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Ponte de Guaratuba e outras obras vão levar Litoral do Paraná a outro patamar, diz governador

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A construção da Ponte de Guaratuba, a revitalização da Orla de Matinhos, as duplicações das rodovias que ligam Matinhos à Praia de Leste (PR-412) e Garuva a Guaratuba (PR-407), o Binário de Pontal do Paraná e diversas outras obras na região vão elevar o Litoral do Paraná a outro patamar. Foi o que afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior nesta quinta-feira (27), durante o anúncio da emissão da licença prévia para dar início ao projeto da ponte sobre a Baía de Guaratuba.

Ele destacou que a transformação da infraestrutura local reflete diretamente na ampliação do turismo, que é a grande vocação do Litoral. “Tem sido um trabalho árduo, mas a ponte e as outas obras vão elevar o Litoral e o Paraná como um todo a outro patamar. A engorda da Orla de Matinhos já deixou muito clara a transformação que acontece quando o desenvolvimento sustentável chega ao nosso Litoral”, disse o governador.

“A vocação natural da região é o turismo, só que o turismo só avança se tiver uma infraestrutura de qualidade. Sem isso não há pessoas investindo em pousadas, hotéis, abrindo restaurantes, empreendimentos de ecoturismo. Por causa das questões ambientais, não é possível instalar uma grande empresa na região, e a economia gira em torno do setor de serviços, que é potencializado com as obras de infraestrutura”, afirmou.

Além do sucesso do Verão Maior Paraná, que levou milhares de pessoas para curtir a temporada nas praias paranaenses, Ratinho Junior citou a entrada do Porto de Paranaguá na rota dos grandes cruzeiros marítimos como resultado desses investimentos. A partir de novembro deste ano, o navio MSC Lirica vai operar itinerários partindo de Paranaguá para Itajaí, Buenos Aires (Argentina) e Punta del Este (Uruguai), com a expectativa de embarcar 10 mil pessoas e receber cerca de 40 mil turistas em trânsito por temporada. 

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“Além de termos turistas do mundo todo curtindo nosso Litoral, o porto também será um ponto de embarque de navio de cruzeiros, coisa que nunca aconteceu na história. E eles estão vindo para o Litoral do Paraná porque estão vendo o compromisso do governo com a infraestrutura, que melhora a vida das pessoas porque gera emprego, abre novos negócios e deixa nossas cidades mais bonitas e modernas”, ressaltou. 

DIÁLOGO – O governador também reforçou o diálogo para a elaboração do licenciamento ambiental da obra. O documento foi construído em processo colaborativo entre secretarias de Estado e o Ministério Público do Paraná (MPPR), que apresentou diversas recomendações administrativas durante a primeira etapa de estudos. Houve também participação de diversas instituições, como o Conselho Estadual de Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais do Estado do Paraná (CPICT/PR).

“Fizemos diversas audiências, todas com grande participação popular, tanto em Guaratuba quanto em Matinhos. Ouvimos as comunidades tradicionais do nosso Litoral e o Ministério Público, que fez 97 apontamentos no projeto, todos eles atendidos”, explicou Ratinho Junior. 

“Pela complexidade e tempo de estudo, a dedicação dos profissionais, a participação popular e a transparência que estamos trazendo a esse assunto há mais de três anos, acredito que estamos perto de não ter nenhum tipo de obstáculo na execução dessa obra”, salientou. “Temos um bom diálogo com MPPR, a sociedade civil e os órgãos de fiscalização e vejo todos remando para o mesmo objetivo, que é resolver um problema histórico e realizar esse sonho do nosso Estado”.

OBRAS – Com investimento previsto de quase R$ 386,9 milhões da Secretaria da Infraestrutura e Logística, a Ponte de Guaratuba é esperada há mais de 30 anos e vai resolver um problema histórico de travessia da baía que liga Matinhos a Guaratuba. Após a entrega da licença prévia, o consórcio vencedor da licitação tem um prazo de seis meses para entregar os projetos básico e executivo do empreendimento, para então dar início as obras. A previsão é que ela seja entregue no final de 2025. 

