contribui para que os alunos desenvolvam uma nova percepção sobre o papel da educação e da profissão, em um processo contínuo de formação e atualização.
“Eu gosto muito. Eu amo o que eu faço e eu passo isso para os meus alunos. Eles precisam compreender que o tempo passa, a educação muda, e nós devemos sempre estar atualizados para fazermos o melhor dos trabalhos”, completa.
LIVRE EXPRESSÃO – A proposta de formação, alinhada ao ensino que valoriza a autonomia e o protagonismo dos estudantes, também se materializa em projetos que incentivam a livre expressão e a criatividade dentro do ambiente escolar.
Um dos exemplos é o livro Contos para não Dormir, produzido por alunos como parte de um trabalho escolar desenvolvido de forma independente. Lançada em 31 de outubro de 2006, a primeira edição reúne histórias de suspense e mistério inspiradas em lendas que circulam no próprio colégio, como o piano que toca sozinho, passos no Salão Nobre e o olhar de uma pintura que, segundo relatos, acompanha os visitantes pelos corredores. O livro fez tanto sucesso que foi anexado ao acervo da biblioteca da instituição.
Para a bibliotecária Jane Maria Sprenger Bodnar, que atua há 19 anos no Instituto, o interesse dos alunos pela obra está ligado à identificação com os espaços do cotidiano escolar. “Os alunos gostam muito de histórias de terror, de suspense, de mistério. É um tipo de literatura bastante requisitada por eles. E quando histórias assim acontecem no lugar que eles conhecem, no espaço escolar, eles se identificam e se sentem pertencentes a esse universo”, comenta.
Segundo ela, essa identificação fortalece o vínculo com a escola e estimula o interesse pela leitura. “Dessa forma eles valorizam o patrimônio imaterial da escola, que é riquíssimo. E mesmo depois de tanto tempo esse trabalho continua inspirando os alunos a ler e a compartilhar a leitura com os novos colegas”, completa.
INVESTIMENTO E OBRAS – No ensejo das comemorações de 150 anos do Instituto de Educação do Paraná Professor Erasmo Pilotto, o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Educação, investe R$ 1,9 milhões na reforma da unidade.
As obras preveem uma série de melhorias estruturais, incluindo a requalificação de salas de aula, laboratórios e biblioteca, além da modernização da cozinha, que será instalada em novo espaço, com área de serviço, despensa, depósito de merenda e adequações no refeitório existente.
A diretora-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), Eliane Terruel Carmona, destaca que a execução de obras na unidade é resultado de um trabalho técnico e coletivo, que envolve diferentes equipes até a efetivação dos contratos. “Os investimentos em infraestrutura têm como foco garantir melhores condições de aprendizagem aos estudantes, com ambientes mais adequados e seguros. A iniciativa contribui para fortalecer os indicadores educacionais do Estado e ampliar a qualidade do ensino ofertado na rede pública”, afirma.
Também estão previstas intervenções nos banheiros, com adaptações de acessibilidade, além da substituição de instalações elétricas, pisos, paredes, tetos, janelas e portas. Entre os serviços, estão ainda a troca do telhado em áreas específicas, a substituição de esquadrias nos diferentes pavimentos e melhorias no laboratório de ciências, com adequações nas redes de água, esgoto e gás. O projeto inclui ainda a revitalização de uma sala multiuso.
A obra está em execução, com cerca de 40% dos serviços concluídos, e tem previsão de término para julho de 2026. As intervenções são realizadas no prédio anexo da instituição, sem impacto na área tombada pelo patrimônio histórico.
Fonte: Governo PR
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