Paraná
Sede do MPPR recebe alunos de direito da Faculdade Inspirar
Nesta terça-feira, 15 de setembro, a sede do Ministério Público do Paraná, em Curitiba, recebeu a visita dos alunos de Direito da Faculdade Inspirar. Os educandos, acompanhados pelo professor Edison Divonzir Soares, participaram do Tour MPPR, programa promovido pelo Memorial da instituição para apresentar a história, as instalações e a carreira ministerial.
A Procuradora de Justiça e Presidente do Conselho Curador do Memorial, Samia Saad Gallotti Bonavides, iniciou as apresentações ressaltando o papel cidadão do Ministério Público e a importância histórica do Edifício Carta de Curitiba. O prédio, que hoje abriga o Memorial e Escola Superior do MPPR, foi sede do Encontro Nacional que discutiu as propostas para atuação da instituição a serem definidas na Constituição de 1988.
Na sequência, a Procuradora de Justiça Gildelena Alves da Silva contou sobre sua trajetória como Promotora de Justiça nas comarcas do interior e sua atuação como Procuradora de Justiça na área criminal. O Promotor de Justiça e Coordenador Executivo do Memorial do MPPR, William Lira de Souza, continuou as exposições com uma apresentação sobre o histórico do Ministério Público brasileiro e sua relação com a Constituição Cidadã.
Ao final da tarde, os Historiadores do Memorial, Vitor Lemes de Resende e Cristiano de Oliveira Viana Correia, fizeram um tour guiado com os alunos pelos espaços simbólicos da estrutura do Ministério Público em Curitiba, como a Galeria de Procuradores-Gerais de Justiça e a Sala de Atos, a praça entre os Blocos I e IV (projeto paisagístico de Roberto Burle Marx), o túnel sob a Rua Marechal Hermes e a exposição histórica do Bloco VI.
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
MPPR denuncia quatro pessoas investigadas pela morte de um homem que caiu do 14º andar de um apartamento em Londrina quando tentava fugir de agressões
O Ministério Público do Paraná, por meio da 16ª Promotoria de Justiça de Londrina, no Norte Central do estado, denunciou criminalmente quatro pessoas investigadas pela morte de um homem de 27 anos no dia 14 de agosto último. A vítima morreu ao cair do 14º andar de um edifício quando tentava fugir do local após sofrer agressões físicas e psicológicas. A partir do recebimento da ação penal, os acusados responderão pelos crimes de tortura qualificada pelo resultado morte, majorada pelo sequestro (cárcere privado), e fraude processual.
De acordo com as apurações, os quatro denunciados (homens com idades entre 22 e 24 anos na época dos fatos) residiam juntos no apartamento em que os crimes ocorreram, sendo o local frequentemente visitado pela vítima devido ao relacionamento afetivo que mantinha com uma das moradoras.
Violência – As investigações apontam que a vítima foi mantida pelos acusados em cárcere privado, desde o dia 13 de agosto, em um dos dormitórios do apartamento, sendo submetida a diversos tipos de ameaças e violência física e psicológica. O objetivo dos autores seria fazer com que ele informasse sobre uma câmera fotográfica supostamente furtada por ele, avaliada em R$ 12 mil e que estaria sendo vendida pela internet, e devolvesse valores referentes a uma dívida de R$ 800 que ele havia adquirido com um dos agressores.
Para conter a vítima durante a madrugada, os agressores forçaram-no a ingerir comprimidos de um sedativo. Após ser submetido por mais de quatro horas às agressões, a vítima conseguiu se desvencilhar de amarras que o mantinham preso e, na tentativa de fugir do local, cortou a tela de proteção da janela e buscou acessar a estrutura externa do prédio. Em decorrência do abalo psicológico extremo e dos efeitos da medicação, ele perdeu o equilíbrio e sofreu uma queda fatal do 14º andar.
Fraude – A denúncia sustenta ainda que, após a queda, os quatro homens alteraram a cena do crime na tentativa de simular um suicídio e ocultar as agressões. Eles esconderam objetos utilizados nas sessões de tortura, apagaram fotos em seus celulares que mostravam cenas das violências cometidas e descartaram documentos pessoais da vítima em uma lixeira pública. Além disso, fecharam a janela e posicionaram um colchão na porta de entrada do apartamento na tentativa de dificultar o ingresso das forças de segurança no local.
Com o oferecimento da denúncia, o Ministério Público requer a condenação dos acusados às penas previstas em lei e a fixação de valor mínimo de R$ 40 mil (R$ 10 mil para cada denunciado) a título de reparação por danos morais a ser paga aos familiares e herdeiros da vítima.
Processo 0053030-76.2026.8.16.0014
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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