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A revitalização da Orla de Matinhos, por sua vez, já deu uma nova cara à paisagem litorânea. Além de contar com praias maiores, após o alargamento da faixa de areia, o projeto também dará fim às cheias que ocorrem após as chuvas, graças a obras de micro e macrodrenagem. O investimento no projeto é de cerca de R$ 315 milhões

Já as obras viárias estão dentro de um grande pacote de projetos anunciados por Ratinho Junior no início deste ano, que vai destinar R$ 3,4 bilhões em obras de infraestrutura em todo o Paraná. A duplicação da PR-412 vai desafogar a via que liga Matinhos a Pontal do Paraná, na altura da Praia de Leste, melhorando a mobilidade principalmente durante a temporada. O projeto está orçado em R$ 309 milhões e deve totalizar 14,5 quilômetros de extensão. 

A duplicação do trecho paranaense da rodovia entre Guaratuba e a cidade catarinense de Garuva vai contemplar uma extensão de 12,8 quilômetros, com investimento previsto de R$ 100 milhões. Outro projeto envolve o Binário de Pontal do Paraná, um investimento de R$ 12 milhões. Ele terá adequação de vias municipais com implantação de novo pavimento, em padrão rodoviário, para atender o tráfego municipal, desafogando a PR-412.

Fonte: Governo PR

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Programa de irrigação no Noroeste do Paraná avança com a compra de torres de fluxo

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O programa IrrigaSIM, coordenado pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), deu um novo passo nesta quinta-feira (21). Em uma reunião no Gabinete de Gestão e Informações do Palácio Iguaçu, foi anunciada a aquisição de cinco torres de fluxo que serão instaladas em áreas do Noroeste do Paraná.

Uma torre de fluxo mede continuamente a troca de gases (como vapor d’água e dióxido de carbono) e calor entre a vegetação e a atmosfera, permitindo calcular com precisão a evapotranspiração real da lavoura (transferência de água da superfície da Terra para a atmosfera em forma de vapor). O investimento para a compra das torres passa de R$ 10 milhões, recursos da Fundação Araucária, também viabilizados pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR). 

O diretor de Gestão de Negócios do IDR-PR, Richard Golba, destacou o trabalho realizado para a criação da Lei de Segurança Hídrica, feita em parceria entre várias instituições, e que também embasa as ações do IrrigaSIM. “Nossa expertise é fazer alianças e buscar parcerias. Tudo foi fruto de muito debate, muito estudo. Vale destacar que esta é uma legítima iniciativa do governador Ratinho Junior, que tem cobrado para que isso vá a campo”, ressaltou. 

O projeto iniciou em 2024 envolvendo a Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e a Secretaria de Agricultura e do Abastecimento, que seguem colaborando com o projeto. O IrrigaSIM é um apoio tecnológico ao Irriga Paraná. O projeto envolve sensoriamento remoto e modelos para a evapotranspiração de culturas. As partes se comprometem a trocar informações científicas, organizar missões, seminários e workshops, e apoiar atividades de pesquisa e inovação.

“Esse é mais um passo importante dado pelo Governo do Estado para que, com o apoio da tecnologia, possamos ter mais conhecimento e, assim, tomar as decisões certas em relação ao uso da água. Esse modelo de irrigação terá impacto direto na produção paranaense, beneficiando toda a população do Estado”, afirmou o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza.

A Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial também passou a fazer parte do projeto. Agora a pasta vai ajudar com os dados coletados durante o projeto. Estudos e visitas técnicas já foram realizados na região Noroeste do Paraná, que é a região que mais sofre com a seca.

“Esse projeto foi concebido para trazer ao Paraná uma segurança em campo com relação à água para que a produção agrícola e a potencialidade do Estado na agricultura continuem sendo fortes. E naturalmente, dentro desses cenários, a gente sabe que existe todo um campo de apoio por trás das coisas, e a inteligência artificial é um fator hoje preponderante”, ressaltou Marcos Stamm, secretário de Inovação e Inteligência Artificial.

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“No Paraná, mais de 40% do PIB é do agronegócio. Mais de 14% de grãos produzidos no Brasil saem do Estado do Paraná. Então é muito importante a irrigação sustentável, porque a água é nosso bem maior e que precisa ser bem utilizado, bem aplicado, para trazer resultados satisfatórios e propícios não só à produção, mas para a sustentabilidade do nosso Estado”, complementou Jean Rafael Puchetti Ferreira, chefe do Centro Estadual de Desburocratização da Casa Civil, que atuou na governança da integração entre os órgãos públicos para viabilizar o projeto.

