Paraná
Mais de mil pessoas participam da 1ª Corrida do Porto de Paranaguá
Na manhã deste domingo (16), apesar da chuva, a movimentação no cais do Porto de Paranaguá foi intensa, não de carga, mas de pessoas. A 1ª Corrida do Porto reuniu mais de mil atletas, em quatro diferentes modalidades para todas as idades. Corridas de 5 e 10 quilômetros, caminhada e circuito infantil envolveram portuários, seus familiares e atletas paranaenses e também de estados vizinhos.
A atividade esportiva faz parte das comemorações do aniversário de 88 anos do Porto de Paranaguá, no mês passado. Mesmo pioneira, a corrida já é uma das maiores provas do litoral paranaense e, além de promover a saúde e estreitar a relação da Portos do Paraná com a comunidade, tem caráter beneficente. A empresa pública é responsável pelos portos de Paranaguá e de Antonina.
“Está sendo um dia muito diferente aqui para a comunidade. É a verdadeira e tão importante integração do porto com a cidade”, afirma o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Para o executivo, que também participou da prova com a esposa e os dois filhos, poder proporcionar às famílias essa experiência também foi muito gratificante. “Estamos vendo correndo pessoas que trabalham no dia a dia conosco; filhos que puderam ver de perto onde os pais trabalham; e quem nunca teve a chance de entrar na faixa de cais hoje teve essa oportunidade”, completa.
CESTAS BÁSICAS -O valor arrecadado com as inscrições foi revertido em cestas básicas que agora serão entregues a instituições do Litoral paranaense. No total, foram mais de 14 toneladas de alimentos nessa ação que também foi solidária.
“A corrida foi um sucesso. Muita gente participando. Esse povo todo que chegou até o Litoral do Estado, de outras cidades, veio até Paranaguá e movimentaram o comércio local”, afirma o diretor empresarial André Pioli, lembrando que os participantes se hospedaram nos hotéis e se alimentaram nos restaurantes da cidade.
“É o desenvolvimento do turismo através dos eventos que o Porto, na relação com a cidade, promove. Isso é desenvolvimento, geração de emprego e renda. A comunidade local só ganha com esses eventos”, completa.
CIRCUITO – A largada e a chegada foram na arena especialmente montada em frente à sede administrativa da Portos do Paraná, na Avenida Ayrton Senna da Silva, 161. O espaço foi aberto às 6h30, e às 7h teve aquecimento com educadoras físicas.
Representante do time da Portos Paraná, entre muitos outros portuários, estavam os corredores Karen Rodrigues, da Diretoria de Operações, e Normando Marcondes, da Diretoria de Engenharia e Manutenção.
“É um evento que não me fez pensar duas vezes, antes de me inscrever. Eu que estou acostumada a passar com a viatura pelo cais, hoje passei correndo. É bem diferente; a vista é outra”, diz a técnica portuária.
“Eu fiquei muito feliz. Encontrei todo mundo e me diverti. Nunca vi tanta gente na faixa portuária igual teve hoje. Foi muito legal ver essa galera aqui”, completou o engenheiro da Portos do Paraná.
ATLETAS – A largada da corrida foi pontualmente às 8h. Assim que os corredores saíram, a organização já autorizou o início da caminhada. Da arena, os atletas seguiram pela avenida portuária e de lá acessaram o cais do Porto de Paranaguá. Nesse trajeto puderam correr lado a lado com os navios.
Bruna Basso Fonseca, de 32 anos, é atleta de Curitiba e uma das participantes de destaque na prova. Apesar de treinar apenas há dois anos, é acostumada com alta performance em corridas em montanhas. Ela que, inclusive, está no circuito da Skyrunning, fez questão de participar desse trajeto inusitado no cais.
“Achei incrível a prova e foi por isso que não pude deixar de participar. Mesmo estando mais envolvida em corridas de montanhas, quando fui convidada, vim. Estar aqui e poder, inclusive, ajudar famílias do Litoral, é muito bom”, diz a atleta.
Durante a prova, as operações que requerem trânsito de caminhões foram paralisadas para a segurança dos participantes. Tudo ocorreu de maneira muito organizada. A satisfação foi completa: do sonho de ver navios até concluir a prova inédita.
Eduardo Rocha, de 46 anos, corre há 12 anos. Ele é especialista em reconhecimento de percurso para ajudar outros corredores, atletas, a criarem as estratégias para as provas. Faz questão de participar de todas as corridas que consegue.
“Essa aqui é especial por ser a primeira dentro do cais do porto. O fato da primeira no Brasil, ser aqui no Paraná é muito legal”, diz Edu.
VENCEDORA – Uma das vencedoras, no circuito de corrida de 5 quilômetros, foi Iracema da Silva Mendes, nascida em Paranaguá e moradora da Ilha do Teixeira. O treinador dela é o próprio marido, que ficou o tempo todo na torcida.
“Ele que me ensinou a correr. Fui a primeira mulher a chegar. Eu nunca tinha vindo correr aqui. Eu só tenho a agradecer à organização”, diz ela, afirmando que certamente viria se a corrida, a partir de agora, fosse realizada todo ano.
