Paraná
Em São Paulo, governador fala sobre Casa Fácil Paraná, cujo modelo pode ser replicado no país
Com o intuito de discutir os rumos das políticas públicas de habitação, o governador Carlos Massa Ratinho Junior participou nesta quarta-feira (12) de uma mesa de debates do Encontro Nacional da Indústria da Construção Civil (Enic), que acontece em São Paulo. Durante o encontro, que teve a participação do ministro das Cidades, Jader Filho, ele falou sobre o programa Casa Fácil Paraná, em que destacou as parcerias firmadas com o setor produtivo e os subsídios oferecidos pelo Estado para custeio do valor de entrada em financiamentos da Caixa Econômica.
A proposta da mesa de debates foi discutir possíveis soluções conjuntas para a redução do déficit habitacional no Brasil. Também participaram do debate a vice-presidente de Habitação da Caixa, Inês Magalhães; do presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), organizadora do evento, José Carlos Martins; e do presidente da comissão de Habitação da CBIC, Carlos Henrique Passos.
O governador expôs o contexto em que a modalidade de concessão de subsídios do Casa Fácil Paraná surgiu em 2021, a partir da dificuldade econômica e do risco de desemprego causados pela pandemia da Covid-19. “Preocupados com aquele momento delicado, nós pensamos que a construção civil era um setor que gerava empregos muito rápido e nos juntamos com o setor, através do Sinduscon/PR (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Paraná), para destravar as obras de construção de casas”, afirmou.
“A partir das conversas com os empresários, percebemos que uma das principais dificuldades das famílias de menor renda era arcar com os 20% de entrada que a Caixa Econômica não financia, por isso propusemos subsidiar este valor e injetamos mais de R$ 450 milhões, gerando um impacto de R$ 8 bilhões na economia e 100 mil empregos diretos e indiretos”, disse Ratinho Junior.
Outro aspecto destacado pelo governador foi a redução de burocracia no programa, com agilidade dos órgãos estaduais para a emissão de licenças e alvarás e um sistema de tramitação rápida e simplificada para a tramitação de processos entre o Estado, as construtoras e a Caixa Econômica.
O modelo adotado pelo Governo do Paraná fez com que o Casa Fácil recebesse em 2022 o troféu Selo de Mérito, uma premiação que reconhece as melhores políticas públicas para o setor, entregue pela Associação Brasileira de Cohabs e Agentes Públicos de Habitação (ABC).
COMPROMISSO – Durante o evento, o ministro das Cidades garantiu que a habitação de interesse popular será tratada como uma prioridade pelo governo federal e que conta com a parceria de estados e municípios para viabilizar a isenção parcial ou total do valor de entrada em todo o País, a exemplo do que já é feito pelo Paraná. Ele se comprometeu com a retomada das contratações na Faixa 1 do programa Minha Casa Minha Vida, voltadas a famílias com renda mensal de até dois salários mínimos.
Segundo Jader Filho, as contrapartidas dos executivos estaduais e municipais, como aquelas já praticados pelo Estado do Paraná, são um fator considerado na nova etapa do programa, cuja meta é viabilizar a construção de 2 milhões de unidades habitacionais em todo o Brasil até 2026.
“As famílias de menor renda já pagam aluguel, que muitos vezes são mais caros do que a parcela mensal da casa própria, então o problema delas não é acessar o financiamento, mas pagar a entrada. Por isso, estamos estudando diminuir a taxa de juros, aumentar o valor do subsídio e o tempo de financiamento e, com a parceria de estados e municípios, podemos zerar o valor de entrada nas faixas 1 e 2 do Minha Casa Minha Vida”, explicou Jader Filho.
A vice-presidente de habitação da Caixa também reforçou a necessidade de que o poder público trabalhe de forma integrada para facilitar o acesso das famílias de menor renda à casa própria. “Temos clareza que uma parte das famílias que integram a faixa 1 e que têm capacidade de pagar precisa desta combinação de incentivos financeiros como acontece no Paraná”, disse ela. “A ideia é fortalecer estas parcerias para que seja a regra em todo o País, em que estados e municípios assumem um papel mais relevante no programa e também na oferta de outros serviços públicos a essa população”, defendeu Inês.
ENIC – O Encontro Nacional da Indústria da Construção reúne especialistas, profissionais do setor e representantes do poder público e de empresas privadas que atuam na construção civil. Pela primeira vez, ele está acontecendo dentro da Feicon, evento que é referência na América Latina por ser vitrine para o lançamento de tecnologias, produtos, debates sobre o mercado e atualização para os profissionais do setor.
Entre as principais pautas do Enic, está o crescimento de 6,9% do setor da construção em 2022 no Brasil, quase o dobro do previsto inicialmente, a retomada do programa Minha Casa, Minha Vida e a desaceleração do Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), o que indica a tendência de continuidade do crescimento do segmento em 2023.
