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Biblioteca Pública do Paraná cria grupo de convivência para mulheres com deficiência visual

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A Biblioteca Pública do Paraná promove nesta sexta-feira (24), às 14h, o primeiro encontro do grupo de convivência Mulheres Eficientes, voltado a mulheres com deficiência visual ou baixa visão. Coordenada pela Seção Braille da instituição — com mediação da professora de Orientação e Mobilidade Lilian Merege Biglia —, a atividade busca a integração entre as participantes a partir do compartilhamento de ideias e experiências pessoais.

As reuniões têm periodicidade bimestral e também são abertas para mães, irmãs, esposas e outras familiares de pessoas cegas. A entrada é gratuita, sem a necessidade de inscrição.

Cada encontro tem duração de até três horas e discute três temas (um pautado pela mediadora e dois sugeridos pelas próprias participantes). Ao longo do ano, ainda estão previstas as presenças de convidados como médicos, psicólogos e terapeutas de diversas áreas.

Segundo Cleomira Burdzinski, coordenadora da Seção Braille, a proposta de criar um grupo exclusivamente feminino vem de uma série de particularidades relacionadas às mulheres com deficiência visual. “A mulher cega tem mais inseguranças, ainda precisa adquirir empoderamento”, explica.

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“A mulher se sente mais frágil quando tem deficiência visual, tem medo de não conseguir cumprir todas as funções que lhe são cobradas. Isso a deprime muito e a deixa mais frágil”, diz Lilia Merege Biglia, cujo currículo inclui 28 anos de atuação no Instituto Paranaense de Cegos, mais de uma década de trabalhos em clínicas e a autoria do livro “Fiquei Cego, e Agora?”.

Referência na área de acessibilidade, a Seção Braille da Biblioteca Pública do Paraná possui um dos maiores acervos do País, com mais de 30 mil títulos, entre livros, audiolivros, e-books, revistas, boletins e folhetos em versão adaptada.

O setor ainda oferece palestras e cursos de capacitação, além de realizar a audiodescrição de exposições e curtas e longas-metragens. A BPP também disponibiliza, por meio de agendamento, o acesso a aparelhos de visão artificial OrCam MyEye, que fotografam textos, escaneiam e os transformam em áudio.

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Serviço:

Dia: 24 de março, sexta-feira), a partir das 14h

Sala Coworking da Biblioteca Pública do Paraná

Entrada gratuita

Fonte: Governo do Paraná

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Corpo de Bombeiros alerta para o perigo do uso de cerol e linhas cortantes em pipas

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Com a chegada dos dias mais secos e de ventos mais fortes, aumenta também a prática de soltar pipas em diversas regiões do Paraná. A brincadeira tradicional, porém, pode se transformar em um grave risco quando há utilização de cerol, linha chilena e outros materiais cortantes. O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) faz um alerta à população sobre os perigos da prática e reforça orientações para prevenir acidentes.

Recentemente, dois casos chamaram atenção no Estado. Em um deles, em Curitiba, um ciclista de 51 anos sofreu um corte profundo no pescoço após ser atingido por uma linha cortante durante o deslocamento. O ferimento foi tão grave que chegou a expor a traqueia da vítima. Em outro caso, uma coruja ficou presa em uma linha de pipa também em Curitiba e precisou ser resgatada pelo Corpo de Bombeiros após sofrer ferimentos na asa provocados pelo material cortante.

A capitã Luisiana Guimarães Cavalca, porta-voz do CBMPR, explica que as consequências desse tipo de material podem ser extremamente graves, especialmente para motociclistas e ciclistas. “Além do risco de ferimentos para quem está manuseando essa linha de cerol, existe o risco para ciclistas e motociclistas, que durante um deslocamento podem ser surpreendidos por uma linha cortante. Dependendo da velocidade e da região atingida, esse ferimento pode ser muito grave, principalmente no pescoço, onde temos artérias importantes e de difícil controle em caso de sangramento”, afirma.

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LEGISLAÇÃO – No Paraná, a posse, o uso, a fabricação, o transporte e a comercialização de linhas cortantes são proibidos pela Lei Estadual nº 20.264/2020. A legislação prevê multa para pessoas físicas e jurídicas, podendo haver agravamento em caso de reincidência. Quando o infrator é menor de idade, os responsáveis legais respondem pelo ato praticado. Além das sanções administrativas, a utilização desses materiais também pode gerar responsabilização criminal em casos de lesão corporal ou morte.

Em Curitiba, a fiscalização também ficará mais rígida. A partir de julho, entra em vigor uma nova legislação municipal que aumenta para R$ 5 mil a multa pelo uso de cerol e linha chilena na Capital. O valor poderá ser dobrado em caso de reincidência, além da apreensão imediata do material utilizado.

BRINCADEIRA SAUDÁVEL – Apesar dos riscos, o Corpo de Bombeiros reforça que soltar pipa pode ser uma atividade saudável e recreativa quando realizada com segurança. “Soltar pipa é uma brincadeira muito legal e saudável, mas precisa acontecer de forma responsável, sem utilização de cerol ou linha chilena. O ideal é utilizar a linha comum e ter sempre um adulto acompanhando as crianças e adolescentes durante a atividade”, destaca a capitã Luisiana.

O cerol é produzido, tradicionalmente, a partir da mistura de cola com vidro moído. Atualmente, porém, existem materiais ainda mais perigosos, como a linha chilena e a linha indonésia, produzidas industrialmente com substâncias abrasivas que aumentam significativamente o poder de corte. Algumas versões ainda utilizam partículas metálicas, elevando também o risco de choques elétricos e acidentes na rede de energia.

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O CBMPR orienta ainda que denúncias envolvendo uso, venda ou transporte de cerol e linhas cortantes podem ser feitas à Polícia Militar pelo telefone 190.

Em caso de acidente, o Corpo de Bombeiros orienta que ferimentos superficiais sejam lavados com água e sabão, com realização de curativo simples. Já em situações de sangramento intenso, a recomendação é fazer compressão no local com um pano limpo e acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

Recomendações do CBMPR para soltar pipas com segurança:
    • Nunca utilize cerol, linha chilena ou qualquer material cortante.

    • Prefira linhas comuns de algodão.

    • Solte pipas em locais abertos, longe de ruas, avenidas e rodovias.

    • Mantenha distância da rede elétrica.

    • Nunca tente retirar pipas presas em postes ou fios de energia.

    • Crianças devem estar sempre acompanhadas por um adulto responsável.

    • Ciclistas e motociclistas devem redobrar a atenção em regiões onde há prática de soltar pipas.

    • Ao identificar uso de cerol ou linha chilena, denuncie à Polícia Militar pelo telefone 190.

    • Em caso de ferimentos graves ou sangramento intenso, acione imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

Fonte: Governo PR

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