A Portos do Paraná contou com Global Vita Esportes e Associação Pró-Correr na organização da Corrida. No apoio, a empresa pública contou com DNIT, Receita Federal, DER, RUMO, Polícia Rodoviária Federal e Guarda Municipal de Paranaguá.
Fonte: Governo PR
Paraná
Riscos de incêndios, corte de energia e acidentes de trânsito: soltar balão é crime no Brasil
Junho e julho costumam trazer um cenário conhecido dos paranaenses: céu aberto, baixa ocorrência de chuvas e as tradicionais festas juninas. Neste período, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) reforça um alerta importante: fabricar, vender, transportar ou soltar balões é crime previsto na legislação brasileira devido aos riscos que a prática representa para a população, o meio ambiente e o patrimônio público e privado.
A proibição está prevista na Lei Federal nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais. O artigo 42 estabelece pena de detenção de um a três anos, multa ou ambas as penalidades para quem fabricar, vender, transportar ou soltar balões. Eles podem provocar incêndios em florestas, áreas de vegetação, zonas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano. A legislação também prevê sanções administrativas que podem resultar em multas aos infratores.
Diferente de outras tradições associadas às festas juninas, como as fogueiras, que podem ser feitas sem problemas quando observadas as orientações de segurança, não é possível controlar os balões após a soltura.
O problema está justamente na imprevisibilidade. Ao transportar uma chama acesa durante o voo, o artefato geralmente percorrer grandes distâncias antes de atingir o solo, sem que seja possível prever onde ocorrerá a queda. Por isso, representa uma ameaça tanto para áreas de vegetação quanto para regiões urbanas densamente ocupadas.
CONSEQUÊNCIAS – Um único balão pode provocar desde incêndios florestais até a destruição de residências, empresas e estruturas essenciais para a população. Embora os incêndios em vegetação estejam entre as ocorrências mais lembradas quando o assunto é balão, os riscos vão muito além dos danos ambientais.
Também há risco de interrupção no fornecimento de energia quando os balões atingem redes ou equipamentos do sistema elétrico, além de acidentes de trânsito.
“Já tivemos casos de balões atingindo a rede elétrica e provocando interrupção no fornecimento de energia em bairros inteiros. Houve também situações registradas próximas a hospitais e unidades de saúde. Mesmo que essas estruturas contem com sistemas de emergência, a interrupção de energia gera riscos e transtornos para toda a população”, explica a porta-voz do CBMPR, capitã Luisiana Guimarães Cavalca.
PREVENÇÃO – O alerta sobre balões ganha ainda mais importância neste período do ano, fase de maior atenção aos incêndios em vegetação. O CBMPR já iniciou a Operação de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais 2026, que intensifica as ações de prevenção, monitoramento e resposta em todo o Estado. Nesta época, com a redução da umidade do ar e o aumento da quantidade de material seco disponível para queima, qualquer fonte de ignição pode favorecer o surgimento e a propagação do fogo.
“Um balão pode percorrer longas distâncias carregando uma chama acesa e iniciar incêndios de grandes proporções. A prevenção continua sendo a principal ferramenta para evitar ocorrências que colocam em risco a população, o meio ambiente e o patrimônio”, ressalta a capitã.
Ela orienta que a população denuncie a prática ao presenciar situações relacionadas à fabricação, transporte, comercialização ou soltura de balões, por meio do telefone 190 da Polícia Militar do Paraná. “É importante que as pessoas entendam que soltar balão não é uma brincadeira. As consequências podem ser muito graves. Um único balão pode provocar incêndios, acidentes e problemas na rede elétrica. Ao perceber essa prática, a orientação é denunciar”, reforça a bombeira.
Orientações do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná:
– Não fabricar, comprar, transportar ou soltar balões, pois é crime
– Não incentivar a prática durante festas juninas
– Acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 ao presenciar a prática ou fazer uma denúncia anônima pelo 181
– Ligar para os bombeiros pelo telefone 193 em caso de princípio de incêndio
– Redobrar os cuidados com fontes de calor durante o período de estiagem
– Compartilhar informações sobre os riscos e a ilegalidade da prática
Fonte: Governo PR
-
Paraná6 dias agoMPPR empossa dois Procuradores de Justiça nesta sexta-feira (19)
-
Política Nacional7 dias agoAprovado projeto que impede bloqueio de gastos de agências reguladoras
-
Paraná4 dias agoCerimônia marca a posse de Simone Maria Tavarnaro Pereira e Roberto Ouriques como Procuradores de Justiça
-
Política Nacional7 dias agoCâmara aprova projeto que garante atestado para funcionário que acompanhar criança doente
-
Esportes7 dias agoLionel Messi brilha com hat-trick e Argentina vence a Argélia por 3 a 0
-
Esportes6 dias agoColômbia vence Uzbequistão e assume a ponta do Grupo K na Copa do Mundo
-
Agro6 dias agoPreço da maçã segue em queda no Brasil com estoques elevados e mercado saturado
-
Política Nacional6 dias agoCâmara aprova dispensa de licitação para SUS comprar hemoderivados de empresa pública