Além do governador, a comitiva paranaense contou com a participação de Jorge Lange, presidente da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), órgão responsável por coordenar as políticas do setor em nível estadual, além do vice-presidente da CBIC e conselheiro do Sinduscon-PR, José Eugênio Souza Bueno Gizzi.
De acordo com José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o evento é uma oportunidade para discussão de importantes mudanças que devem ocorrer no setor. “Vemos a volta do Programa Minha Casa, Minha Vida, a infraestrutura como objetivo básico do governo. Estamos em um momento em que o setor está sendo estimulado adequadamente e, mais do que isso, no qual é possível dialogar para que não se cometa os erros do passado”, afirmou Martins.
Ele também agradeceu a disponibilidade de Ratinho Junior em explicar detalhes do funcionamento do Casa Fácil aos participantes de todo o País reunidos no encontro e elogiou a forma com que a habitação de interesse social tem sido tratada no Paraná. “Os diferenciais que notamos no Paraná são a vontade política, buscando soluções mesmo em momentos de crise, o planejamento bem feito e a preocupação com o aspecto social”, frisou.
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá assume vice-liderança nacional na movimentação de veículos
A Portos do Paraná ampliou em 63% a movimentação de veículos em 2026 e assumiu a vice-liderança nacional nas operações de importação e exportação desse tipo de carga. Entre janeiro e maio, o embarque e desembarque de carros, caminhões e outros veículos no Porto de Paranaguá alcançou 67,6 mil unidades, frente às 41,6 mil movimentadas no mesmo período de 2025. Os dados são do Centro de Estatísticas da Portos do Paraná.
“Nós tivemos uma nova operação iniciada no fim do ano passado, após a formação de uma joint venture entre duas montadoras. Com isso, a movimentação de veículos cresceu significativamente e alcançamos quase 48 mil veículos importados até este momento do ano”, destaca Gabriel Vieira, diretor de Operações Portuárias da Portos do Paraná.
A China é o principal país de origem e destino dos veículos movimentados pelo Porto de Paranaguá. O país respondeu por 54,8% das operações acumuladas em 2026. Na sequência aparecem México, com 23,4% de participação, Argentina, com 9,3%, Colômbia, com 4,4%, e Alemanha, com 2,3%.
MOVIMENTAÇÃO CRESCE EM MAIO – O maior volume de movimentação de veículos em 2026 foi registrado em maio. No período, foram contabilizadas 19.789 importações e 5.217 exportações, totalizando mais de 25 mil veículos movimentados.
Até então, o maior volume mensal havia sido registrado em março, com 20,9 mil operações, sendo 15,8 mil importações e 5,1 mil exportações.
O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, destaca que o Porto de Paranaguá possui características únicas no Brasil pela diversidade de cargas movimentadas. Líder na exportação de óleo de soja e carne de frango e na importação de fertilizantes, o porto também se consolida como um dos principais corredores de importação e exportação de veículos do país.
A localização estratégica e os investimentos contínuos em infraestrutura são fatores determinantes para essa evolução. “Os investimentos recentes ampliam a capacidade operacional dos nossos parceiros e tornam os portos do Paraná cada vez mais competitivos nesse ambiente”, afirma o diretor-presidente.
No acumulado de 2025, a Portos do Paraná movimentou 106.725 veículos, resultado de 31.421 importações e 75.304 exportações.
VOLUME MOVIMENTADO CRESCE 151% EM TONELADAS – A divulgação das informações de importação e exportação pelo Governo Federal, por meio do Comex Stat (sistema do Governo Federal que reúne informações sobre o comércio exterior), utiliza como base a movimentação em toneladas.
Nesse critério, a movimentação de veículos pelo Porto de Paranaguá alcançou 87,7 mil toneladas em 2026. Na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram movimentadas 34,9 mil toneladas, o crescimento foi de 151%.
O resultado elevou a participação do Porto de Paranaguá para 14,71% das importações e exportações brasileiras de veículos em 2026, colocando o terminal na segunda posição do ranking nacional.
Com isso, Paranaguá superou o Porto de Santos, que acumula 14,66% de participação no mercado. O Porto de Vitória (ES) segue na liderança nacional desse segmento.
Em valores FOB (Free on Board; traduzido “Livre a Bordo”), que correspondem ao valor da mercadoria no momento do embarque, a movimentação de veículos pelo Porto de Paranaguá somou US$ 906,8 milhões em 2026.
BERÇO DEDICADO A VEÍCULOS – As operações de embarque e desembarque de veículos são realizadas no berço 219, estrutura dedicada a esse tipo de carga.
Os veículos recebidos de outros países podem ser armazenados no Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), na área pública do porto e nos dois terminais especializados em veículos. Toda a operação de embarque e desembarque é realizada por equipes especializadas que possuem o reconhecimento de realizar a movimentação das cargas com o menor índice de avarias em todo o país.
Fonte: Governo PR
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