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Parceria entre Sanepar, Matelândia e Cooperativa Lar garante R$ 29 milhões para saneamento

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A Companhia Paranaense de Saneamento (Sanepar), Prefeitura de Matelândia e a Cooperativa Lar anunciaram investimentos para ampliar o sistema de esgotamento sanitário no município. A parceria prevê R$ 29 milhões para levar o serviço de esgotamento sanitário aos moradores de Agro Cafeeira, distrito de Matelândia, na Região Oeste. O empreendimento envolve a implantação da infraestrutura de coleta e tratamento de esgoto para atender cerca de 6,9 mil moradores do distrito, que em grande parte são vinculados à cooperativa.

O empreendimento prevê a reforma e ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto de Matelândia, a execução de quatro estações elevatórias e o assentamento de 35 quilômetros de rede coletora de esgoto, além de 9,8 quilômetros de linha de recalque, que faz a ligação entre as unidades de bombeamento e a estação de tratamento.

O Distrito de Agro Cafeeira, que atualmente não é atendido com sistema de coleta e tratamento de esgoto, tem apresentado um desenvolvimento econômico crescente, impactando no aumento populacional de Matelândia. Essa característica se reflete nos índices de atendimento do saneamento. Em todo município, atualmente, 74% da população é atendida com o serviço de esgoto sanitário. Com a inclusão do Distrito ao sistema o índice passará a 92%, alcançando a meta da universalização estabelecida pelo Marco Regulatório do Saneamento.  

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“Estamos cumprindo a determinação do Governo do Estado em estabelecer boas parcerias para acelerar o processo de universalização da água e do esgoto nos municípios do Paraná. Aquilo que se estabelece como meta pelo Marco Legal do Saneamento para 2033, aqui no nosso Estado, será antecipado”, afirmou o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.

Ele ainda destacou a relevância das parcerias para levar saúde e qualidade de vida às pessoas. “Essa união de forças da Prefeitura de Matelândia, da Cooperativa Lar e da Sanepar é um exemplo nacional de comprometimento com a sociedade, levando mais saúde para a população”, disse.

“Essa é uma parceria sólida e de resultados e, acima de tudo, busca a qualidade de vida da nossa população. A Cooperativa Lar e a Sanepar, com suas atribuições, e a prefeitura, no apoio ao projeto, trazem um resultado pujante à cidade, que há tempos reivindica essa ação”, declarou o prefeito de Matelândia, Gabriel Cadini.

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Para o vice-presidente da Cooperativa Lar, Diogo Sezar de Mattia, a oficialização da assinatura significa o primeiro passo de um grande projeto, no qual moradores que hoje trabalham na cooperativa serão beneficiados com saneamento. “É a realização de uma grande iniciativa”, completou.

UNIVERSALIZADO – A sede urbana de Matelândia já tem o saneamento universalizado: 94% dos moradores contam o serviço de esgoto. O Distrito Agro Cafeeira representa atualmente cerca de 20% da população do município e, com novos empreendimentos que estão previstos para a localidade, a estimativa é que o número de residências no Distrito salte de pouco mais de 1.660 imóveis para 2.300 residências.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná participa de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal em Brasília para debater aspectos da Lei Antifacção

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24/08 - Audiência Pública STF - Lei Antifacções

O Ministério Público do Paraná participou nesta semana, em Brasília (DF), de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir aspectos da Lei 15.358/2026, a chamada “Lei Antifacção”. Nos dias 24 e 25 de agosto, 17 expositores, entre autoridades, especialistas, integrantes do sistema de Justiça e representantes da sociedade civil, participaram dos debates com contribuições que serão consideradas pelo STF no julgamento de Ações Diretas de Inconstitucionalidade que questionam a Lei. O MPPR esteve representado no primeiro dia de exposições pelo Procurador de Justiça Rodrigo Régnier Chemim Guimarães, coordenador-geral do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais, do Júri e de Execuções Penais e coordenador da Coordenadoria de Recursos Criminais do MPPR.

Convocada pelo ministro Alexandre de Moraes, a audiência pública busca ouvir diferentes posições sobre os efeitos da legislação no combate ao crime organizado e na preservação de direitos e garantias constitucionais.

Constitucionalidade – Em sua fala, Chemim defendeu a constitucionalidade de dois dispositivos questionados nas ações: a causa de aumento de pena de 2/3 ao dobro para as lideranças de facções criminosas e a vedação do livramento condicional nesses casos.

Um dos principais argumentos apresentados foi o de que as novas regras não produzem a chamada “perpetuidade branca”, apontada nas ações como possível consequência da legislação. Segundo o Procurador de Justiça, a progressão de regime para líderes de facções permanece possível, sendo aplicável o percentual de 75% da pena, e não de 85%, como sustentado nas ações. Além disso, o cálculo do tempo necessário à progressão deve considerar as hipóteses de remição da pena por trabalho, estudo e leitura, que são cumuláveis e, em premissas conservadoras apresentadas na audiência, podem alcançar 214 dias de remição por ano.

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Chemim demonstrou que, mesmo em cenários de penas elevadas, a conjugação entre progressão e remição permite que o condenado alcance o requisito temporal dentro do limite máximo de 40 anos de cumprimento da pena estabelecido pelo Código Penal. Em um dos exemplos apresentados, para uma pena de 60 anos, os 75% exigidos para a progressão correspondem a 45 anos de pena cumprida, marco que, consideradas as possibilidades de remição, poderia ser alcançado com aproximadamente 28 anos e 4 meses de efetiva custódia. “Não há impossibilidade matemática. Não há ‘perpetuidade branca’. O que há é um cálculo equivocado feito sem as variáveis que a própria lei preservou”, afirmou.

Em relação à vedação do livramento condicional, o Procurador de Justiça sustentou que o instituto não constitui garantia constitucional e que sua restrição já é prevista pelo ordenamento jurídico em outras hipóteses. Ressaltou ainda que a função ressocializadora da pena permanece preservada, uma vez que a progressão de regime não foi eliminada. Assim, diferentemente de um regime integralmente fechado, o condenado mantém mecanismos concretos para avançar no cumprimento da pena.

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Ao comentar dados constantes de pesquisa Datafolha realizada a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Chemim lembrou que, para 42,2 milhões de brasileiros, as organizações criminosas chegam a impor regras de convivência, afetando a rotina diária de expressiva parcela da população. “Trata-se da liberdade de ir e vir cotidianamente suprimida por particulares armados, que ocupam espaços nos quais a proteção estatal se mostra insuficiente. Essa realidade exige respostas normativas mais rigorosas e eficazes, especialmente em relação às lideranças das facções criminosas”.

Destacando a importância da preservação dos direitos das vítimas, o Procurador de Justiça completou: “Se há um ‘direito à esperança’ a ser preservado, ele também deve ser reconhecido às vítimas cotidianas dessas organizações: a esperança de viverem livres do medo, da coerção e do domínio territorial exercido pelo crime”.

As contribuições apresentadas ao longo dos dois dias serão consideradas no julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 7952, 7956, 7957 e 7958) que questionam a Lei 15.358/2026, que instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. Relatadas pelo ministro Alexandre de Moraes, as ações discutem, entre outros pontos, regras sobre prisão, execução penal, comunicação entre advogados e presos e perda de bens.

Assessoria de Comunicação
Informações para a imprensa
[email protected]
(41) 3250-4264

 

Fonte: Ministério Público PR

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