Desde a época da pandemia, quando esteve pessoalmente no Nebrasca conhecendo os sistemas de irrigação da região, o diretor-presidente do Simepar, Paulo de Tarso, aprendeu sobre as tecnologias e trouxe todas as informações para as articulações dentro do Governo do Paraná.

“Esse trabalho é resultado de dois anos de pesquisa, de aprimoramento e estreitamento institucional para que o Paraná seja inovador em matéria de irrigação. Não só o estudo que vem sendo feito, o resultado desse projeto também será a formação de pessoas capacitadas para conduzirem esse processo de irrigação no estado do Paraná”, ressaltou Tarso.

ETAPAS – Os estudos vão fazer a classificação agroclimática do Paraná identificando mais áreas aptas à irrigação de grãos como soja, milho e feijão. O trabalho é realizado por 14 pesquisadores do Simepar, dois pós-doutores, sete doutores e cinco mestres.

Assim que as cinco torres de fluxo forem instaladas e calibradas, começarão a coletar dados micrometeorológicos reais no campo. Com isso, será possível modelar variáveis hidrológicas em programas de computador, como a espacialização da evapotranspiração, ajuste do coeficiente de cultura e medição da infiltração do solo.

Os modelos determinarão as melhores taxas de irrigação por diferentes métodos, e também será possível obter via imagens de drones o fluxo de carbono, mensurar o carbono no solo e medir o fluxo de gases de efeito estufa, comparando e validando com os dados das torres de fluxo.

A integração entre os dados ambientais, hidrológicos, e de balanço de carbono será feita em uma plataforma de Inteligência Artificial, que dará suporte à tomada de decisão no manejo irrigado. Todo esse trabalho otimiza o uso da água e do solo, mitiga emissões de Gases de Efeito Estufa e promove a sustentabilidade agrícola no Estado.

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Cinco áreas serão acompanhadas durante o plantio em outubro / novembro – colheita março / abril; cultura março / abril – colheita julho / agosto; e cultura julho / agosto – colheita outubro / novembro. Os resultados dos estudos apontam redução estimada de até 30% no consumo de água na agricultura.

“Já tivemos várias reuniões técnicas para a discussão dos passos, e agora que o projeto oficialmente está lançado e o orçamento disponível, podemos seguir o cronograma, com a compra das torres e modelagem do uso de água e evapotranspiração”, explicou Christofer Neale, diretor do Water For Food, instituto do Nebrasca que orienta o projeto, e de onde veio a inspiração para todo o trabalho. 

Com uma população de 1,9 milhão de pessoas, o Nebrasca, localizado na região central dos Estados Unidos, investiu cerca de US$ 6,8 bilhões para a instalação de 96 mil poços utilizados nos atuais sistemas de irrigação. A medida foi necessária devido às grandes variações de precipitação de chuva e das diferenças de solo nas diferentes regiões do estado americano.

O aquífero do Nebrasca é mais preservado do que o de outros estados americanos, como o Texas, por exemplo. Isso se deve justamente ao fato dos investimentos feitos nos atuais sistemas de irrigação, que utilizam os recursos hídricos de forma mais sustentável, reduzindo o impacto no meio ambiente.

WORKSHOP – Na tarde desta quinta-feira aconteceu, no auditório do Simepar, o Workshop Águas Subterrâneas no Paraná, que apresentou detalhes do IrrigaSIM e trouxe debates sobre a importância do monitoramento das águas subterrâneas e da modelagem aplicada à gestão de aquíferos, além de outorga e regularização.

O evento contou com apresentações dos pesquisadores do Simepar e do professor Christopher Neale, envolvidos no IrrigaSIM, além de palestras do professor Gustavo Athaide, da UFPR, do professor Glauco Zely da Silva Eger, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e de Nizara Sanches, do Instituto Água e Terra (IAT). As atividades encerraram com uma mesa-redonda, para debater os desafios do setor.

PRESENÇAS – Também estiveram presentes na reunião o professor João Carlos Bespalhok Filho, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que capacita alunos para atuarem no projeto; e Raul Alberto Marcon, coordenador de Gestão de Recursos Hídricos na Sanepar, que acompanha a implantação de cada etapa do estudo.

Fonte: Governo PR

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